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JOGADOR DE EQUIPA

Cristiano Ronaldo marcou quatro golos na goleada do Real Madrid ao Racing Santander, para a oitava jornada da Liga espanhola.

Um dia inesquecível na carreira de Cristiano Ronaldo, (já com 990 minutos na Liga espanhola) pois conseguiu o primeiro póquer.

Depois de ter marcado quatro golos manteve uma humildade que merece ser destacada “…sem a ajuda dos meus companheiros não teria sido possível marcar. Sou um jogador de equipa”.

É nestes pormenores, de extraordinária relevância, que se nota o trabalho de José Mourinho – o melhor treinador do mundo.

Mourinho sabe motivar como poucos e se temos hoje um Real Madrid diferente deve-se em grande parte à cultura imposta pelo treinador português.

José Mourinho também é um “jogador de equipa”, é quem exerce a liderança mas é também alguém muito especial que consegue atingir a excelência através do trabalho, da inteligência emocional. As suas equipas estão sempre com índices de concentração muito elevados.

Com Mourinho, ninguém pode falhar, podem ter dias maus, mas não há improviso, tudo é programado ao milímetro.

Cristiano Ronaldo voltou a brilhar, a ter alegria, a mostrar todo o seu potencial e a encantar o Mundo. Os portugueses devem estar orgulhosos, duplamente orgulhosos, pois se por um lado Cristiano Ronaldo executa na perfeição por outro lado está o grande líder José Mourinho a mostrar todas as qualidades de um “jogador de equipa”.

Quando nos aumentam os impostos, se reduzem os salários, baixam as reformas, diminuem as comparticipações nos medicamentos, as famílias perdem o abono, pelo menos Cristiano Ronaldo eleva a nossa auto-estima e o orgulho de sermos portugueses.

Queremos uma sociedade menos egoísta, menos invejosa, mais solidária e mais justa.

Cada um de nós tem que ser cada vez mais “jogador de equipa”.

Pontapé-de-saída, A Bola, 26/10/2010


1 comentário 26 de Outubro de 2010

RESPEITO

Aproximam-se jogos de grande intensidade. Espero que em todos eles exista festa, alegria, boa-disposição, fair-play e que as questões éticas sempre prevaleçam.

Respeito pelo adversário, pelos árbitros, pelos adeptos, pela comunicação social, ou melhor respeito por todos.

O respeito é essencial para a promoção desportiva.

A responsabilidade é de todos e não só de alguns.

Não podemos em alguma circunstância pactuar com as questões da violência associada ao fenómeno desportivo, violência física mas também violência verbal. A tolerância nestas matérias relacionadas com a ética é zero, não pode ser de outra maneira.

Mais que legislação e regulamentação importa destacar os comportamentos.

Defendo há muito tempo que um jogo de futebol tem que ser sempre uma “festa”, antes, durante e após o jogo, tem que ser encarado com os mais elementares princípios da ética em geral e da desportiva em particular. Tem que ser espectáculo para proporcionar prazer e atrair multidões aos estádios, onde o conceito família possa sempre prevalecer.

Atenção aos horários e dias dos jogos, o preço dos bilhetes (estamos em crise profunda) e as condições de segurança.

Para além dos comportamentos precisamos de alterar igualmente alguma terminologia como por exemplo “alto risco”.

Ver imagens do corpo de intervenção em estado de prontidão, ver jovens a viajar em autocarros cabriolet, com vidros partidos e alguns pendurados no tejadilho, são dispensáveis na promoção do espectáculo que pretendemos.

Os meios de segurança não se exibem, muitas vezes opta-se pela exibição mediática dos mesmos quando devíamos ter um patrulhamento de proximidade, discreto tendo uma presença dissuasora, fiscalização e actuação fundamentalmente preventiva.

Numa palavra… Respeito. É isso que todos queremos.

Pontapé-de-saída, A Bola, 25/10/2010


2 comentários 25 de Outubro de 2010

FESTA DA TAÇA

No passado Domingo participei na Festa da Taça, estive no Cesarense – Académica de Coimbra.

Uma festa que terminou aos 119 minutos num lance de bola parada superiormente executado por Bischoff, quando já todos se preparavam para a marcação de grandes penalidades.

Importa realçar a postura dos presidentes, dirigentes, jogadores e técnicos que contribuíram de forma decisiva para a festa.

O experiente e empenhado José Eduardo Simões e o irreverente Luís Pinho tiveram oportunidade durante a tarde de trocarem impressões sobre gestão desportiva bem como conseguem, cada um à sua maneira transformar as dificuldades em oportunidades. Um dia de domingo à antiga portuguesa, missa da parte da manhã e futebol à tarde, com um intervalo para almoçar entre as direcções do Cesarense e da Académica a convite da Junta de Cesar.

Pouco agradáveis são as notícias sobre a compra de votos na FIFA para a escolha da localização do Mundial 2018/2022. A serem verdadeiras a FIFA não poderá facilitar e terá que ter tolerância zero com estes países e dirigentes.

O presidente da FIFA Joseph Blatter tem agora excelente oportunidade para mostrar ao mundo que a instituição que preside não pactua com estas questões aplicando uma sanção exemplar àqueles que estão envolvidos em fenómeno de corrupção.

