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MENSAGEM PARA DIGERIR

Cavaco Silva acaba de promulgar a Lei do Aborto. Ao mesmo tempo que promulga envia uma mensagem para a Assembleia da República.

Na minha opinião fica claro a discordância do Presidente da República relativamente à Lei. Respeitando a vontade manifestada no referendo Cavaco Silva promulgou a lei.

Espero agora que o governo saiba ler também esta mensagem pois nada fez para o consenso alargado pedido por aquele que mais tem feito pela cooperação estratégica em Portugal, ou seja Cavaco Silva.

10 de Abril de 2007 pelas 18:11

Arquivado em: Política

5 comentários Adicionar agora

  • 1. Silvia Cordeiro  |  10 de Abril de 2007 pelas 23:57

    Este comentário não tem a ver com este assunto mas não resisti a comentar quase em directo o debate da SIC Noticias sobre o «Silêncio de Sócrates» e cheguei à conclusão de que a grande maioria dos directores dos orgãos de comunicação social ali presentes continuam com “medo” do poder.
    Houve duas excepções: José Manuel Ferndes e Francisco Sarsfiel Cabral. Todos os outros tiveram uma grande preocupação em dar uma no cravo e outra na ferradura.
    João Marcelino nem sequer procurou esse meio termo e passou todo o programa a aligeirar as culpas da central de informação do governo idealizada por José Sócrates.

  • 2. Helder Simões  |  11 de Abril de 2007 pelas 02:22

    Se toda a esquerda votou favoravelmente a lei referendada e acresce a este número de deputados 21 eleitos pelo PSD, temos 70% dos deputados a favor da lei.
    Uma pergunta só: o que seria um consenso alargado? Aquele que fosse de encontro ao seu voto? Se para rever a constituição 2/3 é o necessário por se entender que estamos perante uma maioria alargada porque não nesta matéria. Não esperemos unanimismos.

  • 3. Joaquim Santos  |  11 de Abril de 2007 pelas 08:49

    Admiro o jornalista Ricardo Costa pela sua independência apesar de ser irmão do ministro. Mas acho-o patético quando cai na tentação de mostrar que sabe muito da intimidade do governo. Porque mesmo que não seja o irmão que lhe conta o que se passa é isso que toda a gente pensa que acontece.

  • 4. Paulo Oliveira  |  11 de Abril de 2007 pelas 17:40

    Acho que Cavaco Silva não tinha alternativa.
    No entanto acho que faz bem mandar o recado apesar do mesmo não representar mais do que um descargo de consciência do Presidente porque ninguém lhe vai ligar nenhuma.
    O comportamento dos deputados e sobretudo de quem elaborou a lei vai de encontro ao mais profundo desrespeito pela vida humana ao não aceitarem que se tentasse dissuadir as mulheres de abortar. Não percebo essa postura até porque andou tudo na campanha eleitoral a dizer que era contra o aborto.
    Ora se as pessoas são contra o aborto têm que combater as causas do mesmo. Se uma mãe quer abortar porque não tem condições finaceiras para susutentar o filho é crime ou ilegitimo sugerir-lhe que tenha o filho e o dê para adopção após o nascimento?
    É crime ou ilegitimo que se lhe apontem alternativas nomeadamente ao nível de apoio social e psicológico para que possa gerar e dar à luz um ser humano?
    Este é, na minha opinião, um caso claro de falta de valores com os quais não concordo e contra os quais lutarei sempre.

  • 5. Alberto Marques - Águeda  |  17 de Abril de 2007 pelas 13:19

    Acho que o Prof. Cavaco Silva se rendeu ao “síndroma da reeleição”, ie, um presidente que tenha pretensões à reeleição não “levanta ondas” no primeiro mandato, não atrapalhando e colando-se ao poder, seja este de quem for. Só no segundo mandato se vislumbram as decisões um pouco mais ousadas e em consciência… Custa-me assistir ao desbaratar do capital de credibilidade de Cavaco Silva. Os elogios mais ou menos envergonhados à governação socialista, o comentário tímido da promulgação da lei do aborto, o silêncio perante as “trapalhadas” deste governo (ainda alguém se recorda das trapalhadas do governo PSL?), toda a sua postura assenta nesta corrente “mainstream” que todos os presidentes, excepto Eanes, foram seguindo… E é se querem ser reeleitos…

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