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MAIS UMA SEMANA

Na passada semana o futebol perdeu mais uma oportunidade de adequar os seus regulamentos à legislação em vigor. Foi uma semana intensa com a reunião na cidade do Porto do Conselho de Presidentes da Liga que contou com a presença de Gilberto Madail bem como o plenário das associações na véspera da Assembleia Geral da FPF. Podem alguns pensar que esta AG deu um empate, mas considero claramente uma derrota para o futebol em geral e uma vitória sem consequências práticas para Fernando Gomes que lutou até à exaustão para que a reforma estatutária obtivesse 75% dos votos. Ficou próximo, muito próximo.

Chegou a hora dos clubes perguntarem às suas associações quais as razões que levam ao bloqueio. Ficámos também a saber que algumas associações nunca ouviram os clubes que participam nas competições profissionais e que algumas mudam de posição consoante o último telefonema recebido.

É evidente que o governo vai ter que voltar a intervir, pois caso não o faça, ninguém no mundo desportivo, o poderá levar a sério.

Convém lembrar que as mais diversas federações procederam à actualização dos seus estatutos e sentem-se defraudadas pela inércia que existe na modalidade do futebol.

Não podemos dizer que são as associações distritais que estão a impedir a reforma, mas sim algumas associações que insistem em manter o futebol fora da lei.

Gilberto Madail apareceu dando nota da sua disponibilidade para a recandidatura. Foi recebida com indiferença mas considero que é uma recandidatura forte com muitas condições para ter sucesso, se efectuar obviamente a renovação que se impõe tendo em conta os objectivos para o futuro.

O futebol vai marcar passo, falta saber o que pensará a UEFA, FIFA e o Governo.

Depois de Laurentino Dias, terá agora a palavra Pedro Silva Pereira – o ausente ministro da tutela.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 31/01/2011


Adicionar comentário 31 de Janeiro de 2011

SEMANA D

No próximo sábado vai realizar-se uma importante Assembleia Geral da FPF, onde espero sejam aprovados os novos estatutos. Em Aveiro reuniram-se as associações que vão apresentar soluções para ultrapassar o impasse.

Ainda antes da AG vai reunir-se o Conselho de Presidentes da Liga. Órgão de natureza essencialmente consultiva reforçará a posição de Fernando Gomes que tem de forma muito construtiva procurado encontrar boas soluções para ultrapassar os constrangimentos provocados pela teimosia de alguns.

A UEFA e a FIFA enviaram cartas à FPF solicitando esclarecimento e indicando o mau caminho que estava a ser seguido. Alguns criticaram de imediato e acusaram estas instituições de ingerência e intromissão abusiva. São os mesmos que estarão agora sentados lado a lado no auditório da Alexandre Herculano com os dirigentes da UEFA e da FIFA. Esta presença não é desejável nem necessária pois sempre soubemos internamente ultrapassar obstáculos, não havia necessidade e o “bom” futebol português não merece passar por este atestado de incapacidade nem por este puxão de orelhas.

Durante esta semana aguarda-se a decisão do tribunal arbitral bem como o desfecho sobre o acto eleitoral para o próximo 5 de Fevereiro onde Horácio Antunes deseja ser eleito com um enquadramento legal diferente daquele que aprovou em plenário na Assembleia da República. Um caso digno de estudo comportamental que a sociologia não vai certamente dispensar. Os próximos dias são muito importantes e podem, se não prevalecer o bom senso, hipotecar o futuro.

Acredito que uma vez mais se vão encontrar as melhores soluções e que não haverá ingerência da UEFA e da FIFA, pois o bom senso irá sobrepor-se aos caprichos pessoais.

Alterados que estejam os estatutos terá a palavra Gilberto Madail para dar conta da sua posição e projectos relativamente ao futuro.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 25/01/2011


Adicionar comentário 25 de Janeiro de 2011

MAIS RESPONSABILIDADE…

Enquanto poucos resistem à mudança e insistem nos bloqueios conservadores outros há que vão dando sinais extraordinariamente interessantes de modernidade.

Os ventos de mudança sopram da Comissão europeia presidida pelo português e apaixonado de futebol Durão Barroso.

O Tratado de Lisboa traz novas responsabilidades para o Desporto que vê reconhecido o seu papel como factor de desenvolvimento económico e social.

