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DIVIDIR PARA REINAR

Mais de cem mil pessoas na rua contra alguma coisa é sempre um sinal que merece muito respeito.
As motivações serão seguramente muito fortes.
Uma birra dos professores não é suficiente para tanta mobilização.
O clima de tensão vai chegar também às escolas.
Existem professores(poucos) com outras ambições e com compromissos partidários que vão procurar defender este modelo de avaliação até a ministra ir embora.
Estejam atentos…. numa escola perto de si.
A ministra vai apostar em dividir os professores, entre os bons e os maus.
Juntos serão fortes e escutados, divididos serão fracos e esquecidos.

10 de Novembro de 2008 pelas 18:54

Arquivado em: Política

7 comentários Adicionar agora

  • 1. Jose Carlos Silva  |  10 de Novembro de 2008 pelas 19:39

    O clima de tenção já existe nas escolas. São os professores, os alunos e os encarregados de educação. Ainda muito recentemente assisti a uma manifestação dos alunos a levarem porrada das forças policiais. Com tudo isto nada me surpreende que a personalidade dos mais jovens se altere e aumente ainda mais a dos que por razões de exclusão social já o são. A escola em vez de ser um espaço apelativo está a tornar-se numa obsessão perseguidora aos que realmente sentem e vivem o ensino. O senhor primeiro-ministro é o único responsável por esta situação uma vez que permite uma politica de retoque artificial e ainda por cima demasiado burocrático com pretensões estatísticas exclusivamente para estrangeiro ver! Será este o confundex…em vez do simplório simplex? Pelo menos já tem pai…

  • 2. Manuel Castro  |  10 de Novembro de 2008 pelas 22:30

    Será que li bem?

    Que dizia o meu caro Herminio em outros tempos? nos tempos de lutas académicas (que nunca teve)? nos tempos de Deus Pinheiro e MFL na Educação? chmava birras ás posições do Governo?

    Governar implica decidir e agir…o modelo anterior (ja que o actual resulta de acordo escrito e assinado entre o Ministerio e os Sindicatos - é so para lembrar) era adequado e correcto? pode-se decidir á-priori a validade de um sistema?

    Tempos atras li um excelente artigo sobre a mudança do sistema de ensino Irlandês - mudança que incluiu alteraçoes curriculares, afastamento de professores, mudanças na avaliação das escolas e dos professores, etc - mudança que foi á época (a mesma do betão cavaquista) muito contestado por professores, educadores e afins….hoje todos referem a mutação educacional irladesa um caso de sucesso…mas esquecem-se que as mudanças são rupturas e as rupturas provocam cisões…

    Afirmar que existirão divisões entre os Professores e que do lado da Ministra ficarão os maus e os oportunistas é lamentavel e revela, maus “figados” e incapacidade de ver o futuro, de ver o amanhã…

    Acredito na pluralidade de opiniões a unicidade nunca foi de meu agrado, opiniões diferentes fortalecem e fazem crescer.

    Pofessores com compromissos partidários são muitos, de todos os quadrantes, e todas as cores (graças a Deus).

    Onde estão as ideias e as soluções alternativas?

    Porque não cumpriram os Sindicatos, e sobretudo Mário Nogueira, tudo o que assinou e tudo com que concordou? Que motivações teve para tal? Terá sido a defesa dos Professores? Ou terão sido os timmings eleitorais de outras forças que não os Professores?

    É tempo de acordar, é tempo de ver…numa escola perto de si.

    Numa Escola perto de mim, vejo excelentes resultados, professores que fizeram avaliações, alunos motivados.

    E acreditem nada tenho contra os Professores (com maiuscula, os verdadeiros) continuo a ter em muitos dos que passaram pela minha vida referências, fossem eles a minha Professora da primária ou o Chico Pereira de Moura ou o Rui Carp na Faculdade.

    Qualquer com profissional não se importa de ser avaliado, por não querem os professores serem avaliados? responda quem souber…

  • 3. Manuel Castro  |  10 de Novembro de 2008 pelas 22:46

    http://assim-agora.blogspot.com/2008/11/os-professores-e-os-alunos.html

    descobri agora este texto, de alunos de uma Escola perto de nós, será que les estão enganados?

    será que é o Mári Nogueira que tem razão…com que moral encararão os professores estes alunos?

  • 4. Manuel da Costa  |  11 de Novembro de 2008 pelas 03:07

    A classe é a mesma e os interesses comuns, contudo esperam mais rigor científico nessas propostas de avaliação.

  • 5. Jose Carlos Silva  |  11 de Novembro de 2008 pelas 22:53

    Qualquer profissional não se importa de ser avaliado, porque não querem os professores serem avaliados? responda quem souber…

    Aqui vai a resposta….

