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MEMÓRIA CURTA…

É costume dizer-se que os Portugueses têm memória curta. É bem verdade, gostamos de dar opinião sobre o que se passou nos últimos dez dias e desvalorizar os últimos dez anos. Conheço Gilberto Madail há muitos anos e trabalhei com ele em diversas funções.

 Como Governador Civil de Aveiro foi sempre um homem preocupado com as questões sociais, culturais e desportivas, procurando sempre valorizar a coesão territorial do distrito de Aveiro. Estive também na Assembleia da República sentado ao seu lado. Lá discutimos questões políticas e desportivas, distritais e nacionais. Em Lisboa conversámos muito sobre futebol na companhia do saudoso Deputado Manuel Oliveira (tinha sido adjunto de Madail no Governo Civil) e aí podemos assistir ao abandono do Parlamento de Gilberto Madail para se dedicar a tempo inteiro à FPF. Não foi uma decisão fácil.

Quando desempenhei funções no Governo de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes mantive sempre uma relação de trabalho e respeito, preservando a autonomia do movimento associativo, onde se destaca todo o trabalho directa e indirectamente relacionado com a organização do Euro 2004. Passados alguns anos voltei a cruzar-me com Gilberto Madail. As relações entre a Liga e a FPF nunca foram tão normais. Mantivemos sempre o princípio da cooperação estratégica. Nem sempre estivemos de acordo, mas nas questões essenciais lá estávamos do mesmo lado, pois juntos éramos mais fortes e mais respeitados. Reconheço que esta boa relação deixava incomodada alguma nomenclatura da FPF, que considero uma instituição muito pesada e envelhecida. Como podem constatar, conheço bem Gilberto Madail e com ele já partilhei muitas alegrias e tristezas, desilusões, anseios, preocupações e sonhos, logo fico incomodado e triste com algumas coisas que nos últimos dias tem sido ditas sobre Gilberto Madail. São injustas e demonstram memória curta. Igualmente merece ser destacado o seu prestígio internacional na UEFA e FIFA, pena é que tenha sido fragilizada a sua posição institucional durante a recente visita da FIFA relativa à Candidatura Ibérica ao Mundial 2018/2022.

Este ”Pontapé de Saída” é um contributo para avivar a memória de alguns.

 É a vida…

Pontapé-de-saída, A Bola, 13/09/2010

13 de Setembro de 2010 pelas 14:10

Arquivado em: Política

2 comentários Adicionar agora

  • 1. Luis Melo  |  20 de Setembro de 2010 pelas 17:34

    Depois do empate veio a derrota. Merecida, diga-se. Ao contrário do jogo com o Chipre, Portugal não teve oportunidades de golo flagrante e tremeu sempre que a Noruega se aproximava da baliza de Eduardo. Este evidentemente afectado pelos 4 golos sofridos no Sábado. A Noruega deixou claramente Portugal dominar na posse de bola, para jogar em contra-ataque (depois de ver o Chipre não era dificil decidir estratégia).

    As causas da selecção portuguesa sofrer tantos golos em tão poucos jogos? A ausência de um médio defensivo de raíz, vulgo trinco, para dobrar nos contra-ataques e destruir em ataque continuado (que falta faz Pepe…); A inexperiência/má forma dos defesas laterais (Sílvio ainda não tem estofo e entrosamento, Miguel é vergonhoso); A falta de solidariedade dos extremos no processo defensivo (Quaresma e Nani não defendem, ponto!).

    As causas para toda esta instabilidade à volta da selecção portuguesa? A falta de liderança de Gilberto Madaíl (não se percebe o porquê de continuar agarrado ao cargo); A existência de um cancro no balneário (Amândio de Carvalho devia ter sido varrido em 86 mas continua por lá); A falta de capacidade, competência e respeito de Laurentino Dias, Secretário de Estado do Futebol (Sim, porque as outras modalidades são desprezadas. Só futebol interessa. Quiçá pensa seguir percurso de Hermínio Loureiro).

  • 2. Manuel da Costa  |  21 de Setembro de 2010 pelas 13:57

    Não posso estar mais de acordo, ressalvando apenas que a Federação tem a obrigação de cumprir a legislação em vigor mantendo o estatuto de utilidade pública, o que a não se verificar leva a que a política se meta no futebol por caminhos alheios, fincando o pé em matérias que nada tem a ver e contrárias até às boas práticas desportivas, levando mesmo a situações sem saída.
    Como diz o outro Senhor: vocês sabem do que é que estou a falar.
    Sem mais, desejo desde aqui, boa sorte ao Paulo Bento.

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