RESISTÊNCIA
O trabalho de Marques Mendes é extremamente difícil.
Uma legislatura maior que o normal.
Um nervosismo interno.
Uma maioria absoluta de um só partido.
Nunca acreditei que Cavaco Silva, depois de eleito, desse boleia a Marques Mendes. Cada um tem a sua agenda.
No congresso do PSD comparei Marques Mendes a um maratonista - um corredor de fundo. Hoje acho que só ainda estamos na fase de aquecimento.
Marques Mendes, neste momento precisa de mostrar que pode ser alternativa, resistindo à demagogia.
Vai ter que contar com os elogios à governação por companheiros seus e pelos ilustres.
Paciência, resistência, persistência e muito bom senso é o que se pede à oposição - responsável e construtiva.
21 de Novembro de 2006 pelas 00:34
Arquivado em: Política

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1. José Sousa | 21 de Novembro de 2006 pelas 08:54
“Responsável e construtiva” é precisamente o que não tem sido a oposição do PSD de Marques Mendes.
Se acha que ele é um “corredor de fundo”, pelo que tem demonstrado leva-nos a concluir que nunca será alternativa.
De resto, como sabe, há figuras à espera do momento certo para tomarem conta do partido - nessa altura o PSD já vai gostar de novo de Cavaco Silva como PR. Foi sempre notório que Marques Mendes é um presidente de transição, adaptado, a prazo, mas tem feito mal o seu papel de … lebre, para que outros venham depois a ganhar. As suas posições tiram credibilidade ao partido.
2. NMB | 21 de Novembro de 2006 pelas 11:44
Paciência, resistência, persistência e muito bom senso é também o que se pede a um bom presidente da Liga.
Cá o aguardamos sobre os desvarios do nosso futebol.
3. José Sousa | 22 de Novembro de 2006 pelas 09:13
Volto uma vez mais ao tema.
Como pode considerar “responsável e construtiva” uma oposição que tem um presidente que toma as posições que Marques Mendes tem tomado no Brasil ?
Nem habilidade tem para ultrapassar os problemas internos do PSD - a norte (Gaia e Porto) e a sul (Lisboa) - quanto mais para resolver os problemas de Portugal.
Só não vê quem não quer …
4. Thor | 22 de Novembro de 2006 pelas 14:52
Será preciso muito mais que paciência, resistência e persistência. Será preciso sobretudo enfatizar fortemente a ideia de redução do monstro despesista que é, e que com este governo continuará a ser, o cancro do equilibrio das contas públicas do país e consequentemente do nosso crescimento económico. É forçoso que impere uma lógica muito mais liberal, menos estadista, de um governo mais “magro”, que dá o exemplo em matéria de contenção, eficiência e produtividade. Dizer que as politicas deste governo são “reformas”, quando não tocam no verdadeiro problema, é no minimo surreal!
5. Jorge Melo | 22 de Novembro de 2006 pelas 17:27
Concordo plenamente com o comentário anterior. No entanto, penso que a oposição deve ser mais enérgica. Está a ser uma oposição com demasiado “sentido de estado”.
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