Autor

Categorias

Últimas Linhas

Arquivo

Outubro 2006
S T Q Q S S D
« Set   Nov »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Twitter

PRÓS E MUITOS CONTRAS

Vi com atenção o programa Prós e Contras na RTP sobre as finanças locais.

Uma palavra para Ribau Esteves que defendeu bem o papel dos autarcas no desenvolvimento de Portugal.

O programa moderado por Fátima Campos Ferreira teve pontos positivos e infelizmente muitos pontos negativos. António Costa ministro que tutela as autarquias, mas que também é ministro de Estado, começou calmo e acabou com um nervosismo anormal. A um ministro de Estado não fica bem voltar a falar das "pedradas" e tratar os autarcas presentes na sala como "claque".

Perante a argumentação usada pelos autarcas não foi capaz de aguentar a pressão. Ficou também claro que as ajudas do Prof. Saldanha Sanches e dos reverentes autarcas de Resende e Odivelas só prejudicaram o desempenho de António Costa e benefeciaram Fernando Ruas.

Ficou bem claro que esta lei prejudica as autarquias.

Vamos esperar pela alterações.

Gosto da postura política de António Costa, mas não posso concordar com a fase final do programa, pois o ministro não é só responsável pelas autarquias e também ministro de Estado, logo tem outras responsabilidades.

19 de Outubro de 2006 pelas 00:28

Arquivado em: Política

5 comentários Adicionar agora

  • 1. Paulo Oliveira  |  19 de Outubro de 2006 pelas 00:34

    Não vi o programa mas o que já fui lendo sobre o mesmo não abona muito em favor do Ministro António Costa.
    Não resisto a replicar aqui o que Pacheco Pereira (cada vez menos amado nas hostes social democratas) escreveu no Abrupto sobre o Prós e Contras:
    “O Prós e Contras de ontem foi um programa de televisão notável, sobre o qual se poderia escrever um livro. Um livro sobre Portugal.
    Breves notas sobre o debate que comentarei mais em detalhe noutro sítio: Por estranho que possa parecer, fruto também dos nossos preconceitos, os autarcas saíram-se muito melhor do que o Ministro António Costa, apoiado por Saldanha Sanches. Muito, muito melhor. A começar pelo que não se esperava que acontecesse: mostraram um grande domínio da realidade, um muito bom conhecimento dos mecanismos perversos da nova legislação, uma grande capacidade argumentativa e foram … muito menos demagógicos do que o Ministro. António Costa foi de uma agressividade malcriada, roçando o insulto, autoritário e demagógico até ao limite. Fernando Ruas comportou-se com uma enorme delicadeza de trato face aos golpes baixos do Ministro, aos quais não era alheio um desprezo intelectual pelos seus interlocutores. E de “classe”, diriam os marxistas, face a um Portugal a que ele claramente se acha superior. Por muito sofisticado que queira ser esqueceu-se de uma regra que funciona magnificamente em televisão: aqueles homens alguns rudes, outros tímidos, transmitiram muito melhor um sentimento de “dedicação” ao seu “povo” do que o governante, que se ria deles.
    A maior parte das suas intervenções tem o toque do propagandista, a repetição até ao limite dos chavões de propaganda que ele quer fazer “passar”. Confrontado com dados concretos, a começar pela acusação directa de ser responsável por casos de manipulação informativa, fugiu sempre incomodado, confirmando diante de todos a veracidade das acusações. Viu os seus números confrontados com acusações indesmentíveis, mas mesmo assim repetia-os sempre, de novo, para os fazer “passar”. Esteve sempre a falar para fora, para a audiência, indiferente aos seus interlocutores que falavam para ele. Se isto se podia compreender em termos de eficácia propagandística, perdeu o efeito face ao autismo que revelava e, de novo, ao ostensivo desprezo pelos interlocutores.
    Um desastre. O muito eficaz gabinete de imprensa de Costa vai ter que trabalhar muito para remediar os estragos.”

  • 2. José Sousa  |  19 de Outubro de 2006 pelas 09:47

    O Sr. Paulo Oliveira não viu o programa mas … Pacheco Pereira dixit e há que replicar o que foi publicado no Abrupto. Só que transcreveu aquilo que ia ao encontro do que lhe interessava - dizer mal do Ministro. Por acaso não leu os comentários feitos por leitores do blog? Isso já não interessa.
    O Poder Local tem feito muito pelo bem estar das polulações, daí o seu mérito, mas sabemos que também tem havido exageros de má gestão autárquica. Há que impôr regras.
    Não quero defender A ou B. O que sei é que toda a gente oferece resistência à mudança.

    Sabemos que é preciso mudar.

  • 3. eugenio queiros  |  19 de Outubro de 2006 pelas 18:42

    O Ribau é um tipo com pinta - mais um cagaréu? ou será ceboleiro? - e um dos poucos autarcas que felizmente não se deixou seduzir pelo canto da sereia lisboeta…
    O presidente da Liga, por outro lado, já ganhou um prémio de consolação: sempre que pensar como seria a sua imagem com cabelo, imagine que seria presenteado com os capilares do Ruas…

  • 4. Jorge Melo  |  20 de Outubro de 2006 pelas 09:40

    Numa análise futeboleira, o programa resume-se desta forma:
    a equipa do ministro entrou convencida que ia golear a equipa dos autarcas, com o jogo bem estudado, o jogo foi equilibrado/ taco a taco na primeira parte. No entanto, na segunda parte a tensão, o nervoso, começou a apoderar-se da equipa do ministro e na parte final a sua equipa estava nitidamente desorientada e cometeram-se alguns erros e isso paga-se caro!
    Sofreu vários golos e naturalmente perdeu!
    A arbitragem foi exemplar.

  • 5. Jaime Bernardino Alves  |  08 de Novembro de 2006 pelas 22:59

    Caro Dr., sou presidente da CPS Resende do PSD e penso que a sua análise está muito bem enquadrada. A este respeito, penso que o partido socialista mostra bem a sua conduta política, que assenta na arrogância e na intransigência. Quanto ao meu Presidente de Câmara, apraz-me dizer que é lastimoso quando um autarca, em vez de defender os seus cidadãos, é a “voz do dono” do partido socialista, apenas para se promover politicamente… Um forte abraço,

    Jaime Bernardino Alves.

Deixe o seu comentário

Obrigatório

Obrigatório

Código HTML permitido:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>