120 000
Sempre achei que os professores devem ser avaliados e que devem ser tiradas consequências dessa avaliação.
Temos também que avaliar a forma e o próprio sistema em si.
Será que o Governo concebeu o modelo de avaliação mais adequado?
Será que a sua implementação está ser bem feita?
A resposta é simples, claro que não.
Algo de errado se passa, quando 120000 professores saem para a rua.
Não é só a capacidade de mobilização que impressiona.
Impressiona igualmente a frieza da ministra.
Ninguém é contra a avaliação do desempenho como condição para a progressão profissional, mas este modelo não funciona, foi mal pensado e mal concebido.
Impor este modelo só por teimosia ou capricho vai dar asneira.
Juntar por duas vezes no espaço de oito meses mais de 100 mil professores de todo o país e de todos os partidos deve merecer uma atenção especial da presidência da República mesme que gostem muito da senhora.
A teimosia não resolve nada, mesmo nada.
A luta vai continuar…promete.
10 de Novembro de 2008 pelas 11:53
Arquivado em: Política

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1. Manuel da Costa | 10 de Novembro de 2008 pelas 12:13
Se fosse só a Educação que vai mal governada, ainda se dava mais algumas “notas” aos professores.
2. Soraia Pinto | 10 de Novembro de 2008 pelas 13:15
quando chegar a hora a ministra e o governo vão ver qual é a minha avaliação.
só queria que a ministra estivesse um mês na minha escola enquanto professora.
3. Zé da Póvoa | 10 de Novembro de 2008 pelas 13:15
Se alguém se desse ao trabalho, ou isso interessasse para alguma coisa, facilmente se concluiria que dos ditos 120 mil só metade é que eram professores. As televisões mostraram as camionetas a chegar, as pessoas com os seus farnéis que incluiam bolinhos de bacalhau embrulhados em papel de jornal, com o garrafão de “água das pedras” para molhar a garganta e os acompanhantes para a festa. Além disso, toda a estrutura de profissionais das manifestações do PC/CGTP esteve lá em força.
Mas, o que é importante é que se saiba que, curiosamente, o modelo de avaliação em vigor, foi desenhado no período mais negro da Educação em Portugal, sendo ministra Manuela Ferreira Leite. Lembremo-nos que, nesse período negro, MFL mandou avançar a polícia para dentro das salas de aula para bater nos alunos. Uma verdadeira reposição dos “gorilas” do tempo do fascismo. Eu,que frequentava a FEP, sei do que falo.
4. Silvia Cordeiro | 10 de Novembro de 2008 pelas 15:13
Se o barulho for muito eles voltam atrás.
Têm sido assim e não há nenhum motivo para que deixe de ser.
5. Manuel Castro | 10 de Novembro de 2008 pelas 18:48
Este é o Pais que temos….lamentavel, uma classe recusa-se a ser avaliada, recusa-se a ser controlada e recorre á chantagem…porque será que o Ensino Privado tem melhores performances? porque ai os Professores tem de dar o litro e sabem que são avaliados e controlados…
a Educação/Ensino Publico anda e andou em roda livre nos ultimos anos, os Professores são maus, não querem trabalhar, recusam-se a fazer correcções de exames se não lhes pagarem um extra para tal, recusam-se a ser avaliados PELOS SEUS PARES, e chantageiam….
Pergunto: O que leva uma classe profissional a assinar hoje um acordo com a Tutela e no dia seguinte negar esse acordo e voltar á posição anterior? de onde Mario Nogueira? para onde vai? (esta sei a resposta…para a liderança da CGTP)
é irritante ver profissionais que não o querem ser, que aconteceria a qualquer trabalhador (que não do sistema publico) que se recusa-se a ser avaliado? que acontece a um trabalhador que não atinge as suas metas? que acontece a um comercial que não atinge o seu objectivo? porque raio de razão devem os Professores serem diferentes? porque raio de razão querem progredir na carreira sem serem avaliados de forma correcta?
em qualquer situação e profissão só se recusam a ser avaliados os INCOMPETENTES, sejamos adultos e integros.
caros Professores aceitem que têm de ser avaliados mas têm de ser avaliados atraves de um método que não seja imposto pelos próprios. Até esta mudança andavam contentes faziam um relatorio, iam a umas conferências, somavam créditos e já estava ascendiam na carreira…será que é isto que os nossos filhos MERECEM??????????
6. Jose Carlos Silva | 10 de Novembro de 2008 pelas 19:48
‘A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preeminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? ‘
7. Eduardo da Silva | 11 de Novembro de 2008 pelas 03:03
Caro Zé da Póvoa,
Pode não gostar da Manuela Ferreira Leite, pode chamar-lhe todos os nomes, mas não pode é mentir! Este modelo de avaliação é uma invenção deste governo! O grande problema é que mais uma vez deixaram o “monstro” do Ministério da Educação à solta e em de vez de copiarem modelos de avaliação já testados, tipo o espanhol, o francês, o Italiano, o Holandês, etc, inventaram um que não lembra ao diabo!!!
8. Manuel Castro | 11 de Novembro de 2008 pelas 11:00
meu caro Eduardo da Silva, o modelo de avaliação em uso, criação deste Governo, é uma cópia do modelo Espanhol e tem fortes ligações a modelos de avaliação nordicos…
a diferença está nos Professores…
Relativamente ao modelo de avaliação criado por MFL, limitava-se a indicar que os Professores deviam fazer umas acções de formação que valiam créditos e um relatorio de auto-avaliação e “prontes” eram promovidos…o Zé da Póvoa tem razão era um modelo que não lembrava ao diabo…
9. Hugo Travassos | 11 de Novembro de 2008 pelas 12:05
Este modelo é injusto.
Conheço professores de História que iam a Andorra nos períodos de neve, fazer umas acções de formação em Educação Física e com isso acumulavam créditos para progredir na carreira. Isso é que era justo, pois assim, fomentavamos a prática da educação física, promovíamos o turismo estrangeiro e aliviávamos o stress dos professores.
Agora assim é que não dá mesmo. Têm que trabalhar umas horas a mais, mas mesmo assim, não devem chegar as 35 horas semanais, e não querem ser avaliados!
Qual o problema de preencherem umas fichas de avaliação e uns relatórios? Não terão aptidões suficientes para isso?
10. Soraia Pinto | 12 de Novembro de 2008 pelas 10:11
Quando se defende uma causa apenas porque se tem que defender o partido cai-se na asneira de dizer disparates de borla como é o caso do Hugo Travassos.
Eu não me importo de ser avaliada.
Mas quero ser bem avaliada!
Diga-me Hugo Travassos como é que é feita a avaliação do seu trabalho. Quem avalia? O que avalia?
11. Manuel Castro | 12 de Novembro de 2008 pelas 11:45
Cara Soraia Pinto….
a avaliação na minha empresa e naquelas em que já trabalhei, ambiente multinacional na maioria, é feita por fases:
1- autoavaliação
2- avaliação da minha chefia á minha performance
3- relatorio de avaliação sintese (elborado pela chefia)
4- cruzamentos com resultados quantitativos (p.e. se es comercial volume de vendas, distribição numérica, relatorio semanal, etc, se es contabilista dias de atraso no lançamento de documentos, cumprimento dos prazos de entrega de relatorios mensais, etc, se es do departamento de cobranças p.e. prazo médio de recebimentos….)
5- Avaliação final da chefia directa
6- Avaliação final pela chefia indirecta
querem plicar este regime aos professores está aprovado e comprovado em “miles” de empresas…
Professores sejam PROFISSIONAIS, deixem de ser demagogos
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