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TRISTE

Segundo informações que recolhi a direcção da U.D.Oliveirense decidiu suspender a equipa profissional de Basquetebol.

Decisão que vai naturalmente deixar os amantes da modalidade com uma enorme tristeza. Oliveira de Azeméis está mais pobre. O basquetebol português está triste.

O basquetebol perdeu (temporariamente) uma das equipas que mais simpatia criou junto dos adeptos.

Não é seguramente uma decisão fácil, é uma decisão que visa fundamentalmente garantir o futuro e não hipotecar o futuro.

A aposta na formação é o caminho a seguir. Importa trabalhar criando condições para que rapidamente o basquetebol profissional possa voltar.

Quase sempre presente nos pontos altos, venceu duas Taças da Liga, uma Supertaça e uma Taça de Portugal. Nunca venceu o campeonato, foi quatro vezes vice-campeã.

Durante dez anos foram muitos os jogadores que passaram por Oliveira de Azeméis, levando ao rubro os milhares que se deslocaram ao pavilhão Dr. Salvador Machado. Não quero ser injusto mas vou destacar alguns: Nuno Alves, David Traylor, Keny Turner, Chuky White, Blackley, Steven Carney, Joffre Leal, Rasul Sallahuddin, Joaquim Arcega, Doug Mouse, Vato, Kevin Van, Zecevic, José Lasa, Scott Stewart, Nate Johnston, Kris Hill, Shawn Jakson, Trevor Huffman, Greg Stempin, Marc Brown, Jordi Pardo, Rui Chumbo, Rui Santos, António Tavares, Filipe da Silva, Nuno Marçal, Pedro Nuno, Alexandre Pires, João Seiça, Francisco Jordão, Carlos Seixas, Luis Costa, Gerson Monteiro ………

Pois é, estou triste, mas existem momentos que é melhor parar do que caminhar rumo ao abismo.

Não posso deixar de fazer uma referência a alguns treinadores: Carlos Pinto, Carlos Cabral, Vitor Martins, Henrique Vieira, Orlando Simões, Rui Lopes, João Costeira.

Já sinto saudades, por isso mesmo vou terminar, prometendo voltar ao tema.

Espero que seja um até já.

14 de Setembro de 2006 pelas 02:09

Arquivado em: Política, Desporto

16 comentários Adicionar agora

  • 1. Paulo Oliveira  |  14 de Setembro de 2006 pelas 02:49

    A minha referência vai para os dirigentes. Destaco António Xará, Hermínio Loureiro e Jorge Casimiro.

  • 2. Tiago Craveiro  |  14 de Setembro de 2006 pelas 11:02

    das dificuldades devem criar-se oportunidades. um clube que honra os seus compromissos é um exemplo para a sociedade. o problema começa quando a emoção se sobrepõe à razão que deve assistir aos dirigentes. neste caso a razão indicou-lhes uma pausa. tenho a certeza que com a tranquilidade necessária e o empenho de novos rostos e a participação de todos os que trabalharam pela udo, o projecto profissional regressará em breve. mais forte e de cabeça erguida, que só conseguem ter aqueles que cumprem. até já.

  • 3. Emanuel Rodrigues  |  14 de Setembro de 2006 pelas 19:33

    Neste momento também eu estou triste.
    Tentei sempre acompanha esta temática como jornalista e como amante da modalidade.
    Durante o último período de férias sempre fui um optimista. Pensei sempre que havia uma solução. O empenhamento de várias personalidades locais deram-me alento para que acreditasse na contiunuidade do basqeutebol profissional na União Desportiva Oliveirense.
    Como disse estou triste. Mas ainda mais triste fiquei depois de ler a lista jogadores que Hermínio Loureiro escreveu. Cada nome faz-me recordar as vibrações que sentia todos os fins-de-semana.
    Isto vai deixar mesmo muitas saudades. Por isso, espero mesmo que seja temporário. A Oliveirense tem de regressar ao campeonato profissional para o bem do concelho e do basqeutebol nacional.

  • 4. Álvaro Santos  |  14 de Setembro de 2006 pelas 21:31

    Apesar de “alguns” dissabores que causaram à Ovarense-Aerosoles, não posso deixar de lamentar esta paragem!
    Que voltem depressa, para bem do baquetebol, da região e dos derbys fabulosos!

