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E AGORA PÁ?

Porreiro pá. Lembram-se.
O Não da Irlanda está a baralhar as contas.
O Tratado de Lisboa passa por dificuldades.
É preciso ter calma.

18 de Junho de 2008 pelas 17:12

Arquivado em: Política

5 comentários Adicionar agora

  • 1. Silvia Cordeiro  |  18 de Junho de 2008 pelas 18:07

    Julgo que devemos ser justos.
    Sócrates fez o que lhe competia e, neste assunto, discordo de muitos companheiros de Partido que também acham que deveria ter havido referndo em Portugal.
    Se a UE cada vez que quiser evoluir depender da realização de referendos nunca mais se vai avançar. São 27 os estados membros e se já não é fácil conseguir acordos entre os governos de cada país como se pode alcançar unanimidades em matérias tão importantes?
    Julgo que os eleitos (primeiros-ministros ou presidentes, parlamento nacionais e o parlamento europeu) têm mais do que legitimidade para decidir sobre estas matérias.
    Mas é verdade que o NÃO da Irlanda veio comprometer o Tratado de Lisboa. Isso é indiscutível e não vejo jeitos de sair do impasse.
    Vamos aguardar pela imaginação dos líderes europeus.

  • 2. Zé da Póvoa  |  19 de Junho de 2008 pelas 12:30

    Sobre o Tratado de Lisboa reina a maior das confusões nas hostes do PPD, como se vê por alguns comentários.
    Convinha que fosse adoptada uma linha de pensamento, de forma a evitar dificuldades aos caciques do partido que têm de dar orientações aos seus apaniguados.
    A Avozinha ainda ontem foi oferecer os seus préstimos ao Sócrates, manifestando total solidariedade nos problemas dos combustíveis e em muitas outras matérias que estão na ordem do dia.
    Sugiro aos militantes do PPD que façam muita ginástica, ao nível da cintura, para que, a curto prazo, não venham a ter problemas de rins.

  • 3. José Calos Silva  |  19 de Junho de 2008 pelas 23:14

    Não estou de acordo que o Senhor Primeiro Ministro prescinda de uma consulta popular. Os referendos existem, porque não utilizá-los. Será que tem medo de os portugueses não concordem. Afinal foi eleito para quê? Para mentir não foi concerteza. É ao povo que cabe a decisão. Já faz falta um 25 de Abril.

  • 4. Manuel da Costa  |  20 de Junho de 2008 pelas 00:27

    Agora deveriam referendar popularmente o tratado em todos os países da União e ver quem ganhava, se o sim, se o não.
    Coragem política precisa-se…

  • 5. Omar Mateiro  |  21 de Junho de 2008 pelas 16:44

    Mas ao menos sabe-se o que é que diz o tratado? A Irlanda é bem capaz de não o aprovar por ele lhes exigir alguma coisa em particular que eles tenham mais dificuldade em cumprir e não estão a pensar no bem da Europa e de todos nós.
    Já sei que uma União Europeia assenta no pressuposto de estarmos todos de acordo e ser de livre vontade mas e se os meios que possibilitam a sua existência estão comprometidos pela inúmeras entradas que ainda não estão a dar lucro e recente pressão dos EUA no mercado imobiliário?
    Por outro lado também acho que se é o caso deviam dizer isso a menos que pareçamos fracos. Será que vamos ter tempo para os outros “crescerem” e aguentar pressão dos EUA, CHINA, INDIA, enfim resto do mundo até estarmos numa posição confortável?
    Até a Inglaterra assinou c’os diabos…
    Se a Europa se desfaz estamos a falar africano ou paquistanês em três tempos…e penso que a CEE não aguenta a vantagem da sua criação muito tempo com o ritmo a que estão a crescer os outros.
    Cá por mim e pelo sim pelo não acho que deviamos apostar nos PALOPs em força e aproveitar a Venezuela.

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