CONTRA TUDO E TODOS
A mobilização dos professores foi crescendo dia após dia.
O Governo não percebeu este efeito bola de neve.
Os 100 mil professores deixaram com esta Marcha uma impressionante e pouco habitual prova de força.
José Sócrates não pode assobiar para o lado.
O Presidente da República não deve ficar indiferente quando 1% da população nacional participa num protesto sectorial.
Aguardemos os próximos episódios.
Os responsáveis devem procurar establecer consensos.
As reformas na Educação não podem ser feitas contra tudo e contra todos.
Alguém viu o Primeiro-Ministro? Onde anda?
Será que não vai comentar a manifestação.
09 de Março de 2008 pelas 16:50
Arquivado em: Política

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1. Zé da Póvoa | 10 de Março de 2008 pelas 09:02
O Sr. 1º. ministro já falou - e muito bem - declarando que o Governo não actua em função de quem faz mais barulho na rua.
Como é referido pelo autor, os manifestantes seriam cerca de 1% da população nacional, mesmo considerando a quantidade enorme de professores por afinidade, familiares e manifestantes profissionais da Intersindical, pelo que resta “apenas” 99% da população que terá uma palavra a dizer.
E não estou a ver que trabalhadores que tem que dar no duro, todos oa dias, cumprir horários, evitar faltar por “dá cá aquela palha”, são avaliados pelo seu desempenho e ganham mal, vão prestar apoio a uma corporação que tão sòmente quer conservar privilégios.
2. Pinto de Sousa | 10 de Março de 2008 pelas 17:08
Este Senhor Zé da Póvoa é, definitivamente, alguém que quer agradar ao poder instituído!
Provavelmente terá os seus objectivos…
Escreve sem um mínimo de conhecimento de causa e refugia-se no anonimato para proferir todas estas aberrações.
De uma vez por todas, identifique-se!…
Eu estive na marcha, sou simpatizante (ou era!) do PS, não sou da Intersindical e, por isso, penso que em Democracia todos temos o direito à indignação. Aliás, o “seu” Dr. Mário Soares, foi a personalidade que lançou este repto à sociedade: O DIREITO À INDIGNAÇÃO.
Quanto ao 1º ministro declarar que o “Governo não actua em função de quem faz mais barulho na rua”, em relação ao ministro da saúde isso não aconteceu!..
Vamos aguardar…
Cumprimentos.
3. Zé da Póvoa | 11 de Março de 2008 pelas 13:43
Devo dizer ao Sr.Pinto de Sousa (não será Luis Filipe Santana?) que, ao contrário do que insinua, não sou nenhum “boy” que espera ansiosamente que o partido o chame para ocupar um bom “job”, daqueles que podem ser ocupados por qualquer ignorante, mas que rende bastante no final do mês.
A minha vida profissional tem sido sempre em empresas privadas e julgo que será sempre assim, até porque já não sou nenhuma criança para andar a saltar de emprego e não me queixo da minha situação actual.
Como pai e encarregado de educação há mais de 20 anos, sempre activo, sei quais são os “cancros” do ensino e os professores são um deles. Pontualidade, assiduidade, responsabilidade, competência não são atributos de todos os professores, apenas de alguns. Se aquilo que defendo para o ensino se aproxima do que defende o Governo, tanto melhor, estou em boa companhia . Depois de 30 anos de roda livre foi bom ter aparecido esta Srª.Ministra que não se aterroriza com as campanhas da Fenprof/PCP. OSr.s do PSD têm obrigação de conhecer melhor as opiniões da altas figuras do seu partido, a começar por Cavaco, por Manuela Ferreira Leite e outros . De outro modo, os vossos “jobs” não chegarão em 2.009.
Para combater a ignorância de alguns, aviso que o autor do Blogue pode identificar qualquer um dos participantes, não só pelo email como também pelo ID .
4. José Resende | 11 de Março de 2008 pelas 18:50
Oh senhor Zé da Póvoa, será que sabe do que está a falar? Ou fala só para pensar que está vivo?
Como se esconde atrás do anonimato poderemos pensar tudo…
Olhe, eu sou professor há 27 anos e nunca me senti tão revoltado, tão indignado e… tão mal tratado. Ao fim de tantos anos não merecia de todo aquilo por que estou a passar.
Saiba o senhor que os professores, tal como muitos trabalhadores de outros sectores, também “têm que dar no duro, todos os dias, cumprir horários, evitar faltar por “dá cá aquela palha”, são avaliados pelo seu desempenho e ganham mal”. Pode não acreditar mas há professores que, em início de carreira, não ganham nem para as despesas de deslocação (eu fui um deles). E também são constantemente avaliados pelos seus alunos, pelos pais e pela sociedade. E já agora devo dizer-lhe que este modelo de avaliação é tão justo que, se fosse para a frente, ia fazer com que eu, professor de Educação Musical, fosse avaliado por um professor de Educação Física com menos tempo de serviço do que eu e com muito menos cargos desempenhados ao longo de toda a carreira. E o que acha ao facto de, na minha escola, os professores de Francês serem avaliados por um professor de Inglês? Acha que esta avaliação proposta pelos seus “amigos” é séria?