Estas são as situações que o futebol dispensa. A corrupção corrói a sociedade em geral e o futebol em particular e não podemos nem devemos assobiar para o lado nestas matérias.

Por fim duas referências, uma para Pedro Proença que hoje vai arbitrar o Real Madrid frente ao Milan para a Liga dos campeões, honrando o país e a arbitragem portuguesa e as rápidas melhoras para o Prof. Moniz Pereira que esteve no Hospital após ter desmaiado durante a celebração de uma missa. Aqui fica o desejo de rápido restabelecimento.

Pontapé-de-saída, A Bola, 19/10/2010


1 comentário 19 de Outubro de 2010

CORAGEM

Morreu Malcolm Allison, o homem que levou o Sporting à conquista da Taça de Portugal e do Campeonato Nacional em 1981/82.

Sendo adepto do Sporting não posso esquecer o trabalho realizado pelo técnico Malcolm Allison, possuidor de um estilo muito próprio.

Era um técnico diferente. Conhecido como “Big Mal” treinou jogadores como Manuel Fernandes, António Oliveira e Jordão. Tempos inesquecíveis.

Em Portugal trabalhou ainda no Farense e no Vitória de Setúbal onde também deixou a sua marca.

Quem também já deixou a sua marca foi Paulo Bento.

Com dois jogos e duas vitórias, Paulo Bento deu um sinal claro e inequívoco de um tempo novo na Selecção de todos nós.

Hoje temos mais estabilidade, mais tranquilidade, mais confiança, mais alegria e ainda mais optimismo no apuramento para o Campeonato da Europa de 2012.

A humildade de Paulo Bento conseguiu mudar a atitude dos nossos jogadores.

Voltámos a jogar futebol a cores em vez de futebol a preto e branco. Espero que não faltem condições à equipa liderada por Paulo Bento. Estabilidade precisa-se.

Onde faltou alegria foi na última Assembleia Geral do Sporting.

Muita tensão que levou a alguns excessos absolutamente dispensáveis.

José Eduardo Bettencourt esteve sereno tentando pacificar a família leonina. Sempre a procurar consensos para dar a estabilidade necessária que conduza ao sucesso desportivo.

José Eduardo Bettencourt já demonstrou que é um homem corajoso. Precisa dessa grande coragem para alcançar o patamar da excelência desportiva e organizativa que o Sporting precisa e os sportinguistas merecem.

O futebol em Portugal precisa de um Sporting forte e organizado. Precisa de um Sporting ganhador, responsável e com ambição, não precisa de um Sporting resignado e subserviente.

Acredito no trabalho de José Eduardo Bettencourt.

Pontapé-de-saída, A Bola, 18/10/2010


1 comentário 18 de Outubro de 2010

ALTO RENDIMENTO NO QREN

Estive ontem a convite do Sr. Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Dr. Laurentino Dias, em Sangalhos, concelho de Anadia, no Centro de Alto Rendimento/Velódromo Nacional para assinar contratos de financiamento tendo em vista a construção de infra-estruturas desportivas financiadas pelo QREN através do POVT.

Dos 70 projectos apresentados, 18 obtiveram financiamento comunitário, após uma criteriosa análise pelo POVT.

Importa aqui destacar o empreendorismo vindo do poder local. O montante financeiro disponível no QREN para a construção de infra-estruturas desportivas programado até 2013 está já perto do limite. Se compararmos com qualquer outro eixo comunitário, o desporto supera de forma extraordinária os objectivos previamente definidos. Tal só é possível com uma boa articulação entre o poder central e poder local.

Desde já importa planear a transferência de verbas de outros eixos comunitários com taxas de execução pouco acima dos 0%. Devemos ter uma especial atenção com quem quer fazer, quer crescer e quer ao mesmo tempo contribuir para a modernização desportiva do país. Devem as instalações desportivas ser pensadas com critérios de exigência, qualidade e racionalidade mas que ao mesmo tempo contribuam decisivamente para termos em Portugal mais gente a praticar desporto.

Espero que a burocracia instalada na gestão centralizadora do QREN não seja impeditiva para que o eixo destinado ao desporto possa ser dotado de mais verbas.

Em Anadia foi construído um Velódromo Nacional, infra-estrutura há muito desejada e que veio criar ao Ciclismo português acrescidas responsabilidades. Ao mesmo tempo o Judo, os Trampolins , a Ginástica e a Esgrima têm espaços próprios para apostarem de forma decisiva no alto rendimento. Estão reunidas as condições para termos uma preparação olímpica sem falhas.

Pontapé-de-saída, A Bola, 12/10/2010


1 comentário 12 de Outubro de 2010

CONFIANÇA E ESPERANÇA

O Prémio Nobel da Literatura de 2010, Mário Vargas Llosa é um apaixonado pelo Futebol. Mais um que alcançou a glória tendo uma relação especial com a modalidade mais praticada, “o futebol oferece às pessoas o que não encontram em mais nenhum lado”. Uma reflexão bem interessante.

