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TESTE DE RESISTÊNCIA

José Sócrates deu hoje mais uma conferência de imprensa, com direito a atraso como mandam as regras básicas de gestão de expectativas.
No passado sábado, José Sócrates fez uma declaração forte. Foi feita com um profissionalismo pouco usual nestas situações.
Registo o trabalho da assessoria política e de comunicação do Primeiro-Ministro.
Nessa conferência solicitou que a justiça fosse célere, passou da defesa ao ataque.
Hoje, foi excessivo, na minha opinião.
Se o Sol, Expresso, TVI ou outros voltarem à carga nos próximos dias será que o Engº José Sócrates volta a convocar os jornalistas para mais uma conferência de imprensa.
O controle em excesso transformou-se em comunicação descontrolada.
É preciso alguma serenidade e tranquilidade para a justiça funcionar. 

29 de Janeiro de 2009 pelas 19:14

Arquivado em: Política

10 comentários Adicionar agora

  • 1. Serafim Leite  |  29 de Janeiro de 2009 pelas 21:21

    Se houver eleições antecipadas, os “jobs” afectos aos jogos da lusofonia e ao Plano Tecnológico mantêm as mordomias salariais?
    E o grupo dos “500″ espalhado um pouco por todo o país nos mais diversos organismos estatais?
    E a produtividade parlamentar do PS, designadamente os deputados eleitos por Aveiro, sofre alguma alteração?
    Haverá uma catástrofe?
    Não tenho respostas, “blogda-se” !!!…

  • 2. Roma Resende  |  29 de Janeiro de 2009 pelas 23:38

    É preciso sim, alguma seriedade, e não embarcarmos de ânimo leve nas notícias de alguns jornalistas, eu diria jornaleiros, cujo objectivo é a venda da notícia e não a de informar, não acredito numa cabala, nem em bruxas, mas que as há, há. (esta é a análise de um cidadão comum )
    Acredito que o meu camarada José Socrates não se tenha deixado subornar, os subornos ou intervenções menos claras já foram inflizmente detectadas no, P.S, P.S.D. e C.D.S. , nos casos do matadouro da Guarda, caso Felgueiras, Somague, Isaltino, caso dos sobreiros e outros. Dos casos atrás referidos só Carlos Melancia foi condenado, e Fátima Felgueiras ainda está a ser julgada, por um crime, julgo eu ser comum a muitas autarquias, a promiscuidade entre autarquias e o futebol ( conhecido saco azul ).
    Espero que quem fez neste blog comentários pouco abonatórios, na pessoa do n/ 1º ministro, tenha visto a entrevista que a dr.ª Cândida Almeida deu ao canal 1
    Para combater a corrupção entendo que todos os políticos, autarcas,dirigentes ligados ao desporto, principalmente o futebol, e outros, no fim dos seus mandatos, deveriam ver o seu patrimóino objecto de inspecção, ao seu pois há por aí gente a vender cabritos, sem ter cabras.

  • 3. Silvia Cordeiro  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 09:36

    Tantas justificações para quê?
    Só pode ser porque a “coisa” está descontrolada.

  • 4. Roma Resende  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 10:34

    Para conhecimento, remeto o comunicado da Procuradoria-Geral da República / Departamento Central de Investigação e Acção Penal, relativo ao chamado “Caso Freeport”, que esclarece o seguinte:

    O processo relativo ao “Caso Freeport” encontra-se a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal desde Setembro de 2008, estando neste momento a ser efectuadas perícias pelo Departamento competente da Polícia Judiciária sobre diversos fluxos bancários e a serem realizadas diligências várias, consideradas essenciais para a descoberta da verdade, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

    Tais diligências foram consideradas prioritárias e a elas serão afectados todos os meios considerados necessários.

    Serão seguidas quaisquer pistas consideradas com interesse, analisados todos os fluxos bancários e inquiridas todas as pessoas ligadas ao caso, realizando-se as diligências tidas como necessárias para a descoberta da verdade.

    Não foram recolhidos até este momento indícios que permitam levar à constituição de arguido de quem quer que seja.

    Logo que a Lei Portuguesa o consinta será dado conhecimento público das diligências efectuadas, desde que o processo se iniciou em 2004, com uma carta anónima recebida na Polícia Judiciária de Setúbal.

    A carta rogatória inglesa agora divulgada pela Comunicação Social, foi recebida no Departamento Central de Investigação e Acção Penal em 19 de Janeiro do corrente ano e irá ser cumprida, de acordo com a Convenção sobre a Cooperação Internacional em Matéria Penal, como tem acontecido durante a investigação.

    Os alegados factos que a Polícia inglesa utiliza para colocar sob investigação cidadãos portugueses são aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima, numa fase embrionária da investigação, contendo hipóteses que até hoje não foi possível confirmar, pelo que não há suspeitas fundadas.

    A carta rogatória inglesa não contém nenhum facto juridicamente relevante que acresça aos factos conhecidos e investigados pelas autoridades portuguesas, nem contém nenhum elemento probatório considerado válido e que justifique uma alteração da posição tomada nos comunicados anteriores.

    Ninguém está acima da lei, mas nenhum cidadão português pode ser considerado arguido, nem sequer suspeito, unicamente porque a polícia de outro país o coloca sob investigação com base em hipóteses levantadas e não confirmadas e que servem somente para justificar um pedido de colaboração.

    Peço a sua melhor atenção para o ponto 7.º onde está, de forma objectiva e concreta, que “Os alegados factos que a Polícia inglesa utiliza para colocar sob investigação cidadãos portugueses são aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima” e que “não há suspeitas fundadas”.

  • 5. Serafim Leite  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 11:05

    Alguém me responde às minha dúvidas?
    Blogda-se!!!

  • 6. Pedro Costa  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 12:34

    Ao comentador Roma Resende, sempre tão diligente a defender os seus camaradas, porque não publica aqui também a carta rogatória enviada pela polícia inglesa?
    Vá lá, faça-nos esse favor e ponha-nos a par de todos os factos e não apenas daqueles que lhe interessam.

  • 7. Manuel da Costa  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 20:13

    O País quer ouvir soluções para as crises.

  • 8. Jose carlos Silva  |  30 de Janeiro de 2009 pelas 23:13

    Isto é um ‘Best-sellers’ à portuguesa. Na minha opinião o Engenheiro Sócrates foi utilizado por pessoas oportunistas e corruptas que se aproveitaram da sua disponibilidade em resolver o assunto para posteriormente e nas suas costas pedirem luvas a troco do pretenso favor. Continuo a acreditar na sua inocência… o que não me impede de discordar de muitas decisões que tomou enquanto primeiro-ministro.

  • 9. Roma Resende  |  03 de Fevereiro de 2009 pelas 17:00

    Em resposta ao Pedro Costa, tenho - lhe a dizer que não publico a carta rogatória porque a não possuo, no entanto tudo farei para a possuir e, se tal acontecer, não terei qualquer relutância
    em a publicar, se tivesse ouvido a entrevista da Magistrada Cândida Almeida, talvez não precisasse da dita cuja.
    Sugiro que peça ao dono deste blog. a sua publicação, pois quase com toda a certeza ele a possui, pois está sempre bem informado,principalmente no que se refere ao P.S.

  • 10. Pedro Costa  |  05 de Fevereiro de 2009 pelas 01:50

    Não quero que lhe falte nada: leia aqui - http://downloadsexpresso.aeiou.pt/expressoonline/PDF/CartaRogatoriaFreeport_300109.pdf e esteja à vontade para comentar

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