POLÍCIA E POLÍTICA
O BPN não é só um caso de polícia, é também um caso de política.
Vai existir uma Comissão de Inquérito Parlamentar.
Finalmente o PS contrariando o que tinha dito, deu luz verde ao inquérito parlamentar.
Ontem mesmo Cavaco Silva publicou uma nota oficial demarcando-se de qualquer ligação ou envolvimento em negócios.
O Conselheiro de Estado Dias Loureiro foi à RTP dar(poucos) esclarecimentos.
O Banco de Portugal não transmite confiança - lembro caso BCP.
É chegada a hora de esclarecer certas cumplicidades e algumas alianças.
Tudo deve ser investigado, muito bem investigado e dados todos os esclarecimentos.
À polícia o que é da polícia e à política o que é da política.
24 de Novembro de 2008 pelas 13:43
Arquivado em: Política

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1. Manuel da Costa | 24 de Novembro de 2008 pelas 14:56
O aproveitamento político de certos casos de polícia é por demais evidente…
2. Zé da Póvoa | 24 de Novembro de 2008 pelas 15:48
Perdão, Dias Loureiro esclareceu - e bem - a sua posição no BPN, não obstante o esforço inglório da entrevistadora .
Como é possível que o administrador (DL) de um grupo empresarial (a SLN) não tome conhecimento que a principal empresa do grupo (o BPN) comprou um banco (o BICV) ?
Mais: então esse administrador (DL) vai, por várias vezes, a Porto Rico comprar 2 empresas (fantasmas) e diz que viu as máquinas que elas produziam a operar em vários bancos da praça, mas não viu as empresas nas suas instalações fabris, as máquinas , os trabalhadores, enfim os bens patrimoniais? E ainda por cima diz que assinou o balanço do exercício sem ver nele mencionado a contabilização dese negócio. Eu não acredito na ignorância e na incompetência do Sr., mas é um homem cheio de sorte : então não é que, apesar de não saber de nada do que se passava no BPN, mesmo lá dentro, vendeu as suas acções e retirou de lá todos os depósitos, em antes que as formigas atacassem o açúcar! E grandes amigos seus fizeram o mesmo. Pudera!
Apesar de toda a sua “inocência” acho que não deve sair do CE. Afinal um conselho que já lá tem um João Jardim já está tão podre que o melhor é nem lhe mexer.
3. Jose Carlos Silva | 24 de Novembro de 2008 pelas 19:46
O que mais importa é descobrir quem são aqueles que afinal utilizaram o BPN para branquear dinheiro proveniente de recursos ilícitos! Já agora gostava que a policia descobrisse se o BPN Brasil serviu para branquear dinheiro dos políticos que estiveram envolvidos na Operação Furacão? Para quem já não se lembra aqui vai o título da notícia: Polícia do Brasil solicita ajuda à PJ para investigar ligações do PS à “máfia dos bingos” 15.09.2007 - 09h19 Nuno Amaral, Rio de Janeiro - A Polícia Judiciária está a investigar o presumível envolvimento de elementos do PS com a chamada “máfia dos bingos” do Brasil. O grupo, desmantelado com a Operação Furacão, é acusado de comprar sentenças judiciais e decisões políticas para a expansão do negócio do jogo clandestino. O coordenador do gabinete de comunicação da Polícia Federal (PF), Bruno Ramos, disse ao PÚBLICO que, no âmbito desta acção, foi solicitada “uma cooperação judicial e policial directa” a Portugal para averiguar o “eventual envolvimento de portugueses e alguns elementos ligados ao Partido Socialista” com o caso. A própria Polícia Federal já esteve em Portugal a recolher elementos sobre as ligações entre empresários e políticos portugueses com o grupo detido em Abril deste ano. Dois dos 25 implicados nesta mega operação são empresários portugueses. Um deles, Licínio Soares Bastos - que chegou a ser nomeado cônsul honorário pelo Governo de José Sócrates -, foi o principal financiador da campanha do PS no Brasil, em 2005, e era proprietário da sede do PS no Rio de Janeiro. Soares Bastos e Laurentino Santos, também de origem