ASSIM NÃO
Recentemente baseado num estudo discutível o Ministro da Saúde por despacho encerrou a maternidade do Hospital S. Miguel em Oliveira de Azeméis. Aqui neste espaço expressei a minha (o)posição. Registo que essa mesma decisão não tenha sido comentada por nenhum responsável de hospitais de concelhos vizinhos que recorriam a esses serviços.
Hoje estou espantado. Li no jornal Público uma declaração do director do hospital de S.João da Madeira sobre outro estudo relativo ao serviço de urgência.
Repito, quanto à maternidade, silêncio total, nem uma palavrinha.
Como é público o Ministro da Saúde tem em sua posse um estudo prévio onde aponta para o encerramento de 14 urgências. O distrito de Aveiro é particularmente prejudicado, pois das 14 a encerrar 5 são de Aveiro. Anadia, Estarreja, Ovar, S.J. Madeira e Espinho.
Em primeiro lugar é preciso conhecer o estudo. Onde está? Quem fez? A decisão é económica ou política?
Após o seu conhecimento e estudo, devem os responsáveis tomar posições firmes e fortes, se assim se justificar. Compete aos responsáveis locais, distritais e regionais essa posição, defender os interesses da população que servem.
Mas esta defesa tem que ter limites. A argumentação não deve ser à custa do vizinho do lado. A argumentação do director do hospital de S.J. Madeira é no minímo lamentável, perigosa e muito redutora. É preciso alguma contenção. Não vale tudo.
A solidariedade tem sempre dois sentidos.
O estudo que foi pedido é na minha opinião muito discutível, logo é preciso tomar posições mas não à custa de ninguém.
Para defendermos o "nosso" não precisamos de falar do vizinho do lado. Fica mesmo muito mal.
Defender sempre mas não à custa dos outros.
23 de Setembro de 2006 pelas 18:45
Arquivado em: Política

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1. Silvia Cordeiro | 23 de Setembro de 2006 pelas 18:51
O Director do Hospital de S. João da Madeira deve ter-se inspirado na última edição do jornal O Regional onde esse jornal inventou declarações de pessoas de Oliveira de Azeméis a defenderem o encerramento do Hospital de Oliveira de Azemeis.
Temos que estar preparados porque dos vizinhos do lado temos que esperar tudo.
2. Paulo Oliveira | 23 de Setembro de 2006 pelas 19:36
Não consigo perceber a decisão de encerrar tantas urgências. Acho que é um erro gritante em termos de política de saúde.
Da mesma forma acho inaceitável que a urgência de Oliveira veja reduzida ainda mais a sua capacidade.
Não concordo e acho profundamente lamentáveis as declarações do Dr. Portal mas gostaria de ver o Director do Hospital de Oliveira de Azeméis a ter publicamente uma actuação bem mais aguerrida nos interesses dos oliveirenses.
3. Artur Martins | 23 de Setembro de 2006 pelas 23:17
Este governo já começa a cheirar mal.
Tivesse sido o governo Santana Lopes a tomar estas medidas e os senhores de esquerda assaltavam todos os espaços de opinião para se insurgirem contra ele.
Onde estão agora eles?
Nos poleiros do poder ou à espreita.
Tirando uma ou duas vozes discordantes (porque ficaram de fora na repartição das benesses) mais ninguém ousa contestar a gestão socrática.
E à direita é o que se vê. Na vez de unirem esforços para lutarem contra o infortúnio os “portais da vida” tentam aumentar o infurtúnio dos outros.
4. Maria Deolinda Ramos | 24 de Setembro de 2006 pelas 00:05
Espero que desta vez as reacções sejam bem mais fortes do que foram quando a maternidade encerrou.
Achei aquilo pacifismo a mais.
Se é para tirar serviços à urgência então é melhor entregar o serviço ao Centro de Enfermagem Teixeira. Sempre terá mais e melhres meios.
5. Maria Deolinda Ramos | 24 de Setembro de 2006 pelas 00:07
Já agora vou estar atenta às movimentações dos políticos.
De todos. Com particular atenção nos socialistas.
6. MR | 24 de Setembro de 2006 pelas 00:27
Afinal não é só o mundo da bola que anda mal.
7. Ernesto Silva | 25 de Setembro de 2006 pelas 10:49
É muito fácil tomar este tipo de decisões quando quem as toma ao ter um acidente a esquiar na neve é transportado de avião para Lisboa, internado no Hospital da Força Aérea, e operado logo de imediato ao seu delicado joelho de Primeiro-Ministro.
8. Luís Ferreira | 25 de Setembro de 2006 pelas 14:59
Passadas algumas décadas após autonomia administrativa relativamente a Oliveira de Azeméis, os sanjoanenes continuam complexados e não admitem perder mais uma batalha para os seus vizinhos.
Ontem foram 3-0 no futebol e no que diz respeito ao hospital vai acontecer o mesmo se não existirem forças ocultas.
9. Emanuel Rodrigues | 25 de Setembro de 2006 pelas 19:00
Eu tenho medo dessas forças ocultas.
As declarações do Dr. Quental são preocupantes.
Quando é que o Dr. Lima entra em acção a defnder o NOSSO Hospital?
10. Luís Ferreira | 26 de Setembro de 2006 pelas 09:05
Nunca as forças ocultas de S. João da Madeira tiveram grande força mas é melhor estar atento.
No que diz respeito ao Dr. Lima acho injustas algumas acusações que já lhe foram feitas aqui. Ele próprio já disse na Voz de Azeméis que era um defensor inquestionável do Hospital.
11. Jorge Melo | 27 de Setembro de 2006 pelas 18:29
Esta política do Governo na área da saúde, é concerteza idealizada e apropriada para pessoas com saúde!
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