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DURÃO BARROSO APOIA PROJECTOS

Durão Barroso disse hoje, em Bruxelas, ser contra o abandono de projectos de investimento público de "qualidade".
Recusou qualquer referência ao caso específico de Portugal.
Não fala de projectos em concreto nem de qualquer país," … é importante não se abandonar projectos de investimento público desde que sejam projectos de qualidade e projectos que promovam o emprego e projectos que promovam a competitividade da economia", disse Durão Barroso.
Esta declaração coloca a direcção do PSD numa posição delicada.
Durão Barroso inicia sábado o seu último ano do actual mandato na presidência da Comissão Europeia.
Está muito bem posicionado para se manter no lugar mais cinco anos, apesar dos problemas criados pela crise económica.

29 de Outubro de 2008 pelas 14:52

Arquivado em: Política

9 comentários Adicionar agora

  • 1. António Barroso  |  29 de Outubro de 2008 pelas 19:23

    Bem posicionado, até está. E é verdade que bem geriu o que as suas competências na Europa lhe permitiram. E também é verdade que ajudou - como outros - a elevar o prestígio de Portugal nos cenários políticos internacionais.
    Porém, (e não passa de uma mísera opinião) quantos - por tudo isso que fez - não sonharão com o seu regresso? É que se Sócrates ganha as eleições com maioria absoluta (33% de hipóteses) ou com maioria simples mas feita de entendimentos à esquerda (33% de hipóteses), perante esses dois cenários restam ao PSD dois regressos: Durão ou Menezes. É só um palpite. É claro que ainda há a possibilidade da tese do Centrão ou Bloco Central. Talvez esta hipótese (34%) justifique o facto de Sócrates estar tão pouco debaixo do fogo de Manuel Ferreira Leite…

  • 2. Zé Fidalgo  |  29 de Outubro de 2008 pelas 21:11

    Quem diria que o Durão Barroso viesse contradizer a avózinha?!
    Será porque a avózinha não o ter ajudado na promessa, não cumprida, do choque fiscal?
    O investimento público deve assumir-se nos momentos em que a economia desacelera. Claro que este investimento não pode ser um mero gasto de dinheiros públicos, pelo que deve ser dinamizador da economia e do emprego.

  • 3. Manuel Castro  |  29 de Outubro de 2008 pelas 22:44

    …não sou, nem nunca foi, um apoiante de Durão Barroso. No entanto esta sua posição assumida enquanto presidente da Comissão Europeia é inequivoca e vem no mesmo sentido de outras anteriores tomadas pela Co,issão em relação a investimentos publicos…
    se se refere a Portugal ou não so JMDB o saberá, mas que se encaixa perfeitamente é verdade, como tb é verdade que a Comissão sempre tem pugnado pela expansão da rede europeia de TGV…
    ao mesmo tempo JMDB esta em campanha eleitoral e tem muitos governos a quem agradar….

  • 4. Emanuel Rodrigues  |  29 de Outubro de 2008 pelas 23:39

    E se nao for reconduzido no cargo, será que vem para POrtugal discutir a liderança com Jose Socrates?

  • 5. Manuel da Costa  |  30 de Outubro de 2008 pelas 09:41

    Partilho da opinião que defende projectos de investimento público de “qualidade”, alíás, qualidade sempre, mas que pondere as devidas alterações económico-financeiras, adequando esses projectos à realidade actual.

  • 6. Zé da Póvoa  |  30 de Outubro de 2008 pelas 14:23

    Pelo que vemos a Avozinha quando abre a boca “ou entra mosca ou sai asneira”.
    Mesmo dentro do seu partido, não faltam pessoas com altas responsabilidades a relevar a incompetência da Senhora, no que concerne ao futuro do país e concretamente aos investimentos públicos.
    Mas agora o mais rídiculo acontece: depois de chamar irresponsável ao Sócrates pelo aumento do salário mínimo que estava aprovado há 2 anos, em entrevista de ontem à SIC Notícias, vem desdizer-se e afirmar que não está contra esse aumento. É preciso ter lata ! Na altura própria, os portugueses que vivem com esse mísero salário saberão agradecer a sua insensibilidade social. A propósito: as reformas que a Srª. acumula quantos salários mínimos atingirão ?