Reconhece ainda o papel do desporto na inclusão social e criação de emprego nos diversos países da União Europeia.

A Comissão Europeia vai debruçar-se ainda sobre as transmissões televisivas das diferentes modalidades procurando harmonizar procedimentos bem como a criação de mecanismo de solidariedade redistributiva entre modalidades e competições.

Outro assunto a precisar de um empurrão comunitário são as apostas desportivas. Hoje, tal como estão, provocam uma injustiça entre clubes que participam nas diferentes competições internacionais, existindo países onde se evolui favoravelmente e outros onde os monopólios se vão mantendo relegando para as calendas a arrecadação de mais e diferentes receitas fiscais para o estado e para os clubes.

A formação desportiva, o combate à violência, o respeito, a luta contra a corrupção merecem também uma perspectiva supra nacional, bem como a transparência desejada nas transferências dos jogadores.

O desporto é um factor de união entre povos e culturas, aproximando os desavindos, procurando proporcionar momentos de paz e afastar a desinteressante guerrilha que alguns teimam em implementar.

Compete ao desporto estar à altura deste significativo sinal dado pela Comissão Europeia.

Este é o espírito reformista que o desporto pode protagonizar e nunca o seu contrário criando muitas vezes divergências artificiais só para satisfazer caprichos e birras pessoais.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 24/01/2011


Adicionar comentário 24 de Janeiro de 2011

É A VIDA

Estive na rua a acompanhar o Campeonato Nacional de Estrada em Atletismo. A vila de Cesar, em Oliveira de Azeméis transformou-se por um dia na capital do atletismo. Esteve bem a Villa Cesari ao apostar na organização desta prova que movimenta centenas e centenas de atletas que vão da mais tenra idade até aos veteranos.

Desportivamente Hermano Ferreira da Conforlimpa e Dulce Félix do Maratona sagraram-se campeões nacionais de estrada pela primeira vez, contribuindo igualmente para a vitória colectiva dos seus clubes.

As ruas de Cesar encheram-se de adeptos que apoiaram entusiasticamente os atletas que proporcionaram um bom espectáculo.

Faz bem a Federação Portuguesa de Atletismo ao apostar na descentralização no que diz respeito à organização destes pontos altos e esteve igualmente bem a associação Villa Cesari na preparação e organização da prova que proporcionou a vitória pela primeira vez a dois excelentes atletas.

Vitórias foi o que não conseguiu alcançar José Eduardo Bettencourt no Sporting.

Eleito com uma esmagadora maioria criou ilusões ao mundo sportinguista e foi derrotado.

Uma vez mais demonstrou ser uma pessoa de bem, não se agarrou ao lugar e bateu com a porta.

Já aqui o disse e agora repito que José Eduardo Bettencourt faz falta ao futebol.

Dirigente sério, íntegro e com elevado sentido de responsabilidade não foi ajudado pelas traves e postes. Não foi feliz, mas também não lhe deram tempo.

Existiram alguns momentos de tensão onde imperou o bom senso e paciência e resistência. Não é fácil lidar com a pressão associativa e da banca ao mesmo tempo.

Faltou sorte ao Dr. Bettencourt, merecia outra saída depois de interromper uma carreira de sucesso na banca para se dedicar a tempo inteiro à sua grande paixão. Destes tempos difíceis não gostei da saída de João Moutinho. É a vida…

Pontapé de Saída, A Bola, 18/01/2011


Adicionar comentário 18 de Janeiro de 2011

FORA DA LEI

O futebol português está numa encruzilhada muito grande com providências cautelares, impugnações e outras questões de ordem legal.

Importa rapidamente todos assumirem as suas responsabilidades, pois o futebol não pode continuar mais tempo fora da lei.

O futebol em Portugal recuperou nos últimos anos credibilidade que lhe permite valorizar os activos e potenciar as suas receitas.

A teimosia de algumas associações está a levar o futebol para um beco sem saída.

Há um princípio fundamental que temos todos que aceitar e cumprir, somos um estado de direito, com direitos e obrigações, gostemos mais ou menos.

Já algum tempo atrás a FIFA pronunciou-se sobre caricata e original situação de desobediência clara à legislação em vigor. Mais recentemente a UEFA aproveitando a presença de Gilberto Madail na sua sede recolheu informação sobre o impasse e através do seu secretário-geral, Gianni Infantino, escreveu à FPF dando nota do descontentamento relativamente ao comportamento de alguns sócios e a possibilidade de medidas muito graves que irão provocar danos irreparáveis aos clubes que participam nas competições europeias e da própria selecção nacional.

