Aí está o Mundial dos Mundiais. Porque é o próximo, mas sobretudo porque acredito que o vamos vencer. Cristiano, Diogo, Bernardo, Bruno e Vitinha, que D. Afonso Henriques, Luís de Camões, Amália, Eusébio e Diogo Jota estejam convosco. Do lado de fora das quatro linhas, atrás de vós vislumbra-se um mar de descendentes de Afonso de Albuquerque. Portugal nasceu para grandes feitos. Da fundação da Nação, dos Descobrimentos à Secretaria Geral da ONU. Por isso, o Mundial 2026 tem que ser nosso, porque o desejamos, porque o merecemos. Há Mundiais que se jogam nos relvados e há Mundiais que se jogam no e com o coração de um país inteiro.
Portugal no seu todo acredita. Das aldeias às grandes cidades, dos cafés às salas de estar, há um sentimento comum a unir gerações. O futebol tem o poder raro de fazer um país sonhar ao mesmo tempo. A nossa Seleção chega a esta competição com talento e experiência. Mas os Mundiais não se conquistam apenas com qualidade. Ganham-se com personalidade, coragem e aquele detalhe que separa os candidatos dos campeões: alma. As minhas expectativas são elevadas. Não porque Portugal tenha obrigação de vencer, mas porque tem capacidade para enfrentar qualquer seleção. O sonho continua a ser o de ver Portugal levantar a taça que falta ao nosso futebol. Apite o árbitro, comece o jogo porque nós estamos a postos e preparados. Quando joga Portugal, jogamos todos nós. Eu e tu que me lês. Vamos a isso.
Manuel Mirra
Advogado