Portugal entra na fase decisiva do Campeonato do Mundo de 2026 com uma ambição perfeitamente legítima: conquistar, pela primeira vez na sua história, o título de Campeão do Mundo. Esta não é uma ambição assente apenas na emoção ou no desejo dos portugueses, mas sim na qualidade excecional de uma geração de jogadores que alia talento, experiência internacional, competitividade e um enorme sentido de compromisso para com a Seleção Nacional.
Ao longo dos últimos anos, Portugal habituou o mundo do futebol a competir ao mais alto nível. A conquista do Campeonato da Europa em 2016 e da Liga das Nações demonstrou que o futebol português tem qualidade para vencer as maiores competições internacionais. Hoje, existe um grupo de atletas que representa o presente e o futuro da nossa seleção, capaz de enfrentar qualquer adversário com confiança e a convicção de que pode chegar ao lugar mais alto do pódio.
Mas o sucesso de uma seleção nunca depende apenas dos jogadores. É também o reflexo do trabalho desenvolvido pelas suas estruturas. A Federação Portuguesa de Futebol tem criado todas as condições para que a Seleção Nacional possa preparar-se da melhor forma, disponibilizando recursos humanos, técnicos e logísticos de excelência. O investimento contínuo na organização, na inovação e no desenvolvimento do futebol português tem sido determinante para consolidar Portugal entre as grandes potências do futebol mundial.
O percurso que hoje admiramos na Seleção Nacional começou, na verdade, muitos anos antes. Terminou esta semana mais uma edição do Torneio Lopes da Silva, uma competição de enorme prestígio que voltou a evidenciar a qualidade da formação em Portugal, culminando com a vitória da Associação de Futebol do Porto sobre a Associação de Futebol de Lisboa.
Mais do que um simples torneio, o Lopes da Silva representa o ponto de partida do sonho de centenas de jovens futebolistas. Foi precisamente nesta competição que, ao longo de várias décadas, passaram muitos dos jogadores que hoje vestem a camisola da Seleção Nacional e que alimentam a esperança de oferecer aos portugueses a tão desejada conquista do Campeonato do Mundo de 2026.
Este torneio é também um reconhecimento do extraordinário trabalho realizado pelas associações distritais e regionais, pelos clubes, treinadores, dirigentes e famílias, que diariamente contribuem para a formação desportiva e humana dos nossos jovens atletas. São milhares de horas de dedicação que, muitas vezes longe dos grandes palcos, acabam por construir os campeões de amanhã.
A aposta na formação terá de continuar a ser uma prioridade estratégica do futebol português. Investir na base significa garantir que o talento continua a surgir, que os jovens encontram oportunidades para crescer e que Portugal mantém uma identidade competitiva assente na qualidade dos seus jogadores. O sucesso de hoje só será sustentável se continuarmos a preparar as gerações de amanhã.
Como afirmou Pedro Proença, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, “Na escada da base ao topo, todos os degraus contam.” Uma frase que traduz de forma exemplar que cada etapa do percurso de um jogador é fundamental e que nenhum sucesso acontece por acaso.
Essa visão é complementada pelas palavras do Presidente da Associação de Futebol do Porto, José Manuel Neves, que afirma: “Quem não prepara o futuro que quer, tem de aceitar o futuro que vier.” Esta é uma mensagem que deve inspirar todos aqueles que trabalham diariamente pelo desenvolvimento do futebol português.
Que Portugal continue a acreditar, a investir e a preparar o futuro. Porque o sonho de conquistar o Mundial de 2026 não começa apenas quando o árbitro apita para o início de um jogo. Começa muito antes, nos campos de formação, no trabalho silencioso dos clubes, das associações e da Federação. É esse percurso que alimenta a esperança de milhões de portugueses e que nos permite acreditar que 2026 pode ficar para sempre na história do desporto nacional.
Pedro Soares
Secretário-Geral da Associação de Futebol do Porto