É inevitável sentir a emoção, a cada quatro anos, de vivermos o Mundial de futebol de forma quase religiosa e obsessiva.
Quem segue esta modalidade todos os dias do ano tem a oportunidade nesta altura de aguçar a sua capacidade de análise, crítica e de observação das seleções que se apuraram para o maior torneio do Mundo.
Chegou o mês em que vemos jogos até empanturrar, vibramos com os golos mais espetaculares ou marcados aos 90 e tal minutos, os falhanços incríveis, as defesas impossíveis e as contas das passagens às eliminatórias.
Nessa altura começa outro Campeonato: o das equipas de qualidade, que resistem sempre e são os crónicos candidatos.
Portugal, felizmente, já atingiu esse patamar, embora lhe falte confirmar o estatuto de favorito. É neste ponto que me sinto: já seremos a equipa que se assume como favorita, ou as nossas debilidades vão ser detetadas pelos adversários e não atingirmos o objetivo final?
Todos queremos aquilo que nunca tivemos: uma Seleção Nacional de Futebol Campeã do Mundo.
Se as escolhas no campo forem de acordo com o rendimento durante a época ficamos mais perto desse objetivo. Se forem baseadas noutros critérios não nos podemos queixar do azar.
É agora Portugal!
José Manuel Araújo
Jurista