Por favor, antes de emitir comentários, procure informar-se com quem realmente vive estas questões.
5. Pinto de Sousa | 11 de Março de 2008 pelas 21:58
Para que o Sr. “Zé da Póvoa” fique devidamente esclarecido informo-o que não tenho qualquer problema em referir a minha identificação: Manuel Pinto de Sousa, professor do quadro há mais de 37anos..
Qual o motivo para se identificar desta forma? Quer esconder alguma coisa ou será uma atitude de cobardia?
Quanto à identificação dos participantes por parte do autor do blogue, isso é “conversa”! Quem me garante que o email seja verdadeiro?
Não pretendendo continuar com mais comentários, permita-me, no entanto, referir o seguinte:
Quando fala da falta de pontualidade, assiduidade, responsabilidade e competência por parte dos professores é curioso verificar que o seu primeiro comentário foi elaborado às 09.02 horas do dia 10 de Março de 2008!
Parece-me que a esta hora era suposto estar a trabalhar e não a “espreitar” os blogues!
Não é assim?
Na minha actividade profissional, quando estou em aulas, não posso fazer o que o Sr. fez.
Já agora e uma vez que é pai e encarregado de educação há mais de 20 anos, por favor diga-me:Os professores nada “deram” ao(s) seu(s) educando(s)?
Não seja injusto. Há bons e maus profissionais em todas as actividades. Será que na sua são todos bons?
Mas fiquemos por aqui…
6. Zé da Póvoa | 12 de Março de 2008 pelas 00:05
Saiba Sr. Resende que sei muito bem do que estou a falar e mantenho tudo o que disse, aliás poderia mesmo acrescentar muito mais, mas não vale a pena estar a bater no ceguinho!
Pelo que me apercebo, diz-se professor, mas não deve ser neste país.
Sou avaliado todos os anos pela minha chefia directa e é com o maior gosto que na sessão de avaliação emito a minha opinião sobre a nota atribuída. E sabe porquê? - Porque não tenho qualquer receio que a classificação seja fraca. Sei o que valho na minha actividade.
7. José Resende | 12 de Março de 2008 pelas 13:54
Sr. Zé da Póvoa, de facto o maior cego é aquele que não quer ver. E o Sr. não quer mesmo ver. Tal como o Sr. refere, também eu teria o maior gosto em ser avaliado: mas por alguém que, minimamente, perceba aquilo que está a avaliar. E um professor de Educação Física não se pode pronunciar, por exemplo, sobre a minha competência e domínio das questões científico-pedagógicas em Educação Musical (como o guião da avaliação explicita). Mas há mais: sabe que o avaliador também é chamado a avaliar se as estratégias adoptadas na aula são ou não adequadas? Como é que pode avaliar se não percebe nada do assunto? E muito mais haveria para dizer. Mas como o Sr. não quer mesmo ver, não vale a pena. Gostaria no entanto de lhe garantir que EU QUERO SER AVALIADO (mas por alguém que saiba minimamente o que vai avaliar). Aliás, as melhores avaliações que tenho tido são aquelas que, muitíssimas vezes, os meus alunos expressam no final de cada ano lectivo. E para mim, essas são as que contam…
8. Silvia Cordeiro | 12 de Março de 2008 pelas 14:12
Para já o governo já começou a recuar.
Mas vai recuar ainda mais.
Porque manifestações com 100 mil pessoas doem.
E ter os professores todos do país (incluíndo a esposa do nº2 do PS) a contestar a avaliação doi muito mais.
Agora é que vamos ver a firmeza de Sócrates.
9. Zé da Póvoa | 12 de Março de 2008 pelas 14:31
Sr.Pinto de Sousa
Não pretendo alimentar a polémica. Eu tenho a minha opinião e o Sr. tem a sua.
Acho grave essa insinuação sobre o meu horário pela mentalidade pidesca que ele revela. Então acha o Sr. que se diz professor (não será professor por afinidade como largos milhares que foram no sábado a Lisboa?) que, neste país, todas as actividades abrem às 09H00 da manhã? Tem obrigação de conhecer melhor a realidade. De resto, sem grande margem de erro, devo dizer-lhe que trabalho o dobro das horas que o Sr.trabalha por semana. Com a agravante que estou sujeito a avaliação sobre pontualidade, assiduidade, faltas,. etc. coisas de que o Sr. e muitos como o Sr. querem fugir a sete pés.
10. Silvia Cordeiro | 12 de Março de 2008 pelas 17:46
Estou a gostar muito desta troca de galhardetes.
