Quando o meu amigo Hermínio me convidou para escrever umas linhas sobre o Mundial, a minha primeira e sensata reação foi recusar, justificando-me com a minha reduzida – para não dizer quase nula – literacia futebolística. Não resultou. Ele não aceitou o argumento, precisamente porque esse era o seu objetivo: ter alguém fora da caixa – no caso dele, das “4linhas.com” – a tentar acrescentar algo aos leitores da sua página.
Como hoje é sexta-feira, pensei dedicar parte do meu fim de semana a investigar o tema – sendo certo que manteria a Inteligência Artificial completamente afastada desta tarefa – para, no início da semana, lhe enviar um pequeno texto (~1.200 caracteres) que não me envergonhasse e, sobretudo, que não o obrigasse a recusar a publicação.
Chega então o momento de escrever sobre um evento de enorme importância à escala global, num tema sobre o qual a esmagadora maioria da população mundial – e por maioria de razão os leitores do 4linhas.com – sabe objetivamente muito mais do que eu. Como posso, então, acrescentar alguma coisa?
Talvez fazendo um paralelo com a minha própria história. Uma história que nada tem a ver com futebol, mas que partilha muitos dos valores que encontramos em qualquer grande competição: sonhar, acreditar, confiar, trabalhar, persistir, lutar e vencer. Valores indispensáveis no mundo empresarial, mas igualmente decisivos para quem ambiciona conquistar um campeonato do mundo.
É essa simples mensagem que deixo à nossa seleção, aos seus adeptos e a todos os que, a partir do próximo dia 11, estarão colados aos ecrãs. Independentemente do Mundial que cada um de nós joga na sua vida, a vitória depende de três variáveis principais: conhecimento, trabalho e sorte.
A nossa seleção, com o lote de excelentes jogadores que, por esse mundo fora, tanto nos orgulham, possui mais do que suficiente conhecimento e talento para trazer o troféu para Portugal. Resta agora trabalhar intensamente nos dias que se aproximam e, por fim, contar com aquela ponta de sorte que milhões de portugueses espalhados pelo mundo irão pedir e desejar em cada jogo.
Força, Portugal!
Hugo Dias
Empresário