  • 7. Jose Carlos  |  30 de Outubro de 2008 pelas 21:25

    Governo de Ferreira Leite aprovou 4 linhas de TGV
    Rede ibérica. Lisboa/Madrid, Lisboa/Porto, Aveiro/Salamanca e Porto/Vigo aprovadas em 2003

    Apesar da contestação aos grandes projectos de obras públicas, o PSD quando esteve no Governo coligado com PP, aprovou o mais ambicioso investimento público em valor e calendário: uma rede de alta velocidade ferroviária (TGV) com quatro linhas para Espanha. Em relação à Ota, o Executivo PSD/PP congelou o novo aeroporto por não o considerar prioritário.

    No tempo de António Guterres estavam em discussão duas linhas: Lisboa/Porto/Vigo e Lisboa/Porto/Madrid. Mas na cimeira luso-espanhola da Figueira da Foz em 2003, Durão Barroso e José Maria Aznar aprovaram as ligações Lisboa/Madrid e Porto/Vigo até 2010, Lisboa/Porto até 2013, e Aveiro/Salamanca até 2015. Condicionada a mais estudos ficava a quinta ligação, entre Faro e Huelva. O investimento totalizava nove mil milhões de euros, apenas em infra-estrutura, foi aprovado por proposta do então ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues. Na altura, Manuela Ferreira Leite era a ministra das Finanças e de Estado, considerada o número dois do Governo liderado por Durão Barroso, e não se lhe conhecem críticas públicas à decisão. Em 2005, poucos meses após a tomada de posse, o ministro das Finanças de José Sócrates saiu do Governo. A oposição pública de Luís Campos e Cunha aos grandes projectos do aeroporto, então na Ota, e à rede de alta velocidade (TGV), foi apontada como a principal razão.•

    Após chegar ao poder, o Governo socialista avançou com a revisão do projecto herdado da anterior legislatura. Meses antes, o Executivo de Santana Lopes e António Mexia tinha dado luz verde à ligação de TGV Lisboa/Porto, utilizando a Linha do Norte nas entradas às duas cidades, o que tornava o investimento mais económico. O ministério de Mário Lino e de Ana Paula Vitorino abandonou esta opção, preferindo uma linha totalmente nova entre Lisboa e Porto, mais cara. Foi adiada por três anos a data da principal ligação de Lisboa/Madrid e ficaram sem datas as linhas de Porto/Vigo e Aveiro/Salamanca, consideradas não prioritárias. Mais tarde, ficou decidido avançar com uma solução mista para Porto/Vigo. O investimento é de 7,6 mil milhões de euros.
    Entre tantos avanços e recuos tudo está na mesma. Toca a avançar, até porque, se não for o ps a fazer, mais tarde será o psd e quanto mais tarde for, mais caro fica. Ou será que não?

  • 8. Roma Resende  |  31 de Outubro de 2008 pelas 21:22

    A semana que está quase a terminar, semana em que se comemora o dia das bruxas, está a ser mesmo negra para ñ adjectivar catastrófica, pois algumas figuras de top do PSD, nomeadamente, L. F. Menezes, Pacheco Pereira, Paula Teixeira Pinto e Miguel Sousa Tavares, estes 2 últimos c/ artigos no Expresso de sábado, desancarando o PSD, e Santana Lopes, como candidato á Câmara de Lisboa, é certo que o Presidente do PSD dr.ª Manuela Ferreira já deu o dito por ñ dito,no entanto, e depois de tanta porrada apanhar, de seus irmãos, ninguém se vai admirar no dia em que fugir de casa, mas para contentamento vosso, também tiveram momentos de alegria, o Sr. Presidente da República deu-vos uma colher de chá, ao vetar a alteração ao estatuto autonómico dos Açores, ñ tenho conhecimentos p/ dizer se actuou bem ou mal, fico à espera para 2010 c/ a revisão do estatuto da Madeira, será que o Sr. P.R. e o PSD, ñ vão encontrar outros tipos de argumentação para votar A.J.Jardim ?

  • 9. Pedro Costa  |  03 de Novembro de 2008 pelas 15:35

    O socialista Zapatero anunciou o apoio a uma recandidatura de Barroso.

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