A FEIRA DO PSD
Pedro Santana Lopes anunciou que estava a pensar escrever um livro para relatar os momentos mais polémicos da sua governação. Desde então o PSD entrou num turbilhão de reuniões, entrevistas, almoços, mega-almoços e jantares.
Eu acho que desde a publicação do livro tudo foi diferente.
O nervosismo de alguns, as preocupações de outros e a tentativa de marcar a agenda de muitos, faz com que não se fale do PS e do seu congresso, do governo e dos seus ministros. Sócrates até já mandou os postais de Boas Festas a todos.
Vamos aos factos:
- Mega almoço em Gaia com uma organização à americana onde Luis Filipe Meneses fez um discurso muito forte para dentro e fora do partido.
- Rui Rio foi à Grande Entrevista de Judite Sousa para marcar terreno. Foi um Rui Rio pouco ousado, diferente do habitual, demasiado calculista.
- Morais Sarmento foi à TSF e ao DN numa entrevista em que não ficou pelas meias palavras. Frontal, directo e acutilante. Esta entrevista vai marcar o futuro próximo.
- Entretanto andaram a "vender" (mais) um bom artigo de Rita Marques Guedes no Diário Económico e António Borges foi ao Dragão ver o F.C.Porto com o Arsenal mas ninguém deu por ele.
- Marques Mendes falou aos autarcas nas comemorações dos 30 anos do poder local democrático. Fez um discurso muito forte só prejudicado pelo mediatismo ocasional de Carolina Salgado e Pedro Mantorras.
Continuando o seu realismo e pragmatismo lá vai conquistando posições internas. Desta vez foi a Distrital de Aveiro onde António Topa (apoiante de Marques Mendes) venceu de forma bem clara.
Resumindo, tudo se precipitou com o livro de Pedro Santana Lopes. Agora só falta Morais Sarmento ir à entrevista do regime, diga-se Judite de Sousa, e aguardar pela quebra do silêncio de Aguiar Branco.
O que eu gostava mesmo de saber é o que pensa o senador Manuel Dias Loureiro destas "manobras" todas.
10 de Dezembro de 2006 pelas 14:56
Arquivado em: Política

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1. António Cruz | 11 de Dezembro de 2006 pelas 01:24
Um artigo de grande profundidade.
Espero que os revoltosos leiam este artigo e ganhem vergonha na cara.
O PSD precisa de paz e serenidade.
2. Carla Costa | 11 de Dezembro de 2006 pelas 09:17
Todos os nomes falados servem para o PSD e para o país excepto Luis Filipe Menezes e Santana Lopes. Basta ver o que fizeram (e fazem) de Gaia e do país.
3. António Soares | 11 de Dezembro de 2006 pelas 10:03
De todos os nomes o que mais me entusiasma ainda é Marques Mendes. Segue-se depois Nuno Morais Sarmento.
Morais Sarmento mostrou ser enquanto esteve no Governo um excelente ministro - determinado e decidido.
Mas nestas coisas da política é preciso saber estar também na oposição e não me parece que virar as costas aos eleitores que o elegeram seja um bom sinal.
Nessa matéria Marques Mendes é muito mais coerente. É dos poucos políticos que nunca se afastou e nunca virou as costas à luta pelo PSD nem nos momentos difíceis (e já foram muitos).
4. Emanuel Rodrigues | 11 de Dezembro de 2006 pelas 11:55
O PSD está mesmo um caos. Apesar de se querer mostrar o contrário, Marques Mendes não se aguenta até 2009.
Morais Sarmento já se colocou a jeito. De referir que Sarmento é Barrosista. Tendo isto em conta, coloco a seguinte pergunta ao autor deste blog: na hora H tenderá para que lado? Mantém-se ao lado de Mendes ou regressa às origens, ou seja, à ala barrosita.
5. Silvia Cordeiro | 12 de Dezembro de 2006 pelas 01:38
O Mendes é um bocadinho frouxo mas também que adiantava ser duro com uma frente de combate do outro lado onde pontificam para além de Sócrates e Cavaco os companheiros de partido Menezes, Santana, Rio, Sarmento, Borges, Marcelo, etc, etc, etc etc etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc….?
Mais vale esperar.
Aliás o problema do PSD é não saber esperar. Os eleitores também se hão-de cansar da governação socialista e o importante é estar preparado nessa altura para ir para assumir o poder.
Nesse sentido há que louvar o trabalho que está a ser coordenado por Francisco Balsemão, Agostinho Branquinho e Carlos Coelho. Isso sim é lançar as bases para uma governação séria. Infelizmente - porque não tem sal e pimenta - ninguém discute isso dentro do PSD.
6. Jose Franco | 12 de Dezembro de 2006 pelas 13:45
Sr. Herminio, e o senhor? Já viu que serviço está a prestar ao partido também?
Manter o cargo de deputado e de presidente da liga simultaneamente é prestar um mau serviço ao psd.
Já o disseram, marcelo rebelo de sousa e agora na tal entrevista que nao gostou, o proprio rui rio foi claro.
Hoje leio que em janeiro se vai tornar vice presidente da liga!
Até onde isto vai continuar?
7. Jorge Melo | 12 de Dezembro de 2006 pelas 16:20
O PSD está a percorrer a chamada “travessia do deserto”. Está nos livros. É um ciclo natural na vida dos partidos. O trabalho do Dr. Marques Mendes não é fácil e por isso deve rodear-se de pessoas competentes para fazer uma oposição responsável e forte. Continuo a pensar que deveria ser mais acutilante.
Ao fim e ao cabo, o provérbio já diz “Os cães ladram e a caravana passa”.
Saber estar calado é também uma virtude, é ao mesmo tempo, em certos momentos, prestar um bom serviço ao partido.
8. Nuno | 12 de Dezembro de 2006 pelas 18:38
Caro José Franco ainda não vi até ao momento nenhuma incompatibilidade. O senhor já viu? Qual?
No dia em que vir que as duas actividades não são compatíveis eu acho que Hermínio Loureiro deve abdicar de uma delas. Até lá não vejo motivo para isso acontecer.
9. Jose Franco | 12 de Dezembro de 2006 pelas 22:33
Sr. Nuno:
Eu até perdia uns minutos a explicar, mas o Nuno concerteza não perceberia nada. Assim como nao consegue perceber as incompatibilidades indesejávesi. É tão elementarmente ridiculo, e informalmente ignorante, que não merece uma linha de explicação. Acorde, de facto.
10. Silvia Cordeiro | 13 de Dezembro de 2006 pelas 00:45
Não tenho o prazer de conhecer este José Franco mas, assim de repente, não me parece ter nenhum espírito democrático.
Aprenda com o autor do blogue a ter fair-play por favor.
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