O REFERENDO
No país: Sim 59% e o Não 41%.
O referendo ao Aborto teve uma participação superior à anterior consulta sobre a mesma matéria.
A razão deste aumento, na minha opinião deve-se fundamentalmente à ausência de políticas activas de planeamento familiar, educação sexual nas escolas e nas medidas de incentivo e protecção à natalidade.
Chegados aqui importa agora acautelar um conjunto de medidas para a aplicabilidade da legislação que vier a ser aprovada na Assembleia da República.
O Eng. Sócrates não vai poder esquecer os 40% dos portugueses que votaram não. Não pode, não quer e não vai.
Relativamente ao futuro importa ter um amplo consenso na nova lei.
No distrito de Aveiro o Sim teve 44,6% e o Não 55,4%:
O Não venceu em Albegaria-a-Velha, Arouca , Castelo de Paiva, Estarreeja, Feira , Ílhavo, Murtosa, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sever Vouga, Vagos e Vale de Cambra. Por sua vez o Sim venceu em Aveiro, Águeda , Anadia, Espinho, Ovar, S.J.Madeira e Mealhada.
Em Oliveira de Azeméis os resultados foram muito diferentes dos nacionais: Sim 39,05% e Não 60,95%.
Numa passagem pelas 19 freguesias o Sim só levou a melhor em três freguesias: O. Azeméis, Santiago Riba Ul e S. Roque.
Este referendo não pode ser considerado o fim da linha, mas sim o ponto de partida para as alterações legislativas que necessitam de ser implementadas.
Ponderação, responsabilidade e bom-senso: aqui fica o meu pedido.
12 de Fevereiro de 2007 pelas 15:51
Arquivado em: Política

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1. Emanuel Rodrigues | 12 de Fevereiro de 2007 pelas 16:10
Em Oliveira de Azeméis, as três freguesia socialistas…
2. master | 12 de Fevereiro de 2007 pelas 16:18
Emanuel Rodrigues és um pseudo-analista.
Tanto quanto sei apenas duas são socialistas.
Apenas quem tem palas pode direcionar este referendo para a questão partidária.
3. José Sousa | 12 de Fevereiro de 2007 pelas 18:22
Não entendo o que pretende demonstrar com as percentagens apresentadas. O certo é que o SIM ganhou. Ou acha que em Aveiro e, em especial, Oliveira de Azeméis, por ter ganho o NÃO a lei “com ponderação, responsabilidade e bom senso”, como pede, não deve ser aplicada?
É necessário saber aceitar os resultados. Costuma ser assim em Democracia.
Com tanto “choradinho” só falta dizer que o sismo sentido hoje em Portugal é consequência da “ira Divina” pelo resultado do referendo. Provavelmente nos locais onde o NÃO ganhou já muita gente pensou nisso … ou alguém se encarregará de tentar ligar estes dois fenómenos.
4. Pinto de Sousa | 12 de Fevereiro de 2007 pelas 22:16
Correu mal, Emanuel!…
Então consideras que a freguesia de Oliveira de Azeméis é socialista?
De facto só alguém mal informado ou mal intencionado pode tirar este tipo de ilação (questão partidária).
Aconselho-te a ponderar muito bem as opiniões que emites. Caso contrário, os riscos que corres são elevados e não há necessidade!…
Abraço
5. Nuno Pires | 13 de Fevereiro de 2007 pelas 00:31
Pela primeira vez tomo a liberdade de participar neste forum, desde já os meus cumprimentos a todos.
Participei para vos deixar a minha leitura dos resultados eleitorais deste Referendo.
Ontem quando fazia o meu Zapping pelas televiões Portuguesas fiquei um pouco baralhado.
Todos gritavam vitória, e de facto foi um pouco assim.
Por um lado tinhamos o Eng. Socrates Primeiro-Ministro de Portugal e Secretário Geral do Partido Socialista a vencer á esquerda, ao evitar que a própria lei fosse aprovada na Assembleia da Républica, ( assumindo a responsabilidade de promolgar uma lei que de consenso não tem nada) obrigando a um novo referendo, que teve os resultados que conhecemos e fazendo com que esta tenha mesmo de passar pela AR. Por seu lado o Partido Social Democrata não tomando uma posição concreta dando liberdade a todos os militantes para votarem conforme a sua consciência tem a sua leitura dos resultados. Os movimentos cívicos do sim, festejavam a vitória os do não festejavam o facto do referendo não ser vinculativo, porque sinceramente eu acredito que muitos dos que não votaram pensariam que estariam a votar Não, tal como por exemplo o Dr. Francisco Louça afirmou em plena campanha eleitoral.
No entanto perante os valores de abstenção(56.39%), acho que esta questão passou muito ao lado de grande parte dos Portugueses que decidiram não se pronunciar sobre a matéria, facto que considero bastante preocupante apesar de serem valores aproximados dos restantes países europeus no que diz respeito a sufrágios de referendos.
Conclusão: apesar de não vinculativo, sempre vamos ter a nova lei, resta agora esperar e ver os resultados da mesma…
Saudações
6. Silvia Cordeiro | 13 de Fevereiro de 2007 pelas 02:25
Como ja tinha dito eu estava do outro lado da barricada. Estava do lado do SIM e fiquei satisfeita com o resultado.
E quero aqui manifestar, apesar de termos opiniões diferente, a forma civilizada como Hermínio Loureiro defendeu aquilo em que acredita. Sempre sem agredir quem tem opinião diferente da dele.
Ouvi durante a campanha do lado do NÂO as maiores barbaridades e as maiores atrocidades. Muita falta de espírito democrático imperou na discussão e por isso custa-me ver José Sousa - simpatizante do sim - arremessar com uma boa dose de falta de espirito democrático contra quem não pensa como ele: Razão tem quem diz que é mais difícil saber ganhar que saber perder!
7. Paulo Oliveira | 13 de Fevereiro de 2007 pelas 17:47
Fiquei profundamente triste com o resultado do Referendo.
Triste porque acho, de facto, que o resultado espelha um afastamento da sociedade portuguesa de principios e valores que considero importantes.
No entanto, e apesar de não ser vinculativo do ponto de vista legal, parece-me claro que há toda a legitimidade para se alterar a lei.
E parece-me também que temos motivos para acreditar que irá ser construída uma lei sensata e distante da posição radical de bloquistas e comunistas.
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