TÃO PERTO E TÃO LONGE
Defendo a descentralização.
Infelizmente o nosso país está cada vez mais centralista.
O presidente da Unicer (sede no Porto) já falou sobre as dificuldades que sente, pois muitas das suas decisões são tomadas em Lisboa.
É aqui que começa o problema.
Tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Dos horários dos aviões é melhor não falar.
Os comboios melhoraram, mas ainda estão longe de satisfazer as necessidades.
A maioria dos portugueses opta pelo automóvel.
Hoje ir do Porto a Lisboa pela auto-estrada é um autêntico martírio.
Obras e mais obras a complicarem e a tornarem menos segura e mais perigosa esta via de comunicação.
Logo no início da viagem, entre a Feira e Estarreja temos a primeira dificuldade. A segunda é mais a baixo um bocadinho, na zona de Oliveira do Bairro. Não dá para descansar porque entre Coimbra e Condeixa há mais obras. Quando pensamos que as mesmas já terminaram eis que somos surpreendidos porque entre o Km 70 e o Km 94 - Torres Novas/ Santarém - temos mais obras.
Estamos quase a chegar a Lisboa, depois de várias pargens motivadas pelas obras e quando vamos pagar a portagem não temos desconto nem um simples pedido de desculpa.
Como disse no início tão perto e tão longe.
Se as obras servem para melhorar a circulação julgo importante que quando as mesmas prejudicam os utentes, deviam os mesmos ter um desconto.
10 de Novembro de 2007 pelas 12:07
Arquivado em: Política

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1. fernando tavares | 10 de Novembro de 2007 pelas 15:13
Concordo a frio, com com o seu ponto de vista.Mas….
Há um contracto com o Estado Português que obriga a concessionária a determindas obrigações de manutenção de pavimento por exemplo, alargamento quando em determinado troço exceder um nº pré-establecido de veículos etc, etc.
Ora a concessionária para satisfazer estes presupostos tem de fazer as intervenções com que se comprometeu, evitando e o Sr. será testemunha disso, evitando como dizia, causar o mínimo de transtorno ao cliente.
É efectivamente um facto o abrandamento na velocidade de marcha, tradicional e exactamente para não prejudicar o cliente é que os troços em obra não podem exceder 10 km.
Gostaria de lhe chamar à atenção que o lanço Estarreja Feira ,que está neste momento a ser intervencionado, se reparar 8 km antes de Estarreja ou 8 km depois de Estarreja, dependendo do sentido Norte/ Sul ou Sul /Norte, “não tem obras” pois como não é possível exceder os 10 km, ficará para uma segunda fase o restante que falta para encerrar aí sim o lanço Estarreja/Feira.
Quanto aos descontos de portagem eventualmente a serem deduzidos pelos factos expostos lembro, que se trata de um assunto que diz respeito ao Governo e Assembleia da República e nunca à concessionária.
Julgo ser pertinente recordar, as longas obras (em tempo) no Caminho de Ferro (linha Norte )que lá continuam naturalmente, obrigando o Alfa pendular passar dos seus 140km para os 50km e no entanto o bilhete não é mais barato por esse facto.
Com os meu melhores cumprimentos,
ftavares
2. José Sousa | 10 de Novembro de 2007 pelas 22:19
Foi pena que os governos a que pertenceu não tivessem tomado medidas no sentido de ir ao encontro dos seus desejos, porque nessa altura já havia obras na auto-estrada…
3. PAULO MATOS | 12 de Novembro de 2007 pelas 21:04
É preciso lembrar ao José Sousa que o bloguer não foi ministro das estradas mas secretário de estado do desporto !
4. José Sousa | 13 de Novembro de 2007 pelas 11:26
Caro Paulo Matos
No comentário que fiz referi-me aos governos a que pertenceu o bloguer e não propriamente ao bloguer.
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