Estão a brincar com o fogo e o mais interessante é que os “incendiários” demonstram uma desconcertante insensibilidade relativamente ao futuro.

Chegou o momento dos clubes saberem se este bloqueio é para continuar. Porto, Lisboa, Aveiro e Braga são as que têm no seu seio mais clubes que participam nas competições profissionais, logo devem questionar as associações sobre o seu posicionamento.

A impugnação da A.G. do dia 29, a insistência das eleições a 5 de Fevereiro bem como a apreciação feita ao Tribunal Arbitral presidido por Alexandre Mestre são motivo de profunda preocupação.

Ninguém está acima da lei nem o futebol pode continuar fora da lei.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 17/01/2011


Adicionar comentário 17 de Janeiro de 2011

O MELHOR DO MUNDO

Segundo especialistas a marca Mourinho está avaliada em 12 milhões de euros. Este valor para um treinador é excepcional e não está ao alcance de muitos, mas sim de personalidades dotadas de um forte carisma. José Mourinho é disputado não só pelos clubes mas também pelas grandes marcas de prestígio mundial.

Para além do desporto, José Mourinho é a imagem de uma liderança muito forte, de irreverência, frontalidade… a imagem de vencer, ganhar, lutar, resumindo de êxito, paixão e glória.

José Mourinho é nos dias que correm um dos maiores embaixadores de Portugal, projectando o nosso país pelo Mundo fora com sinais de modernidade.

Para mim, ser o melhor treinador do mundo dá-lhe tanto estatuto como pressão. Não pode falhar e tem sempre que encontrar a solução para a vitória.

Tem um estatuto especial que provém da sua metodologia de treino, das vitórias, da ambição que coloca em todas as suas acções.

A sua determinação, coragem, competência são determinantes para uma carreira repleta de sucesso.

A sua visão estratégica, a sua inteligência, o carácter e a paixão que coloca no futebol fazem dele um ser Especial.

Um homem carismático e controverso que só sabe conjugar o verbo ganhar. Quando em Portugal tanto se apregoa e a falta de auto-estima, José Mourinho transborda de alegria e mostra bem o orgulho que sente por ter chegado onde chegou.

Uma nova geração que Portugal não pode desperdiçar. Uma geração que nos dá esperança no futuro.

Também já conquistou o espaço mediático, falta agora o título em Espanha… é uma questão de tempo.

Uma personalidade fortíssima que faz dele o melhor do mundo. Tenho esta opinião ainda no tempo do F.C. Porto, … o maior é José Mourinho, para mim já o era, este é mais um reconhecimento, justo… merecido.

Como ele disse “sou um orgulhoso português”. Bonito.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 11/01/2011


Adicionar comentário 11 de Janeiro de 2011

O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO

Prestes a deixar o posto de embaixador do Reino Unido em Portugal, Alexandre Ellis diz sobre os portugueses o seguinte: “Vocês não gostam do que têm de bom”. Este testemunho é bem demonstrativo da falta de auto-estima que existe em Portugal.

O desejo de ter algo que outra pessoa possui ou usufruir de uma situação semelhante a outro é uma característica negativa que infelizmente muitos portugueses têm.

Já Luís Vaz de Camões nos “Lusíadas” termina com a palavra inveja o que vem provar que este não é um problema desta geração, mas decorre ao longo da nossa história.

Refiro a entrevista do embaixador para vos falar da Bwin Cup, ex-Carlsberg Cup, vulgarmente chamada Taça da liga.

É a mais nova competição profissional e tem demonstrado uma resistência anormal.

Felizmente na edição deste ano todos os treinadores a querem ganhar, mas já venceu boicotes de uns, viagens de comboio de outros e indiferença de muitos.

Esta competição dá prémios financeiros, proporciona oportunidades aos jogadores com menos minutos nos campeonatos e preenche datas no calendário.

Ainda não dá acesso a uma competição europeia mas vai certamente lá chegar. O vencedor arrecada mais de 500 mil euros em prémios e felizmente que não estão a faltar patrocinadores nem televisão.

Aliás o painel de flash-interview está este ano com novas cores e novas marcas o que comprova claramente o princípio básico do “caminho faz-se caminhando”.