    1. Impõe uma avaliação que não proporciona um clima de harmonia nas Escolas, promove a competição entre colegas e inviabiliza o trabalho cooperativo, absolutamente necessário ao exercício da função docente com qualidade;

    2. O sistema de quotas a que ficam sujeitos todos os docentes (os que são simplesmente avaliados e os que são simultaneamente avaliados e avaliadores) à qual ambos concorrem para a progressão na carreira, coloca muitas dúvidas quanto à garantia de imparcialidade da avaliação, tanto mais que o avaliador intervém num procedimento administrativo no qual possui interesses próprios – situação incompatível com o disposto no artº 44º, a) do Código de Procedimento Administrativo. Assim sendo, as circunstâncias acima descritas não suscitam a relação de confiança necessária entre avaliadores e avaliados;

    3. O critério de selecção dos avaliadores assenta numa divisão artificial, injusta e economicista da carreira em duas categorias – Professor e Professor Titular –, que decorreu através de um concurso que unicamente valorizou a ocupação de cargos nos últimos sete anos, independentemente de qualquer avaliação da sua global competência pedagógica, científica e técnica ou certificação da mesma;

    4. Não existe legitimidade no exercício das funções de avaliadores, por professores titulares com competências delegadas, por não ter sido cumprido o preceito legal (artº 37º do Código de Procedimento Administrativo) que faz depender esse exercício de publicação em Diário da República;

    5. A maioria dos docentes avaliadores não possui competências em Supervisão que permita uma avaliação baseada em critérios pedagógica e cientificamente ajustados e a formação proporcionada pelo Ministério da Educação não abrangeu todos os professores avaliadores e decorreu num período de tempo insuficiente;

    6. A utilização de parâmetros de avaliação dos docentes que meçam a melhoria dos resultados escolares dos alunos relativamente aos obtidos no ano anterior e às taxas de abandono escolar menospreza os vários aspectos que envolvem o processo educativo, tais como a realidade sócio-económica, cultural e familiar dos alunos, eventuais problemas ocorridos no processo de ensino aprendizagem em anos anteriores, que não são da responsabilidade do professor responsável pela turma durante o ano lectivo corrente. O Abandono Escolar é, por sua vez, uma realidade que escapa ao controlo dos docentes da turma e cuja responsabilidade deve ser partilhada por todos os intervenientes no processo educativo;

    7. A imputação de responsabilidade individual a um docente pela avaliação dos seus alunos configura uma profunda violação do previsto na legislação em vigor quanto à decisão da avaliação final do aluno, que é da competência do Conselho de Turma, sob proposta do(s) professor(es) de cada área curricular disciplinar e não disciplinar;

    8. Sendo a avaliação dos alunos um dos parâmetros da avaliação de desempenho dos docentes, não é possível garantir o dever de imparcialidade destes aquando das propostas de avaliação em Conselho de Turma, dado que também são parte interessada nas consequências dessa mesma avaliação;

    9. O aproveitamento dos alunos e o abandono escolar são variantes que introduzem uma grande heterogeneidade entre as várias turmas e podem proporcionar situações de injustiça na avaliação do desempenho de cada um dos docentes;

    10. Este modelo de avaliação tem consumido não só o tempo dos professores, mas também a sua vida pessoal e a motivação que deveriam ter para dedicar ao alvo principal das suas funções - o aluno - todo o seu trabalho: a preparação de aulas e de actividades que proporcionem a formação e realização integral dos alunos e que promovam o desenvolvimento das suas capacidades, estimulem a sua autonomia e criatividade, de forma a garantir a formação de cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida da comunidade….Quer mais, ou já chega?

  • 6. Zé fidalgo  |  12 de Novembro de 2008 pelas 19:48

    A Ministra da Educação deve continuar, SEM VACILAR, NEM TEMER, as mudanças que está a fazer na Educação. ELA ACREDITA, ELA SABE O QUE ESTÁ A FAZER. ELA DEFENDE AS ESCOLAS. ELA NÃO É A MINISTRA DOS PROFESSORES, MAS A MINISTRA DA EDUCAÇÃO.
    Todos FALAM que a Educação é um grave problema em Portugal, mas quando aparece alguém com saber e determinação em mudar alguma coisa na Educação logo aparecem as manifestações.
    Senhora não se impressione, continue as mudanças.
    Os professores precisam de motivação, mas os alunos precisam de professores competentes e os pais têm o direito de saber quem são os professores dedicados e competentes.
    Tenho filhos na Escola Pública.
    Os sindicatos dos Profs mostraram nesta última manifestação o que verdadeiramente valem …

  • 7. Magalhães  |  13 de Novembro de 2008 pelas 01:39

    http://lisboasos.blogspot.com/2008/11/o-que-o-magalhes-no-mostra_08.html

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