Tenho sido desafiado a dar a minha opinião sobre o referendo ao aborto no próximo dia 11 de Fevereiro.
Sempre que se aborda este tema, somos confrontados com exageros, do Sim e do Não. A demagogia instala-se de parte a parte e ocupa o lugar da moderação, seriedade e racionalidade que deve existir numa matéria com esta delicadeza e complexidade.
É verdade que existe um problema social e não vale a pena enterrar a cabeça na areia: - aborto clandestino.
Este flagelo tem que ser combatido com medidas fortes, educativas e sociais.
Mas também é verdade que, a protecção da natalidade, a educação sexual e o planeamento familiar não podem ficar só no papel ou serem permanentemente adiados.
Todos fazem muitas promessas e todos fazem muito pouco ou quase nada. Chegou a hora de uma atitude nova.
Quero também que fique bem claro: não sou favorável à pena de prisão para a mulher que decide abortar, antes ou depois das 10 semanas, não quero as mulheres nos tribunais e a legislação vai ter que ser alterada.
A desinformação sobre esta matéria é gritante.
A Lei actual já despenaliza o aborto nos casos de violação, perigo para
a saúde física e psíquica da mãe e doença grave ou malformação do feto.
A nossa sociedade precisa de valores e precisa de referências.
Esta não é uma questão de esquerda ou de direita, nem é do Partido A ou do Partido B, nem mesmo uma questão relacionada com a visão moderna da vida.
O aproveitamento político de alguns só descredibiliza o instrumento do referendo.
A liberdade também exige responsabilidade.
Despenalizar, sim.
Liberalizar, NÃO.
No próximo dia 11, a resposta à pergunta feita no referendo será: NÃO.
31 de January de 2007
Ontem vi na SIC-Notícias um debate sobre o referendo ao aborto. Não vou (para já) fazer considerações pessoais sobre o assunto em questão.
Gostei de ver o primeiro frente-a-frente de Rui Rio com José Pedro Aguiar Branco.
Prometem os próximos embates entre os dois presidentes da cidade do Porto.
31 de January de 2007
O Rali de Portugal volta a integrar o Campeonato do Mundo.O Algarve foi escolhido para centro de todas as operações. Segundo um estudo da Universidade do Algarve esta prova terá um impacto positivo de 27,6 milhões de euros na economia do Algarve.
Estão previstos 50,1 milhões de telespectadores que assistirão a imagens da prova, difundida para 200 países ao longo de 288 horas.
O Estádio do Algarve será o centro nevrálgico da prova, acolhendo o secretariado, o parque fechado, sala de imprensa, ponto de partida e chegada dos 4 dias de prova. A grande novidade é a super-especial que servirá de abertura e encerramento do Rali de Portugal. Esta super-especial vai levar a algumas obras de adaptação no estádio e vão decorrer no próximo mês e meio. Vai ter um novo relvado.
Hélder Martins, Presidente da Região de Turismo do Algarve e Carlos Barbosa Presidente do Automóvel Clube de Portugal merecem um agradecimento e reconhecimento pelo esforço que estão a fazer para que o nosso Rali volte a ser o "melhor do mundo".
Parabéns e (muita) boa sorte.
31 de January de 2007
José Sócrates elegeu a quarta maior economia do mundo como prioridade da diplomacia económica. Já está na China.
O Presidente chinês, Hu Jintao, partiu para um périplo por oito países africanos, entre os quais Moçambique, poucas horas antes de Sócrates chegar.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, receberá oficialmente o seu homólogo português:
Sócrates levou uma delegação ministerial de peso e ainda um conjunto significativo de empresários, onde estão naturalmente empresas de Aveiro e Oliveira de Azeméis.
Outro facto a salientar é a presença na internet. Depois de Cavaco Silva, José Sócrates também comunica com os portugueses sobre esta viagem através da Net.
Espero que esta visita seja um sucesso, mas hoje já ouvi o ministro da Economia dizer que o nosso país era bom porque tinha mão de obra barata, abaixo da média Europeia. Estou espantado com a estratégia, ou falta dela.
Já agora recordo o discurso de José Sócrates " Portugal não pode ser um país de mão de obra barata".
Sem (mais)comentários.
31 de January de 2007