Se alguns treinadores para aliviar pressão decidem fazer críticas, apetece informar que há um tempo para tudo e que normalmente todos são chamados a dar sugestões e apresentar propostas.

Existem bloqueios conservadores que desportivamente são vencidos com a força da razão e persistência da alta competição.

Termino citando uma vez mais o Sr. Embaixador: “Vocês não gostam do que têm de bom”.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 10/01/2011


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BOM SENSO

Nos últimos dias “A Bola” brindou os seus leitores com duas grandes entrevistas. Primeiro foi José Mourinho e depois Laurentino Dias que finalmente deu um murro na mesa para ultrapassar o impasse gerado pela teimosia de alguns.

José Mourinho mostrou uma vez mais as razões porque é mesmo o melhor treinador do mundo. Do F. C. Porto ao Chelsea e do Inter ao Real Madrid todos ficámos a saber que o improviso não existe e que os adversários são estudados milimetricamente. Percebe-se que a sua grande paixão está em Inglaterra. Que as vitórias em Itália serviram para confirmar a visão, a estratégia, a inteligência e a competência ao conquistar a tripleta: campeonato, taça e champions. Tem um orgulho enorme por ter trabalhado com jogadores acima dos 30 anos.

O Real Madrid é o maior desafio da sua carreira.

Mourinho é um homem com um talento do tamanho do mundo, gosta de desafios difíceis, gosta de ganhar, arriscar e uma vez mais disse que vai ser treinador da Selecção Portuguesa. Resumindo um português com dimensão universal – um embaixador.

Por falar em Selecção, não posso ficar indiferente à entrevista de Laurentino Dias. Perante a teimosia de alguns dirigentes fez saber que mandou suspender todos os contratos-programa. Se até aqui só dois estavam a zero agora estarão os cinco contratos suspensos a partir de 1 de Janeiro.

Neste momento só resta o cancelamento da utilidade pública desportiva. Espero que não seja preciso pois os efeitos terão repercussão desde a formação até ao futebol profissional. Esteve bem Fernando Gomes ao solicitar a marcação de uma Assembleia Geral para 29 de Janeiro e em paralelo interpor uma providência cautelar com o objectivo de impedir a realização de eleições a 5 de Fevereiro.

Bom senso precisa-se.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 04/01/2011


Adicionar comentário 04 de Janeiro de 2011

BOMBA ATÓMICA

Este é o primeiro Pontapé de Saída em 2011.

Será certamente um ano muito difícil em termos económicos e financeiros para os portugueses.

Um ano de aumentos.

Aumenta a água, a luz, os transportes, o pão e outros bens essenciais.

Aumenta também o desemprego e as injustiças sociais. Aumentará igualmente a pobreza e teremos que encontrar respostas para evitar que a marginalidade, a insegurança e a violência vão crescendo.

O que precisa de aumentar igualmente é a nossa auto-estima, a confiança e esperança.

Esperança num futuro melhor, incluindo o desporto em todas as suas vertentes.

O ano de 2011 será um ano decisivo para a Federação Portuguesa de Futebol. Nos últimos dias de 2010 não existiram sinais inequívocos de se criarem plataformas de entendimento para encontrar soluções. Indecisão relativamente à data das eleições, precipitação de candidaturas e a juntar a tudo isto um clima de uns contra os outros, quando o futebol português precisa de um projecto mobilizador e que seja abrangente pensando o futebol desde a formação até ao patamar profissional, passando pela justiça, disciplina e arbitragem.

Relembro que ninguém deve ser excluído e que as associações distritais têm um papel imprescindível e insubstituível no desenvolvimento do futebol de norte a sul, do interior ao litoral, passando pelas regiões autónomas.

Precisam-se sinais de boa vontade e bom senso para ultrapassar o impasse criado.

As instituições internacionais UEFA/FIFA devem olhar com alguma perplexidade para toda a situação.

Tal como o Presidente da República tem possibilidade de accionar a bomba atómica dissolvendo a Assembleia da República, o senhor secretário de Estado possui igualmente mecanismos para colocar o futebol na linha no plano nacional e internacional, accionando não a bomba atómica mas sim uma bombinha de carnaval.

Será que haverá necessidade?

Pontapé-de-Saída, A Bola, 03/01/2011


Adicionar comentário 03 de Janeiro de 2011