Interessante foi também o jogo que Portugal realizou frente à Dinamarca.

Paulo Bento não inventou e procurou jogar simples colocando os jogadores no lugar certo e dando-lhes a motivação necessária para ganhar o jogo e voltar a conciliar a selecção com os portugueses. Amanhã jogamos na Islândia e vamos voltar a ganhar jogando com elevados níveis de concentração não facilitando nada.

Vencendo a Dinamarca e a Islândia acredito que o próximo jogo da selecção em território nacional vai ter lotação esgotada. Paulo Bento entrou bem e a nossa selecção voltou a ter alegria. Futebol alegre para elevar a nossa auto-estima que com a crise instalada vai aumentando os níveis de ansiedade e incerteza à população. Por umas horas Paulo Bento deu alguma tranquilidade a Portugal.

E foi de forma tranquila que se realizou no porto o 1º Conselho de Presidentes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Excelente iniciativa. Está de parabéns Fernando Gomes e a sua equipa por ter conseguido sentar à mesma mesa os presidentes do FC Porto, Sporting CP e SL Benfica, juntamente com todos os outros emblemas das competições profissionais.

Espero que os clubes entendam que juntos são mais fortes e mais respeitados.

Esta primeira reunião abre enorme expectativa para a segunda a realizar dentro de três meses.

Ao contrário do país político o futebol dá um sinal de confiança no presente e esperança no futuro, quer para a nossa selecção quer para a nossa Liga.

Pontapé-de-saída, A Bola, 11/10/2010


1 comentário 11 de Outubro de 2010

VIVA A REPÚBLICA

O Desporto tem na Constituição da República Portuguesa uma referência no artigo 79º: cultura física e desporto.

O seu número 1 diz que todos têm direito à cultura física e ao desporto, acrescentando o número 2 que incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas e as associações e colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência no Desporto.

Facilmente chegamos à conclusão que o Desporto merece e precisa de outro tratamento na nossa Constituição.

Importa aproveitar o Centenário da República para modernizarmos o texto constitucional, adaptando-o às novas realidades.

Vivemos um tempo novo no desporto que precisa de ser reflectido na Constituição da República Portuguesa.

Agora que as principais forças políticas preparam alterações espero que não se esqueçam do desporto.

Nas comemorações do Centenário da República constam os Jogos do Centenário. São várias as manifestações desportivas que visam a mobilização e o envolvimento dos portugueses, celebrando os altos valores do Desporto, reforçando e valorizando a importância cívica, bem como valioso instrumento de integração social promovendo a paz e o desenvolvimento harmonioso.

O desporto tem ao longo da história contribuído para projectar mundo fora, o nome de Portugal e tem igualmente contribuído para aumentar a nossa auto-estima e ainda o orgulho em sermos portugueses.

Precisamos de maior organização e de um menor peso do Estado no Desporto.

Devemos todos comemorar a República, como projecto de cidadania, como ideal ético, como modelo de virtudes cívicas.

Que estas comemorações sirvam de inspiração para a renovação cívica que Portugal precisa.

Pontapé-de-saída, A Bola, 05/10/2010


1 comentário 05 de Outubro de 2010

CAMÕES CUP

O Futebol tem projectado a imagem de Portugal no mundo. Nem sempre cá dentro temos a noção do impacto que o Futebol tem.

O sucesso desportivo do F. C. Porto nas competições internacionais, a memória do Eusébio, o prestígio de Mourinho, Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Rui Costa, Pauleta, Fernando Couto, Vitor Baía entre muitos outros, bem como o Euro 2004, a nossa selecção, o trabalho de Jorge Mendes, a Academia do Sporting são alguns exemplos positivos que aumentam o nosso prestígio.

Quando andamos mundo fora e nos questionam qual é o nosso país e respondemos Portugal, inevitavelmente do lado de lá vem o nome de um jogador de futebol ou de um clube portugês.

Temos uma tendência para não valorizar mas não devemos esquecer que o português para além de Portugal é a língua oficial de oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Timor Leste, Guiné Equatorial e ainda podemos acrescentar Macau e a antiga Índia Portuguesa – Goa, Damão e Diu – onde também se fala português.

Hoje somos mais 260 milhões que falamos português. No mundo somos a quinta língua e a sétima maior diáspora com mais de 10 milhões de luso-descendentes espalhados pelos quatro cantos: EUA, França, África do Sul, Canadá, Venezuela, Reino Unido, Suiça, Alemanha, Angola, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Andorra, Holanda, Suécia, Itália, Marrocos, Brasil, Moçambique, entre outros.

A língua portuguesa, lusofonia, merecia uma competição de futebol no âmbito da cooperação e da diplomacia. Aqui fica a ideia de uma Camões Cup. Os adeptos certamente agradecem.

A cooperação entre países de língua portuguesa feita através do desporto em geral e do Futebol em particular serve para a aproximação das suas gentes, culturas e tradições.

O Futebol pode aqui contribuir uma vez mais para unir e consolidar multiplas gerações. Saibamos nós aproveitar o melhor do Futebol.

Pontapé-de-saída, A Bola, 04/10/2010


1 comentário 04 de Outubro de 2010