INJUSTIÇA
As comunidades portuguesas no estrangeiro vão sentir ainda mais saudades. O governo está a preparar legislação sobre o porte-pago onde esquece totalmente as nossas comunidades. Os jornais que são enviados para os emigrantes não vão receber qualquer verba para minimizar os custos do envio das publicações.
A ser verdade é na minha opinião uma má decisão e demonstra uma grande falta de respeito pelas nossas comunidades bem como nada contribui para a defesa de Portugal e dos portugueses.
Os agentes dos sector estão desiludidos e mais desiludidos vão ficar os nossos emigrantes.
Conheço quem tenha feito um trabalho extraordinário nesta matéria tendo apostando em publicações especializadas como é o caso da revista Portugal. O jornal A Voz de Azeméis é outro bom exemplo da relação com as comunidades.Vão ter de sensibilizar o actual governo da injustiça desta medida. Não acredito que perante esta dificuldade abandonem as comunidades.
Espero que o ministro Augusto Santos Silva mude de opinião e que possa transferir uns euros dos 38 milhões para gastar em publicidade inscritos no orçamento para 2007. Se assim fizer ajuda no porte-pago das publicações enviadas para as nossas comunidades.
06 de Novembro de 2006 pelas 12:15
Arquivado em: Política

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1. José Carlos Martins | 07 de Novembro de 2006 pelas 11:09
Concordo que a ausência de porte pago vai privar muitas pessoas de ter acesso aos jornais mas não aceito que o jornais locais continuem a viver à sombra desses apoios governamentais.
Eu gostava de fazer uma pergunta muito concretas aos responsáveis das associações representantes da imprensa local:
- Durante os anos a fio em que se manteve (e ainda mantém) o porte pago que esforços fizeram para se modernizar contratando jornalistas profissionais, adquirindo equipamento moderno e estabelecendo redes comerciais eficazes?
Eu respondo:
Muito poucos o fizeram e por isso é que vemos alguns agora em desespero.
2. Miguel Cunha | 20 de Novembro de 2006 pelas 12:18
Não posso deixar de concordar com o José Carlos Martins. É incrível como alguns jornais vivem à sombra do porte-pago. Assim, sem ele, vão ter de lidar com a concorrência de forma mais directa. E há mais: as comunidades portuguesas têm jornais nos seus países que lhes levam notícias de Portugal. O Litoral Centro (www.litoralcentro.pt), onde trabalho, mostrou essa preocupação de se modernizar, contratando profissionais. Por isso, vamos ver como vai ser a vida de muitos jornais em porte-pago. Espero para ver…
3. Luis Ferraz | 28 de Novembro de 2006 pelas 11:35
Caros José e Miguel. Posso até estar de acordo, se falarmos em jornais regionais de grande expansão e feitos por empresas jornalísticas. Mesmo assim, caso tenham ligação a muitos assinantes no estrangeiro, comecem a fazer as contas….
Mas agora coloco-vos este exemplo:
Tenho um jornal local mensal de freguesia, feito com todas as modernas tecnologias, e sou jornalista profissional. Mas é claro que o jornal não tem dimensão para ter pessoal contratado nem para se assumir como empresa, pelo que é propriedade de uma associação de utilidade púlica sem fins lucrativos. Tiramos 1500 exemplares, chegamos a 97% do nosso público alvo - a população local - e a cerca de 150 emigrantes ligados assim ao que se passa na sua terra natal. O jornal é sustentado pelos assinantes e com o esforço mensal das empresas locais que nele publicitam, mais por apoio do que por necessidade comercial.
Acreditem que se este jornal acabar, os nossos 1500 leitores não vão substituir o “seu” jornal por qualquer outro, porque em mais nenhum encontram as “coisas” que vivem diariamente e que lhes dizem respeito - o chamado jornalismo de proximidade. Quanto mais não seja, prestamos-lhes um incentivo à leitura, fazemos o combate à iliteracia, fazemos promoção cultural, e também mantemos laços afectivos e sociais com as comunidades locais espalhadas pelo mundo.
Agora pergunto: acham que isto é viver á sombra do porte-pago? Ou não será uma obrigação do Estado contribuir com uma migalha para ajudar a divulgar este nosso trabalho de desenvolvimento local? Ou não será uma obrigação e uma opção estratégica do Estado a promoção cultural das populações, sobretudo menos favorecidas no acesso aos meios de cultura e informação?
Na prática, pode não perecer muito, mas, à nossa escala, passar a pagar 250 euros mensais de correio, em vez dos 50 que pagávamos, é significativo. Pode ser a diferença entre uma gestão esforçada mas “equilibradinha”, que tinhamos até agora, e uma gestão de corda ao pescoço, para nós, para os assinantes e para anunciantes…
Já agora, gostaria de ter o vosso comentário…
4. Miguel Cunha | 28 de Novembro de 2006 pelas 17:42
Desculpe, mas só hoje vi o seu comentário. Tenho andado numa roda viva. É claro que existem excepções. Mas agora pergunto eu: porque é que o Porte-Pago não é dado a quem faz esse jornalismo de proximidade? Porque não é dado a novos jornais, mesmo que eles tenham qualidade e façam uma informação supra-regional? Posso até concordar consigo no aspecto dos emigrantes. Eu até era a favor de manter para os emigrantes e acabar para o país. Mas de uma coisa não tenha dúvidas: A concorrência desleal e despropositada que existe no mercado faz com que o Governo tome este tipo de atitude. E olhe que, em 2008, ele acaba de vez para toda a gente. E aí se sentirá a capacidade de cada jornal em sobreviver na sociedade. Mas espero que o seu consiga sobreviver… É uma opinião sincera
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