Segundo as casas de apostas, Espanha e França são as grandes favoritas a ganhar o Mundial de Futebol de 2026. Logo atrás, vêm Inglaterra, Brasil, Argentina e Portugal.
Portugal favorito a ganhar um Mundial é algo pouco comum. Por melhores seleções que tenhamos tido ao longo das décadas, sempre olhámos para a equipa das quinas como uma outsider, composta por jogadores talentosos, dos quais até se poderia esperar um brilharete, mas nunca como uma destacada favorita.
Mas é verdade. E não é só a matemática das odds que o confirma. Há em todos os portugueses uma noção, mais ou menos silenciosa, de que este pode ser o nosso ano.
Isto deve-se, em primeiro lugar, ao excelente trabalho que tem sido feito pela Federação Portuguesa de Futebol, que tem construído a mentalidade e as condições para não termos falhado nenhuma fase final de um Mundial desde 2002. Depois, deve-se ao grupo de jogadores escolhidos, onde constam um dos melhores jogadores de sempre, 5 vezes Bola de Ouro, quatro jogadores bi-campeões europeus, e muitos outros que poderiam ser titulares nas melhores equipas do mundo.
Por fim, depois da vitória na Liga das Nações, é natural que esperemos deste grupo e do nosso selecionador a ambição certa para ir mais longe.
Portanto, este sentimento não é de agora. Temos vindo a construí-lo desde que vimos em Cristiano Ronaldo um predestinado, quando enchemos as ruas de bandeiras em 2004, quando celebrámos com Éder em 2016.
Uma vitória seria um êxtase esperado e merecido. E, talvez, uma despedida de ouro para a nossa maior figura e uma perfeita homenagem a Diogo Jota e ao seu irmão.
Júlio Figueiredo Silva
Comentador desportivo