portuguesa, encontram-se neste momento fugidos às autoridades, depois de terem beneficiado de um habeas corpus que veio a ser revogado. A PF suspeita que os dois fossem os intermediários no negócio de expansão de casas de jogo e os “operadores” de lavagem de dinheiro. Além da referência a políticos portugueses em escutas telefónicas, a PF investiga também outras ligações a Portugal e a Macau, supondo que no país operavam elementos encarregados de manter contactos com partidos políticos. O financiamento partidário seria parte da estratégia do grupo - Licínio Bastos financiou de uma forma ostensiva a campanha do candidato do PS ao círculo fora da Europa, em 2005. Às autoridades portuguesas também já foi pedido para bloquearem contas bancárias pertencentes a off-shores registadas na ilha da Madeira, solicitação já cumprida. O coordenador do gabinete de comunicação da PF, Bruno Ramos, disse confiar no trabalho da PJ, recusando prestar mais declarações sobre o andamento da investigação. Contactado pelo PÚBLICO, Vitalino Canas, o porta-voz do PS, referiu desconhecer esta investigação. “Se existe, sobre ela vigora o segredo de justiça. A confirmar-se, o PS aguarda serenamente o resultado desse processo”, afirmou. A PJ remeteu para mais tarde esclarecimentos sobre este caso. Numa das escutas telefónicas registadas pela PF, a 2 de Setembro de 2006, o advogado brasileiro Jaime Garcia Dias pede a outro homem de nome “Adolfo” para falar com um presidente de câmara da região de Braga. Jaime aconselha o interlocutor a valer-se do facto de ser “conhecido de António Braga, secretário de Estado”. Os dois brasileiros estudavam a forma de desembargar uma obra e colocar máquinas de jogo num hotel. “O presidente de câmara é do PS?”, pergunta Jaime Garcia Dias, entretanto detido, a “Adolfo”, que, na altura, estava em Portugal. Na mesma escuta o advogado brasileiro sugere a intervenção de “Aníbal”, dizendo que “ele resolve isso na hora”. A PF suspeita de que os dois se referissem a Aníbal Araújo, candidato do PS ao círculo fora da Europa em 2005.
4. Silvia Cordeiro | 25 de Novembro de 2008 pelas 01:01
Devagarinho as coisas vão-se sabendo.
Aqui estão alguns dados novos: http://quartarepublica.blogspot.com/2008/11/caso-bpn-estranho-episdio-ainda-no.html
Afinal parece que o Banco não caiu por si. Alguém (do Governo obviamente) deu um empurraozinho….
5. Manuel Castro | 25 de Novembro de 2008 pelas 16:37
Relativamente á Mafia dos Bingos e ao comentario acima, o chamado comentario “sacode a agua do capote” parece-me que o comentador devia ter atenção a TUDO o que rodeia os dois irmãos e sua “entourage” de amigos em Oliveira de Azemeis e não só….
sobre o BPN se os culpados são do PSD, do PS, do PCP, do PP, da ASDI, da UEDS, do MIRN, do PEV ou do raio que os parta não me interessa, os culpados devem ser punidos, fortemente punidos e é tudo
6. Zé da Póvoa | 25 de Novembro de 2008 pelas 16:57
Não quero perder tempo a combater a santa ignorância, mas acho que se deve saber que quem escreve no 4ª.República é o poveiro, Dr. Tavares Moreira. E quem é este Sr. ? - Quando era governador do BP, com a Ministra das Finanças, Drª.Ferreira Leite, ambos delapidaram grande parte do ouro do Estado com o famoso negócio da Drexia. Tavares Moreira, enquanto presidente da Caixa de Crédito Agrícola fez uma gestão tão “boa” para a Instituição, com negócios altamente duvidosos, que acabou por ser condenado a um período de 7 anos sem poder exercer funções na Banca. Então não há-de ser um ressabiado?
7. Manuel Castro | 25 de Novembro de 2008 pelas 17:05
relativamente á questão dos depósitos da Segurança Social….essa situação é do conhecimento publico desde a data do anuncio da nacionalização, por isso não é nova…reltivamente a Tavares Moreira ainda recordo o caso CCAM
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