PORTUGAL NO MUNDIAL 2026

24 de Junho de 2026

A Seleção Nacional A é sempre um tema aliciante e costuma gerar muita discussão, pelas memórias positivas que traz, pelo sentimento de identidade nacional e, sobretudo, pelas grandes expectativas de conquistas que alimenta e ajudam a elevar a autoestima do país.

Cada convocatória gera naturalmente algumas discordâncias em relação a certos eleitos, embora exista um núcleo duro de jogadores cuja escolha é, à partida, consensual. Ainda assim, nomes como Paulinho, Ricardo Horta, António Silva e, com algumas reservas, Pote, poderiam ter sido incluídos, bem como se pode discutir a presença de cinco laterais. Sabemos que, para entrar alguém, outro teria de sair, mas entendo que, em princípio, a seleção deve integrar os dois melhores jogadores por posição. Como a lista final é de 26, é inevitável fazer opções pensando nas diferentes estratégias ao longo da competição e também no desgaste acumulado de alguns jogadores, particularmente os do PSG.

No ano em que assinalamos os 60 anos dos “Magriços”, responsáveis pela melhor participação de sempre em Campeonatos do Mundo (3.º lugar), comemoração promovida pela ANTF e pela FPF, recorde‑se que foram apenas 22 os convocados, liderados pelo selecionador Manuel da Luz Afonso e treinados por Otto Glória. Por curiosidade, vale a pena lembrar que Fernando Mendes, então médio do Sporting, integrou a comitiva com outras funções, pois lesionou‑se em Bratislava, no jogo de apuramento contra a Jugoslávia, em que jogámos quase todo o encontro com 10 jogadores, numa altura em que ainda não eram permitidas substituições.

Na altura, os jogos disputavam‑se de três em três dias, num torneio com 16 seleções. Agora falamos de um Mundial com 48 participantes, com partidas de seis em seis dias, e comitivas e condições de trabalho incomparavelmente melhores para os jogadores.

Quanto ao percurso desta seleção, fala‑se muitas vezes que o grupo é fácil. No entanto, o futebol está longe de ser linear e os problemas podem surgir de onde menos se espera. Ainda assim, o adversário teoricamente mais perigoso parece ser a Colômbia. Se Portugal conseguir passar em primeiro lugar, poderá ganhar a confiança necessária para embalar e, pela qualidade dos jogadores que tem, ir muito longe na prova.

BOA SORTE, PORTUGAL. 

Carlos Diniz

Professor

Herminio Loureiro
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