Comunicar para vencer!

29 de Junho de 2026

Para quem, como eu, se foca mais na comunicação do que propriamente no futebol, este Mundial coorganizado pelos EUA, México e Canadá, do que li o maior de sempre, apresenta-se como um desafio comunicacional colossal. Trata-se de uma escala e de uma descentralização sem precedentes, onde 48 seleções e três fusos horários distintos exigirão uma narrativa editorial fortemente assente na conectividade e na diversidade cultural.
Com base nos planos e publicações iniciais da Federação, antevejo uma estratégia de comunicação que divide o foco entre os meios tradicionais e o digital, privilegiando conteúdos exclusivos sobre os bastidores do estágio na América do Norte.
Esta abordagem exige, por um lado, uma linha editorial de grande proximidade. Mostrar o quotidiano da seleção antes e depois dos jogos será fundamental para minimizar o desafio dos fusos horários. Este fluxo constante de conteúdos pré-jogo será a chave para garantir que o país se mantenha unido em horários nobres, compensando a redução natural de audiências nos jogos transmitidos durante a madrugada.
Por outro lado, acredito que a vertente editorial apostará no talento emergente dos novos protagonistas, refletindo a renovação geracional em curso. O objetivo será construir uma mensagem que se distancie da dependência de figuras isoladas (sim eu sei que o Cristiano Ronaldo é um herói Nacional), destacando um coletivo moderno e resiliente e que nos final seja um grupo capaz de lutar pelo título que todos acreditamos ser nosso :).

Adelino Silva

Co-chief executive officer

Herminio Loureiro
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