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JOGAR À BOLA

Escrevi estas palavras na tranquilidade da Serra da Lapa, mais concretamente em Sernancelhe.

A tranquilidade e simplicidade destas terras e destas gentes ajudam-nos a reflectir sobre as assimetrias que infelizmente ainda existem no nosso país. Temos um Portugal excessivamente litoralizado. Desportivamente falando isso também acontece com a honrosa excepção do Sporting da Covilhã, que volta a ser liderado por José Mendes, depois de uma luta eleitoral renhida.

 José Mendes quer o Covilhã na Liga Zon Sagres. Com responsabilidade e ambição procura sustentabilidade para o projecto desportivo.

Na Feira da Castanha em Sernancelhe, superiormente presidida pelo Dr. José Mário, milhares de pessoas passaram pelo Expo-Salão. Um pavilhão multiusos que é outro bom exemplo de como vencer as adversidades de um interior cada vez mais despovoado.

Quando já faltam poucas horas para jogos de elevada intensidade na nossa Liga, espero que esta tranquilidade emanada dos soutos dos castanheiros inspirem os protagonistas, os jogadores e os treinadores sintam uma vontade enorme em jogar bem à bola. Futebol bonito, golos, emoção, fair play, público nos estádios é o que todos desejamos para os jogos que se avizinham. Dispensados estão todos aqueles que procuram a guerra e alimentam ódios estéreis. O futebol é uma festa, saibamos todos dizer presente na celebração.

Que Sernancelhe, a capital da Castanha, um local de culto por tradição, com uma história de séculos onde o seu património arqueológico e arquitectónico demonstram o valor da história sirva para os que vão intervir directa ou indirectamente nos próximos jogos se concentrem no essencial e joguem bem à bola. É isso que queremos.

Depois do bombardeamento fiscal no OE 2011, os portugueses merecem bom futebol.

Joguem à bola.

 

Pontapé-de-saída, A Bola, 02/11/2010


1 comentário 02 de Novembro de 2010

OPORTUNIDADE

Organizar um Mundial de Futebol no espaço da península Ibérica é uma óptima ideia.
Não sendo uma prioridade é na minha opinião uma oportunidade.
Ninguém duvida da experiência e capacidade organizativa de Portugal nem da força de Espanha no contexto do Futebol Mundial.
É assim, em parceria, que vai ganhando força a candidatura ibérica. Lado a lado, cada um assumindo as suas responsabilidades, vai esta candidatura ganhando força e respeito.
Respeito por Portugal e pela Espanha. É assim que entendo a abertura de um inquérito pela FIFA para esclarecer os procedimentos bem como os rumores vindos de Inglaterra sobre os bastidores das candidaturas.
Nunca em nenhuma circunstância devemos pactuar com a batota. Acredito que a candidatura ibérica é uma candidatura limpa.
Temos uma Inglaterra bastante nervosa espalhando nuvens negras pelas outras candidaturas.
Não basta levantar poeira, precisam os ingleses de provar os boatos que estratégica e cientificamente vão criando e colocando no “mercado”.
Uma coisa é certa, a candidatura ibérica está a incomodar, as potencialidades desta parceria entre Portugal e Espanha vai ainda dar muito que falar.
Defendo que tendo em conta a proximidade geográfica não devemos ter distanciamento estratégico. A proximidade deve ser potenciada a todos os níveis.
É desejável que Portugal aumente as exportações para Espanha e que se olhe com mais atenção para o mercado ibérico.
A Espanha não é uma ameaça. É, na minha opinião, uma oportunidade que precisa ser melhor explorada pelas nossas empresas e mais dinamizada num sector importante como é o turismo.
A organização de um Mundial é uma excelente oportunidade para aproximar os dois países e também para que o Desporto e o Turismo trabalhem em conjunto.
Não sendo uma prioridade é uma oportunidade que não devemos desperdiçar.

Pontapé-de-saída, A Bola, 01/11/2010


1 comentário 01 de Novembro de 2010

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