Acho muita piada sobretudo porque um dos lados é o Zé da Póvoa, uma figura impoluta que ainda por cima está do lado dos bons.
É de pesoas destas que o país precisa. O país e o Partido Socialista.
11. Silvia Cordeiro | 12 de Março de 2008 pelas 17:49
Esqueci-me de dizer no comentário anterior que tenho 90% de certeza de que a empresa para qual trabalha o Zé da Póvoa é o Partido Socialista.
O seu trabalho é passar o dia a ser a “voz do dono” neste e noutros blogs. E, naturalmente, a sua avaliação é feita de acordo com a quantidade e qualidade de comentários feitos em defesa do chefe.
12. Manuel da Costa | 12 de Março de 2008 pelas 21:38
Contra factos, não há argumentos.
13. Novo e Seminovo | 12 de Março de 2008 pelas 22:30
Os professores não teem razão nenhuma…são é muitos. Num país com 3 milhões de pessoas a trabalhar, 1 milhão na função pública (inúteis prás contas), e cerca de 800.000 na educação ou ligados a ela…estou enganado??? (penso que se inclui o privado nesta última estatística), inconsciente seria o Governo, ainda mais um Governo com características socias, se não tentasse melhorar essa desigualdades. E pegando num argumento ou outro, não poderia muito bem um professor de Ed. Fisica marcar de cruz se aulas ou exames tinham sido cumpridos?
Vendo a coisa numa perspectiva menos socialista e do lado de quem não é professor (passo a ironia), a nossa não avaliação traduz-se em prejuízo na firma…
Srs. Professores, porque não se calam?
14. Zé da Póvoa | 13 de Março de 2008 pelas 08:56
E eu tenho 100% de certeza que a Silvia Cordeiro é uma “girl” que espera desesperada por um “job” daqueles mais ambicionados por incapazes e i ncompetentes .
Mas o melhor é esperar sentada porque com Menezes o povo português não vai votar no suicídio colectivo.
15. Silvia Cordeiro | 13 de Março de 2008 pelas 17:02
Se o Zé da Póvoa ler com atenção todos os meus comentários sabe com certeza duas coisas:
1º - sou social democrata (com orgulho)
2º - não gosto de Menezes e da sua gente
Acresce a isso que o Estado nunca me poderá proporcionar melhor emprego que o meu (não em termos financeiros mas no que diz respeito à realização profissional) até porque, meu caro amigo, o meu patrão sou eu própria.
Apesar da minha filiação (sim tenho cartão) nunca me inibi de ter opinião própria e por muito que lhe custe vir aqui contestá-lo, pode sempre contar com isso.
16. Zé da Póvoa | 13 de Março de 2008 pelas 19:09
Sílvia Cordeiro,
Compreendo agora melhor o seu insulto à minha pessoa “voz do dono” e recomendo-lhe, por isso, que faça psicanálise. É que sofre de um fenómeno que é despejar sobre os outros aquilo que faz e lhe pesa na consciência.
Por respeito ao autor do blogue não lhe dou a resposta que efectivamente merecia.
17. Alberto Marques - Águeda | 13 de Março de 2008 pelas 19:10
Cada hora que passa me identifico mais com a Sílvia Cordeiro. Subscrevo todos os seus posts desta longa “série”. Desde a caracterização do sr. Zé da Póvoa (que mantém o anonimato…), à militância social-democrata, passando pela aversão a Menezes e, sublinho particularmente, “a sua gente”.
Quando o PSD acordar deste pesadelo, os “Zés da Póvoa” deste país irão rodar as suas velas, colocando-se a favor dos ventos que aí vierem… É típico…
Já agora, aguardo, ansioso, pelo contributo do responsável por este blog para a recuperação do PSD…
18. Jorge Melo | 14 de Março de 2008 pelas 09:07
Fica aqui, a minha solidariedade e concordância com a Sílvia Cordeiro.
19. Silvia Cordeiro | 14 de Março de 2008 pelas 10:38
Ainda não tinha pensado na psicanálise mas prometo-lhe que vou pensar nisso.
Mas desconfio que o divã não me vai abalar as convicções.
Mas pode ajudar-me a tolerar melhor os novos profissionais da comunicação política pagos pelo dinheiro de todos nós como parece ser o seu caso.
20. Mariana Castro | 14 de Março de 2008 pelas 10:54
Ainda não sei se os professores têm ou não razão deste diferendo com o Governo nem estou muito preocupada com isso.
Mas não posso deixar de manifestar a minha indignação por usarem a minha filha na sua causa. Por estes dias a minha filha chegou a casa com o habitual jornal escolar para vender pelos vizinhos e familiares e no mesmo havia um longo artigo de protesto dos professores à avaliação.
O jornal escolar é uma actividade importante quer em termos pedagógicos quer em termos de financiamento das actividades da escola mas acho inadmissível que os docentes o usem para propagar a sua luta. É vergonhoso!
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