Lá vai Portugal mais uma vez a uma fase final do Mundial de Futebol. E ao dizer “mais uma vez” relevo o facto de o apuramento repetido transmitir a ideia de que é fácil ir ao Mundial e por isso se generalizar a ideia de que “os nossos “não fizeram nada de mais ganhando o bilhete para as Américas. Fizeram sim. A Itália, por exemplo, também queria mas não conseguiu bilhete.
Isto vale por dizer que “os nossos” já merecem um grande aplauso por levarem a nossa bandeira e fazerem intenção de a colocar o mais alto possível num contexto de grande concorrência.
O futebol oferece-nos o particular prazer de nos sentirmos iguais aos grandes sabendo – e sabemos – que somos pequeninos. E isso acontece porque alguns de nós jogam muito bem à bola. Tão bem jogam que até um espanhol admite querer fazer deles campeões. Ele não diz, mas sonha com isso seguramente.
Cá para mim, senhor Martinez, os deuses que o iluminem para guiar essas duas dezenas de ilustres portugas à vitória. Não me pergunte como fazer. Eu não percebo nada de futebol.
Quando muito, se me permite o atrevimento e porque sempre me disseram que no meio é que está a virtude, ponha la no meio o Bruno, o Vitinha, o Neves e o Bernardo. No demais, faça como muito bem entender e verá que a coisa acabará por correr bem.
Boa sorte.
Laurentino Dias
Ex-Secretário de Estado do Desporto