Cozido ou assado, o que importa é bem conquistado

1 de Julho de 2026

Somos nós um país de patriotas, com um patriotismo regional como se calhar não há noutros países. Digo isto porque sabemos que um bom cozido à portuguesa é típico do Norte; uma boa francesinha dispensa apresentações territoriais; um arroz de tomate malandrinho todos sabemos onde o comer e uma cataplana de marisco só faz sentido com um cheiro a maresia típico das nossas praias algarvias.
Mas, saindo deste tópico que nos deixa água na boca, começo por elencá-lo porque sei que há algo que nos une a todos com um propósito bem maior e bem comum, a nossa seleção nacional.
Quando se fala dela, ou do mundial que começa agora, falamos de uma comunhão de sentimentos que todo o país sente, que ignora todo e qualquer prognóstico culinário, civilizacional e/ou artístico, por exemplo.
Todos nós temos o nosso prato favorito, a nossa banda predileta, ou até mesmo o nosso clube. Muitos sabem todas as regras do futebol, outros apenas sabem que um campo tem 4 linhas, e outros nem o que é um fora de jogo, mas no final de contas o que todos pretendem e querem, é que a taça entre naquele avião e que sejamos uma nação valente e imortal, não só no conteúdo dos enchidos do cozido, mas também no que ao futebol diz respeito.
Não vou avaliar a nossa seleção – porque de futebol percebo tanto como de cozido à portuguesa, e eles muito menos se equivalem a notas musicais – mas aquilo que sei é que temos a seleção perfeita para fazermos uma sinfonia incrível ou então, não fugindo à analogia, uma sopa da pedra com respeito.
Invocando os magos das teorias da conspiração, acredito que este é o nosso momento, esta é a nossa hora, e este vai ser o nosso mundial. Digo isto com esta convicção porque tenho plena fé no terço que guardo junto à mesinha de cabeceira, mas mais do que isso, nos prognósticos que os Simpsons nos deram… Não acreditar nesta pertença mundial que tão célebre programa já previu, é ignorar que o presidente dos estados unidos não se chama Trump e que tais bonequinhos amarelos estariam a gozar connosco desde a primeira hora!
Eu não tenho nenhum polvo adivinho, não conheço nenhum “Bruxo de Fafe”, mas o sentimento que tenho, esse eu sei que partilho com uma nação inteira, é o de que A TAÇA SÓ PODE SER NOSSA!
Quem disser o contrário, certamente não gosta de chouriço no caldo verde – e isso sim, é algo que um português não pode perdoar!
Vai dar Portugal! SÓ PODE DAR, PORTUGAL!

João Costa

Maestro

Herminio Loureiro
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