  • 5. Paulo Oliveira  |  15 de Setembro de 2006 pelas 01:08

    Nunca fui um grande apreciador de nenhum desporto em particular. Quem me conhece sabe que tenho até alguma aversão à forma como tudo se deturpa com relativa facilidade no mundo da competição.
    O basquetebol da Oliveirense é, no entanto, uma modalidade que seguiu um rumo curioso.
    A evolução que sofreu e a forma como se implantou em terras de La Salette é, no mínimo, surpreendente. Mas não foi por acaso.
    Deveu-se sobretudo a um factor determinante: a juventude dos seus dirigentes. A modalidade aparace em Oliveira de Azeméis na mão de meia dúzia de jovens que de forma convicta deram corpo ao projecto. Um crescimento que foi desde a primeira hora acompanhado de um estruturado trabalho ao nível da formação. É esse trabalho, que sabiamente foi mantido ao longo dos anos, que nos permite sonhar com o regresso do basquetebol da UDO ao mais alto nível.
    Estou certo, porém, que só será possivel regressar se os dirigentes da Liga deixarem de enfiar a cabeça na areia e procurarem resolver, de facto, os problemas que têm feito que o basquetebol percam clubes como a Oliveirense e o Aveiro Basket.

  • 6. Rui Leal  |  16 de Setembro de 2006 pelas 13:09

    Já tive oportunidade de comentar a desistencia do basquetebol da Oliveirense na Liga profissional para uma rádio local e deixo também aqui a minha opinião que aceito e compreendo esta atitude. Pois parece-me responsavel e realista e dá-me a certeza que não irei ver uma imagem negativa da Oliveirense pelos pavilhões deste país. Assim ficarei sempre com uma imagem de uma equipa competitiva que lutava para ganhar quando assim não é possivel mais vale parar por um ano ou dois até para recaregar baterias e então voltar em força.

  • 7. Alexandre Pires  |  19 de Setembro de 2006 pelas 00:01

    Fiquei realmente triste com a suspensão do basquetebol profissional da Oliveirense.
    Tenho consciência e concordo com algumas das opiniões relatadas neste blog.
    Penso que os dirigentes tomaram está decisão de uma forma consciente e ponderada e só espero que o regresso esteja para breve.
    Vivi alguns dos melhores anos da minha vida desportiva e não só quando enverguei a camisola da Oliveirense.
    Aos adeptos da OLIVEIRENSE o meu muito obrigado.
    A grandeza de um clube está directamente relacionada com a grandeza dos seus adeptos!!!
    São sem dúvida alguma, uma massa associativa fantástica!!!

  • 8. Pedro Neves  |  19 de Setembro de 2006 pelas 00:39

    A Oliveirense acaba porque isto é um país de futebol! Esta é que é a verdade! Decisão realista porquê? Mas entende-se: apareceu no clube alguem que não quis o basquetebol. Foi tão simples como isto.

  • 9. Paulo Oliveira  |  19 de Setembro de 2006 pelas 12:44

    O comentário de Pedro Neves revela um profundo desconhecimento dos motivos pelos quais acabou o basquetebol da Oliveirense. Os actuais dirigentes da UDO só interromperam a modalidade por clara falta de viabilidade financeira. Seria irresponsável caminhar para o abismo sabendo que se que se caminha para o abismo.
    O que o jornalista Pedro Neves devia analisar era os motivos que levaram a que a Liga de Basquetebol (que já viu mais de 50% dos clubes pertencerem ao distrito de Aveiro) apenas tenha hoje um único (e bom) representante: a Ovarense.
    As causas do declinio do basquetebol são de ordem estrutural e devem-se à falta de rumo que a Liga de Clubes tem. A cada ano acabam clubes importantes para a modalidade e isso acontece porque o basquetebol está a perder atractividade para os patrocinadores.
    Onde vai o tempo em que rádios como a TSF acompanhavam os jogos de basquetebol?
    Onde vai o tempo em que o basquetebol tinha um destaque digno nos jornais nacionais?
    Onde vai o tempo em que as transmissões televisivas eram feitas como uma mais-valia para os canais televisivos?
    Onde vai o tempo em que as autarquias disputavam entre si a organização de competições como a Taça da Liga e outras do género?
    Tudo isso acabou.
    Tudo isso acabou e é por isso que os patrocinadores procuram outras desportos com superior visibilidade e com o retorno que todas as empresas procuram.

