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CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO

Ontem falava aqui neste espaço da necessidade de transparência nas decisões da FIFA e, entretanto, tomámos conhecimento de novas revelações sobre o processo de decisão relativo à organização do Mundial 2018.

Ficámos a saber agora que, o outrora agente secreto do KGB e agora primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, teve encontros secretos com pelo menos um terço dos membros da Comissão Executiva da FIFA.

Uma revelação, no mínimo, extraordinária feita por ex-dirigente da Federação de Futebol da Rússia e ainda não desmentida por ninguém.

Confirmadas estão as suspeitas de que os relatórios técnicos de avaliação das várias candidaturas não foram mais de que um mero “pro forma” num processo conturbado e cheio de suspeições.

Mas a decisão está tomada. Não vale agora a pena chorar sobre o leite derramado. Concentremo-nos pois no essencial para o futuro do nosso futebol. E a parceria com “nuestros hermanos” é, na minha perspectiva, absolutamente fundamental em termos futuros.

Aventam-se, mais uma vez, algumas possibilidades para um futuro próximo como a criação de competições ibéricas. Não sei se é esse o caminho mas sei que é nessa direcção que temos que trabalhar aproveitando o prestígio do futebol espanhol e valorizando os jogadores portugueses que deste e do outro lado da fronteira todas as semanas alimentam as nossas alegrias e desilusões. O mercado ibérico é hoje uma realidade indesmentível.

O caminho faz-se caminhando. Devem ser encontradas datas para que o vencedor da Liga Orangina jogue com o vencedor da Liga Adelante e o vencedor da Liga Zon Sagres jogue com o 1º classificado da Liga BBVA.

Num mercado mergulhado numa profunda crise os clubes de futebol têm que encontrar novas fontes de receita potenciando o negócio e o espectáculo.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 07/12/2010


Adicionar comentário 07 de Dezembro de 2010

PARECIA FÁCIL

Portugal e Espanha tinham todas as condições para organizar em 2018 o Campeonato do Mundo de Futebol. A FIFA decidiu correr mais riscos e escolheu a Rússia.

A candidatura ibérica foi limpa e apresentou de forma clara e transparente os seus argumentos que não foram suficientes para convencer o Comité Executivo da FIFA.

Este comité precisa de ser renovado. A idade média para a reforma na Europa é de 65 anos. Ao olharmos para os 22 que escolheram a Rússia para 2018 e o Catar para 2022, verificamos que a média etária é de 64,45 anos, muito próximo da reforma. Estas pessoas têm uma tendência para se eternizarem nos cargos e nem sempre isso dá bom resultado. A limitação dos mandatos resolve a situação.

A FIFA precisa de ser mais transparente, não basta ser é preciso parecer. Segundo informações recolhidas as escolhas não se basearam nas vistorias efectuadas, mas sim em outros critérios como a expansão a leste do negócio do futebol. A escolha do Catar como o mais pequeno país de sempre a receber um campeonato do mundo é também bastante enigmática quando concorria com os EUA e o Japão. Enfim, critérios.

A FIFA procura novos mercados relegando para um plano secundário questões como a segurança e a experiência.

Os milhões disponibilizados pela Rússia abriram o apetite à FIFA.

Esperemos agora que tudo corra bem e Portugal consiga com tranquilidade ser apurado para o Mundial da Rússia e já agora do Catar.

Terminado o sonho do Mundial, voltemos à normalidade mas julgo importante não desperdiçar o trabalho feito em conjunto com a Espanha. Devemos continuar esta aproximação não só no futebol mas também alargar a outras modalidades.

Já que estamos a falar de Espanha não posso deixar de fazer referência à extraordinária exibição do Barcelona frente ao Real Madrid. Até parece fácil.

Pontapé-de-Saída, A Bola, 06/12/2010


Adicionar comentário 06 de Dezembro de 2010

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