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RUI VELOSO

Convidei o Rui Veloso para assistir ao Boavista-Sporting.
Para além do futebol, gostei de conversar com o Rui sobre alguns dos problemas e dificuldades de afirmação da música portuguesa. Percebi que ele tem vários projectos em carteira.
O futuro promete e vai trazer novidades em breve, para bem da música.
Percebi igualmente o estado de alma do Rui Veloso relativamente ao futebol, dando pistas e sugestões para levar mais "público" aos estádios, falando das questões éticas e da verdade desportiva.
Para a história ficam momentos simpáticos e : Boavista-1 Sporting-1.

30 de Janeiro de 2007 pelas 23:09

Arquivado em: Política

4 comentários Adicionar agora

  • 1. José Sousa  |  31 de Janeiro de 2007 pelas 00:14

    Espero que além de ter percebido “o estado de alma do Rui Veloso relativamente ao futebol” e, por ter falado “das questões éticas e da verdade desportiva”, possa aproveitar as “pistas e sugestões” para credibilizar o Futebol Nacional e, como tal, “levar mais público aos estádios”.
    É muito triste, sob todos os pontos de vista, ver os nossos estádios vazios.
    Mas ter futebol de sexta a segunda, com horas impróprias, com o frio, com os preços, com a má qualidade dos espectáculos, com transmissão directa na TV…é mais cómodo ficar em casa.

  • 2. Hugo Sequeira  |  31 de Janeiro de 2007 pelas 14:05

    Não é preciso ser nenhum entendido na matéria para perceber os porquês do afastamento do público dos estádios:
    - baixo nível competitivo: eu pergunto a quem é que interessará um aves - beira-mar? (sem querer ferir susceptibilidades aos adeptos dos clubes em questão)
    - questões éticas e verdade desportiva: não se resolva depressa e bem os apitos dourados do nosso futebol e vão ver o que resta!
    - horários imprórprios: enquanto “consumidor” (sim, porque sou daqueles maluquinhos que habitualmente me desloco ao estádio do meu clube) acho um acto de total falta de respeito marcarem jogos para uma 2ª feira às 19h15 como já aconteceu esta temporada
    - preços elevados: no ano passado soube que um bilhete para o Naval - Sporting (não sócios) era 40€. Num país onde um salário mínimo não chega a 400€ é no mínimo “gozar com o pagode”
    - 4/5 transmissões televisivas por jornada: para quê ir ao estádio gastar um monte de dinheiro se posso ter todo o futebol em casa por 25€/mês?
    - Excesso de protagonismo dos dirigentes vs defeito de protagonismo dos jogadores
    As causas, não são de facto difíceis de identificar, agora fazer alguma coisa para inverter este estado de coisas, isso é que eu gostava de ver!

  • 3. José Sousa  |  31 de Janeiro de 2007 pelas 22:22

    Li no jornal A Bola uma afirmação sua em que dizia “se temos dos melhores jogadores e treinadores do Mundo não há razão para não termos uma das melhores Ligas do Mundo”. Concordo consigo, embora verifique que se esqueceu dum pormenor muito importante - é que, infelizmente, temos muito maus dirigentes (dos piores dirigentes do Mundo) e isso inviabiliza todo o seu raciocínio.
    Pode ser que os nossos jogadores de excepção queiram vir a dirigir os clubes e nessa altura poderemos pensar em outros voos.

  • 4. Nunes Lopes  |  10 de Fevereiro de 2007 pelas 02:17

    O Rui, genial. Ajudado por Mister Carlos Tê. Dribla a guitarra como um craque, num país de grandes musicos mas com pouca assistência, pois somos poucos. A musica e o futebol estão em crise por falta de publico. Não porque não tenha vontade de participar, mas a oferta é muita e os clientes estão sem fundos.
    Pessoalmente, o futebol como espectáculo não me diz nada. E vou 4 vezes por semana ao estádio do Benfica, levar a filha a praticar natação e ginástica. Agora como a procura de espaço é muita tem de ir praticar fora do estadio, ginastica claro.Assim vaio desporto no nosso país. Fazem estádios monumentais e não há espaço para todas as modalidades desportivas. Por isso só gosto de futebol como desporto não como um jogo de interesses. Aplaudo sempre o que jogou melhor. Os dirigentes dos clubes continuam de mão estendida á espera que alguém lhes resolva os seu problemas de gestão. Os tempos mudaram e os clubes deveriam ser geridos como grandes empresas tendo em vista a concorrência e o markting apropriado. Os erros emotivos pagam-se caro. Como qualquer grande espaço comercial os clubes devem cuidar do fluxo de clientes pois esse é o garante da continuidade do negócio. Afreguesar um negócio é dificil e requer muito esforço. A perda de clientela pode acontecer de um dia para o outro e á que acautelar essa situação, dando o maximo de credibilidade ao negócio. Melhor que ninguém o artista sabe que tudo depende da creatividade, e essa é um parto com muita dor. Força Rui Veloso, e Carlos T.

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