PROMETE …
A proposta do Governo de Orçamento de Estado para 2008 foi hoje aprovada na generalidade com os votos da maioria parlamentar do PS.
PSD, PCP, CDS-PP, BE e Verdes votaram contra.
Os deputados do PS Madeira tiveram medo de se abster, contrariando as indicações do PS Madeira.
Agora vamos ter o trabalho de especialidade, para voltar a votar em 22 e 23 de Novembro.
Existem algumas perguntas que não tiveram resposta e na minha opinião deviam ter:
- É necessário que o governo clarifique a sua política fiscal. Baixar os impostos?
Quando? Quais? Como?
Será perto das eleições?
Precisa o Governo de ser claro, pois estas são questões muito importantes para a nossa economia.
No encerramento do debate, o Ministro da Presidência falou muito tempo do PSD e de Pedro Santana Lopes.
Falou mais do PSD do que Orçamento, não bate a bota com a perdigota, pois se por um lado tentam desvalorizar o líder parlamentar do PSD por outro esgotam o seu tempo regimental a falar dele.
Pedro Santana Lopes gracejou no final do debate que "não merecia" tanta atenção por parte do Governo.
Quem não merecia um Orçamento tão mau eram os portugueses.
Isto promete.
08 de Novembro de 2007 pelas 15:53
Arquivado em: Política

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1. Zé da Póvoa | 08 de Novembro de 2007 pelas 17:46
Não tenho qualquer filiação partidária, nunca pertenci a nenhuma jota, nem ando à procura de emprego. Por isso não tenho problemas em concordar com a análise feita sobre o orçamento 2008. Apesar de ser feita numa óptica partidária, não deixa de ser legítima.
Agora, quem chamou à colação os assuntos de há 3 anos atrás, foi o próprio Santana Lopes que inclusivé passou todo o seu tempo a tenter justificar-se e até se esqueceu de fazer as perguntas que levava escritas sobre o Orçamento 2008. E na sessão de ontem fez perguntas e de imediato retirou-se sem ter oportunidade de ouvir as respostas. Eu, pessoalmente, até acho que a AR não merece o nosso respeito, mas PSL tem outras obrigações.
2. Paulo Oliveira | 08 de Novembro de 2007 pelas 22:28
Na noite das eleições internas do PSD a seguir à surpresa da vitória de Luís Filipe Menezes a questão principal passou a ser quem iria ser o líder parlamentar do PSD. Um “tabu” que durou algum tempo e atravessou o próprio congresso sendo decidido apenas uns dias depois.
Voltando à noite eleitoral do PSD. Ricardo Costa, que uns dias antes tinha defendido acerrimamente a postura da SIC Notícias quando esta interrompeu uma entrevista ao ex-primeiro ministro para acompanhar a chegada de Mourinho ao aeroporto, vaticinou nos comentários que fez que se Santana Lopes fosse escolhido para líder parlamentar isso seria a melhor coisa que poderia acontecer a Sócrates. E deu logo ali a receita: bastava o governo organizar um dossier sobre o percurso de Santana Lopes para arrasar completamente com ele.
E parece que de facto o governo resolveu seguir à risca as orientações de Ricardo Costa (agora mais à vontade para falar bem do governo porque o irmão já lá não está).
Sócrates passou o tempo a falar do passado de Santana e o Ministro da Presidência seguiu o guião previamente preparado.
Não me parece que fosse possível outro desfecho no debate parlamentar que não o da “vitória” de Sócrates. Mas também não me parece que os portugueses tenham paciência nos próximos debates para ver a mesma fita e, nessa altura, vamos perceber que espaço resta a Santana Lopes para brilhar e ofuscar o Primeiro Ministro.
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