O desafio do Hermínio Loureiro para refletir sobre este mundial, juntou o meu entusiasmo à minha ignorância relativa do tema.
Mas vamos a ele.
Há um ditado (que gosto particularmente) que determina: “para quem anda com um martelo na mão, tudo lhe parece prego!”
Para quem tem responsabilidades maiores na AICEP, tudo neste mundial se mede em economia. Mas economia surpreendente e complexa!
“Mercados” dos Estados Unidos, Canadá e México organizam juntos;
Itália não tem “valor” para estar presente;
Dos 26 jogadores da nossa seleção, 20 já estão a brilhar nos “mercados internacionais”, ou seja, “exportações” com enorme “valor acrescentado”;
Nas “exportações” de treinadores lidera a Argentina E Espanha;
Das seis seleções de “talento mais valioso”, cinco são europeias, o Brasil é 6º e EUA 13ª;
Se vencesse o maior PIB, quem ganhava eram os EUA, mas se medirmos eficiência: o valor do plantel vs PIB de cada país, Portugal é o “mais eficiente”.
Se a aposta é em formação e “juventude”, a Costa do Marfim é líder, mas o mais jovem é mexicano;
E, por fim, passando da economia à crença patriótica, Portugal pretende ser campeão! Que se lixe a Economia. Haja Fé!
Paulo Rios de Oliveira
Administrador da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal