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SANTANA FEZ BEM

Santana Lopes deixou, ontem à noite, a SIC Notícias a meio da emissão.
Não gostou de ter sido interrompido, para ser transmitida a chegada em directo de José Mourinho ao Aeroporto da Portela.
Conheço o apreço, estima e consideração que Santana Lopes tem por José Mourinho, logo esta atitude nada tem a ver com o treinador, mas sim com os critérios editoriais da SIC.
Na minha opinião não esteve bem a SIC, pois trata-se de um ex-primeiro-ministro e afinal era só a chegada de José Mourinho e não nenhuma declaração do treinador.
A decisão de Santana Lopes vai ser criticada pelos jornalistas e pelos fazedores de opinião, mas fez muito bem ao abandonar a entrevista.
Espero que a SIC-Notícias não deixe de convidar Santana Lopes para futuras entrevistas. 

27 de Setembro de 2007 pelas 11:54

Arquivado em: Política

12 comentários Adicionar agora

  • 1. Silvia Cordeiro  |  27 de Setembro de 2007 pelas 12:34

    Quem me conhece sabe que aprecio no Dr. Santana Lopes mais aquilo que diz do que aquilo que faz. Uma opinião que saiu reforçada com a sua passagem como primeiro ministro no último governo do PSD.
    Dito isto não posso deixar de lamentar profundamente a atitude da SIC Noticias com o que fez ontem.

  • 2. Carlos Costa  |  27 de Setembro de 2007 pelas 13:58

    Estranho sobretudo a atitude da SIC ao não reconhecer o erro em que incorreu.
    Uma interrupção de uma entrevista justifica-se com um atentado terrorista, com um acidente terrível, com uma declaração ao país de alguém importante sobre um assunto importante mas nunca com a chegada de Mourinho ao aeroporto. A menos que ele estivesse a chegar de Marte o que não foi o caso.
    A arrogância do comunicado da SIC demonstra uma prepotência incrível de quem está habituado (e gosta) apenas a ouvir-se a si próprio.

  • 3. Indio da Amazónia  |  27 de Setembro de 2007 pelas 14:11

    Santana Lopes está a fazer o jogo de Luís Filipe Meneses.
    O PSD tem regras, tem regulamentos que têm que ser cumpridos e o que Meneses está a fazer é criar,de forma terrorista, um ambiente hostil a Mendes para mostrar que a vitória que vai ter nas urnas é fruto de manobras.
    Ainda ontem à noite, num acto de demagogia gritado ao som da banda sonora da Guerra das Estrelas, Meneses falava da existência 200 militantes numa reserva da Amazónia. Facto já desmentido hoje pelo secretário-geral do Partido e que a imprensa quase ignorou.
    O PSD não precisa de um líder mentiroso. E Luís Filipe Meneses é mentiroso.

  • 4. Jorge Melo  |  27 de Setembro de 2007 pelas 17:24

    Santana Lopes fez o que tinha de ser feito. Não acredito que esteja a fazer jogo de alguém. Acho que ele já aprendeu a não entrar em jogos idealizados/pensados por alguém! Quando o fez deu-se muito mal! Se Santana Lopes tivesse seguido a sua intuição, o seu pensamento, fosse menos amigo do seu amigo, hoje, o partido, o país estava concerteza, bem melhor.

  • 5. Helder Simões  |  28 de Setembro de 2007 pelas 02:18

    Não tomo partido na guerra que existe no PSD e que vai deixar marcas profundas no partido e até no sistema democrático pois cada vez mais as pessoas deixam de acreditar nos partidos. Mas aquilo que aconteceu com o ex-Primeiro Ministro na SIC Notícias é vergonhoso para o canal de televisão. Sou fã do Mourinho, mas nem que fosse o momento da assinatura de um novo contrato com um grande clube justificava tal interrupção.
    Raramente concordo com Santana Lopes, mas neste caso, estou completamente de acordo.

  • 6. LMF  |  28 de Setembro de 2007 pelas 09:47

    Onde estiveste Jorge Melo entre Julho de 2004 e Março de 2005?
    Só pode ter sido no mundo da lua para falares assim com tanta reverência de Santana Flopes.
    Para as coisas terem corrido melhor não era preciso que Santana tivesse sido amigo do seu amigo mas sim amigo dos portugueses. Hoje o país estaria melhor concerteza.

  • 7. PSousa*Bancada Directa*  |  28 de Setembro de 2007 pelas 15:35

    Corraboro em inteiro com as suas palavras, pois tem de haver timing para tudo, e a imprensa por vezes perde esse bom senso…
    Infelizmente para política portuguesa, o PSD, tem se perdido em rodriguinhos mesquinhos, o que só comprova como está a política e políticos em Portugal, e igualmente como está a governação e o porquê…

    Abraço

  • 8. PEDRO FRANCO  |  29 de Setembro de 2007 pelas 17:25

    Tambem concordo em absoluto,conm a atitude de Santana Lopes,a Sic Notiçias não esteve nada bem ,e pior ainda ficou com aquele comunicado arrogante que teve,mau ,muito mau.

  • 9. Gilberto ferreira  |  01 de Outubro de 2007 pelas 09:41

    HOME

    29/9/07

    Santana Lopes Desapareceu em Combate

    O homem na sua pose de estadista diletante, provavelmente inspirado no Rei Lear de Shakespeare, entendeu que não podia ser interrompido por um reles treinador de futebol, precisamente no momento em que proferia altas lucubrações acerca da maior futebolada política de que há memória no país.
    Vai daí, ferido no seu ego de comentador de serviço, abandonou os estúdios da TV perante o ar embasbacado da jornalista. Com a sua retirada, Santana Lopes acabou por ganhar o protagonismo que merece, não por aparecer como é seu costume, mas precisamente por desaparecer. Foi o maior acto de magia política de que há memória em Portugal. Um político fez-se desaparecer em pleno estúdio de televisão, durante o telejornal. Santana Lopes desapareceu em combate.

    O jogo, enquanto luta e competição pela sobrevivência que é, está inscrito no código genético da humanidade, pelo que se expressa nas mais diversas actividades humanas. Se Santana luta pela sua sobrevivência política, a SIC luta pela sua sobrevivência económica. Assim sendo, a SIC decidiu que era muito mais do interesse dos telespectadores ver a chegada do José a Lisboa, do que assistirem à verbosidade do Pedro na televisão. Entretanto, Santana Lopes concluiu que a SIC não estava a travar um combate leal e resolveu desaparecer em combate.

    Salvo raras excepções, os políticos na sua infantilidade, têm brincado com o desporto. Nunca o levaram a sério. Para eles, o desporto não passa de um meio de que se servem quando lhes convém arregimentar as massas. E depois, salvo honrosas excepções, os dirigentes desportivos corrompidos com uma ou outra miserável condecoração desportiva, prestam-se olimpicamente a toda a espécie de favores. Felizmente, para gáudio da populaça, aos políticos, de vez em quando, arrebenta-lhes uma bomba relógio nas mãos. E desaparecem em combate. Santana Lopes, na passada quarta-feira, desapareceu em combate.

    Entretanto, tal como todo e qualquer treinador deve saber, e Mourinho já deu provas disso, a questão não está em ganhar ou perder. Como dizia Tony D’Amato, a questão está em saber se se ganhou ou perdeu como um homem.
    Assim, também todo e qualquer político devia ter em atenção de que no jogo que é a política, em cada dia que passa, ele vai ganhar ou perder. O que fica por saber, é se o vai fazer como um homem. Na disputa com Mourinho, Santana perdeu sem honra e sem glória. E logo ele que foi presidente de um grande clube de futebol foi obrigado a desaparecer em combate.

    Hoje, na ausência de valores sociais que ao longo dos últimos trinta anos os dirigentes se têm encarregue de deixar destruir, o futebol está a ser elevado à categoria das causas mais sagradas que para as generalidade das massas acéfalas, conduzem o destino das nações. O Euro 2004 foi a prova provada do que afirmamos. Não passou de um jogo de aparências que o país, nos próximos anos, vai ter de continuar a pagar. Santana Lopes, sabe certamente isso, até porque toda a sua vida política, aos olhos dos cidadãos, sempre foi um jogo de aparências. Em conformidade, o Pedro devia também perceber que os “heróicos feitos” dos desportistas, fazem parte do complexo de emoções que, numa perspectiva transcendental, desencadeiam sentimentos de felicidade individual, de auto-estima colectiva ou de, entre outros, amor pelo clube, pela comunidade ou pela pátria honrada. É por esta dinâmica de poder de absorção e envolvimento do jogo que o futebol ganha cada vez mais poder e protagonismo, sobretudo quando se confronta com a cinzenta realidade da política. O que é facto é que, no quadro actual da sociedade portuguesa, o futebol e os seus ídolos têm muito mais peso social, do que a política e os seus ídolos. É triste? Claro que é, mas os grandes responsáveis não são os treinadores e muito menos José Mourinho. Bem pelo contrário. Os grandes responsáveis são os políticos que se têm encarregue de destruir a política. Por isso, de vez em quando, são obrigados a desaparecer em combate.

    Santana Lopes ao aceitar ir à televisão devia conhecer as regras. Devia saber que, de um momento para o outro, a triste mediocridade da política podia entrar em confronto com o brilho resplandecente do futebol. O Pedro, devia ter consciência desta realidade, porque ele é um dos grandes responsáveis por tudo aquilo que hoje a política na realidade é. A culpa não é do desporto e ainda menos do futebol. A culpa é do estado miserável a que os políticos deixaram chegar da política. E nesta lógica absolutamente estapafúrdia, o Pedro tem de reconhecer que o José fez mais pelo país e pelos portugueses em três anos no Chelsea, do que a generalidade dos dirigentes políticos portugueses, em mais de trinta anos de 25 de Abril. E como a SIC sabe desta realidade, mandou o Pedro às malvas e meteu o José no ar. E bem. Por nós, perante a desgraçada e vil miséria em que o país vegeta, gostámos de ver o homem chegar a Portugal. Significa para já, que este país não está inexoravelmente condenado à vitória dos medíocres. Eles têm de desaparecer em combate.

    Santana Lopes, é verdade, foi preterido por um reles treinador de futebol.
    Não se pode queixar. No futebol há luz, há alegria, há resultados, há luta, há apitos, há murros, socos e mentiras, há discussão, emoção e vida. Há futuro. Na política, hoje, não. Assim sendo, não era necessário chamar o Diabo para escolher. A escolha estava feita. Estava escrito nas estrelas, Santana Lopes havia de desaparecer em combate.

    Gustavo Pires

  • 10. Jorge Melo  |  01 de Outubro de 2007 pelas 10:43

    Ó Luís Miguel Ferreira, não vou entrar em apreciações lamentáveis como a tua, com falta de dignidade! Mas posso dizer que hoje o país poderia estar melhor se o companheiro Durão não nos tivesse abandonado! Ao partido e ao país! Este é que não foi amigo dos portugueses!
    Repito, porque não percebeste…”as coisas poderiam ter corrido melhor se Santana fosse menos amigo do seu amigo”. Mas trata-se apenas de um promenor sem importância.

  • 11. Eduardo Ferreira  |  01 de Outubro de 2007 pelas 13:19

    Parabéns pelo cronica que ja tinha lido no Norte Desportivo a propósito da decisão do Santana Lopes ter abandonado a entrevista na SIC aquando da chegada do José Mourinho de Inglaterra.. A Humildade não faz mal a ninguém…
    EF

  • 12. Pedro Neves  |  02 de Outubro de 2007 pelas 08:40

    É obvio que fez bem. No minimo, trata-se de uma questão de respeito, ou neste caso, de falta de respeito que não houve.

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