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JUSTIÇA DE LUXO

O Ministério da Justiça comprou carros novos.
É manchete do DN de hoje.
O Orçamento de Estado restringe a compra de carros novos.
Não vou criticar a compra, pois acredito que eram necessários para um melhor desempenho do Ministério, agora é preocupante é ter existido esta fuga de informação.
Algo vai mal no reino da Justiça.
Já cheira a remodelação, fugas & intrigalhada.
P.S. Poupem os carros.

13 de Novembro de 2007 pelas 16:37

Arquivado em: Política

4 comentários Adicionar agora

  • 1. José Sousa  |  13 de Novembro de 2007 pelas 18:36

    Não critica a compra, quando o OE a restringe?
    Preocupa-o a fuga de informação?
    Não dá para entender…

  • 2. Zé da Póvoa  |  14 de Novembro de 2007 pelas 18:34

    Esta também não consigo entender. Não critica a compra? Então a moralidade não é para todos? Os carros substituídos também eram carros topo de gama e eram de 2003. Se fosse feito um pequeno sacrifício e aguentassem esses carros mais 4 anos (se quisessem aguentavam perfeitamente), então o investimento não podia ser desviado, por exemplo, para comprar 6 ambulâncias?
    Quer-me parecer que há quem esteja a pensar em ocupar lugares ministeriais e, à distância, já esteja a prenunciar uma situação idêntica em que possa ter um pó-pó novo!

  • 3. Helder Simões  |  16 de Novembro de 2007 pelas 02:25

    Em tempo de contenção este tipo de despesas são por norma objecto de muita critica demagógica mesmo que os fundamentos da compra se justifiquem, o cidadão comum vem sempre com a teoria, alimentada pela comunicação social que apenas quer mostrar o lado negativo da questão.
    Importa perceber se estamos perante uma necessidade com vista à prossecução da actividade do Ministério e Sec. Estado em causa. Essa deve ser a questão de fundo e, manifestamente, pelos dados que vieram a público, não vislumbro qualquer justificação plausível para esta aquisição.
    De igual modo, o que me preocupa não são tanto estas viaturas para governantes de topo na hierarquia, mas sim muitas outras situações que não são escrutinadas pelo público de gestores e chefias intermédias que ao longo dos anos se foram instalando na Administração Pública, que ninguém conhece, nunca são responsabilizados nem técnica nem politicamente, e que muitas vezes gerem mal os nossos impostos…

  • 4. José Gomes  |  18 de Novembro de 2007 pelas 20:51

    Fico perplexo como ficou preocupado pela fuga de informação e não com a essência do problema.
    Há dias, um familiar meu a trabalhar numa empresa que exporta para a Alemanha recebeu a visita de um potencial cliente, também alemão, que se deslocava pela 1ª vez a Portugal. Comentava como ficou impresionado com a quantidade de carros topo de gama, em particular das marcas Audi,BMW e Mercdes que circulavam aqui. E teve esta expressão - afinal o vosso País tem um nível de vida já muito elevado. Em resposta, o meu familiar disse-lhe - está enganado, nós somos um País “faz de conta”. É isso mesmo!

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