Este artigo reflete, de forma genuína, a minha visão apaixonada como adepto fervoroso do Benfica.
Há 60 anos, no Mundial de 1966, a espinha dorsal do clube guiava as quinas à melhor marca de sempre. Com 9 craques encarnados — incluindo Eusébio —, a Luz provou que a grandeza da pátria dependia do talento das águias. A história repete-se no Benfica Campus, no ano de celebração dos 20⁰ aniversário. O somatório do tempo em que estes 10 jogadores dos convocados mais um vestiram a camisola, resulta em mais de 90 anos e 786 jogos na equipa A, incluindo o não convocado António Silva. Na sua precoce idade, João Neves é hoje o expoente máximo da Seleção, liderando o sonho luso.
Prescindir de António Silva é o luxo supremo. Titular indiscutível aos 18 anos, o central soma hoje, com 22 anos, 157 jogos e 34 na Champions. O palmarés de 6 títulos (Youth League, Liga, Taça da Liga, duas Supertaças e Nations League) dita o nível de quem ficou de fora. A hegemonia reflete-se no título de Campeão do Mundo Sub-17, ganho com 9 benfiquistas. A ambição é fazer melhor que o terceiro lugar de 1966. Com estes ingredientes, a nossa competitividade é máxima. Que sejamos campeões do mundo!
Rui Passo
Tesoureiro do Conselho de Administração da Fundação Benfica