Portugal vai ao Mundial de 2026 como quem parte outra vez para o desconhecido, mas levando no peito a certeza secreta dos povos que nasceram para mais do que o seu tamanho.
Não vamos apenas jogar futebol; vamos cumprir uma espécie de destino antigo, feito de fé, alma e conquista.
Temos os melhores, e temos o MELHOR. Da baliza à frente de ataque, há nesta seleção uma abundância rara, talvez capaz de ombrear finalmente com o Brasil de 70, a Itália de 82 ou a Argentina de 86.
Não por vaidade, mas por evidência: temos talentos, há profundidade, há génio e há fome de vencer!
Temos miúdos com olhos de futuro, e graúdos com cicatrizes de batalha.
Todos, porém, parecem movidos pela mesma sede: vencer mais que os outros, querer mais que os outros, sofrer sem dobrar, correr sem desculpa, acreditar sem pedir autorização ao medo.
Portugal é isto: um país pequeno no mapa e imenso quando sonha. Uma nação que faz da saudade o motor, da esperança a bandeira e da bola uma caravela redonda.
E se em 2026 o mundo nos olhar como candidatos, que nos olhe bem: porque desta vez não levamos apenas promessa, levamos muita vontade de jogar e a verdadeira ambição de vencermos.
Há momentos em que uma geração se encontra consigo mesma. Talvez esta seja a nossa hora. Talvez seja agora que a alma portuguesa, tantas vezes adiada, se levante inteira e diga ao mundo: também aqui mora a grandeza de uma pequena grande nação!
Por isso, com fé no peito, alma nas pernas e conquista na mente, vamos sem medo. Vamos por nós, pelos que vieram antes e pelos que ainda hão-de vir.
E como cantarolava Herman José… Vamos lá, cambada!
VIVA PORTUGAL!!!
Fernando Pinto Lopes
Gestor