  • 10. Pinto de Sousa  |  19 de Setembro de 2006 pelas 23:23

    “Nunca fui um grande apreciador de nenhum desporto em particular” (Paulo Oliveira)
    Para quem nunca foi grande apreciador de desporto são de facto surpreendentes os comentários deste senhor!….
    O declínio só se verifica no basquetebol?
    E nas outras modalidades?
    Relativamente aos jornais, apesar do pouco destaque que refere, o realce que davam ao basquetebol era inquestonavelmente superior ao das outras modalidades da U.D.O.
    Não será assim?
    O basquetebol profissional da U.D.O. não acabou só por “clara falta de viabilidade financeira”!…
    Outros motivos estiveram subjecentes a esta decisão. Mas fico por aqui. Acredito que um dia os Oliveirenses irão perceber…
    Pinto de Sousa

  • 11. Emanuel Rodrigues  |  20 de Setembro de 2006 pelas 01:29

    Comentário de grande alcance aquele que é feito por Paulo Oliveira.
    A verdade é mesmp esta. A LCB tornou o basquetebol pouco apetecível. Continua a pensar com o país estivesse em tempo de vacas gordas com a agravamte que não tem tido imaginação para cativar as pessoas.
    O sr José Castel-Branco disse à Rádio Renascença que esperava que a Oliveirense voltasse a ter a modalide de basqeutebol mas com outra direcçã, isto em reação ao comentário do presidente da Oliveirense declarando que a liga profissional de basquetebol dá pouca visibibilidade ao clube.
    Agora eu digo: a LCB não tem viabilidade com . José Castel-Branco à frente do barco. Este senhor vive noutra galáxia. Não tem os pés bem assentes na terra.

  • 12. Paulo Oliveira  |  20 de Setembro de 2006 pelas 12:48

    Caro Prof. Pinto de Sousa
    Percebo muito bem a sua desilusão pela interrupção do basquetebol da Oliveirense. Muitas pessoas sofrem na pele com essa interrupção e o professor será, seguramente, uma delas.

  • 13. Pedro Neves  |  20 de Setembro de 2006 pelas 16:34

    Que visibilidade é que a Oliveirense tem em futebol? Que outra modalidade deu títulos ao clube nos últimos anos? Caro Paulo Oliveira, o país até pode ficar sem nenhum clube na Liga, que a minha opinião não vai mudar: acabam pq isto é um país de futeboleiros! Ou quer-me dizer que os problemas que aponta ao basquetebol só são do basquetebol??? Ou será que o futebol da Oliveirense dá lucro?? Houve má vontade. Só não vê quem não quer. Lamento pelo publico fantástico de Oliveira de Azemeis, lamento por pessoas como o pr. Pinto de Sousa (com quem cheguei a ter alguns desentendimentos, próprios das nossas diferentes funções) mas por quem nunca perdi o respeito, lamento pela cidade de Oliveira de Azemeis, lamento pelo basquetebol do distrito. Caro Paulo Oliveira, entendo que o basquetebol não lhe diga nada, agora entenda o desalento de quem adora esta fantástica modalidade. Um abraço.

  • 14. Paulo Oliveira  |  20 de Setembro de 2006 pelas 19:23

    Não quero alimentar uma discussão que é, em certa medida, inócua.
    No entanto, não posso deixar de referir algumas notas importantes sobre o comentário anterior do Pedro Neves.
    Até parece que nos meus comentários anteriores alguma vez defendi ou mostrei satisfação pelo fim da modalidade!
    Nunca ninguém me viu defender uma modalidade em detrimento de outra. Cada modalidade tem a força que tem e isso deve-se a um conjunto muito alargado de factores que não vou agora aqui explanar.
    Conheço bem os esforços «desinteressados» desenvolvidos pelo anterior presidente do basquetebol da UDO, António Xará, para manter no topo a modalidade mas conheço também muito bem as dificuldades com que se debateu perante a indiferença e o oportunismo de muito boa gente.

  • 15. Silvia Cordeiro  |  20 de Setembro de 2006 pelas 19:28

    A grande verdade é que foi sob a liderança de António Xará que basquete da oliveirense viveu os seus dias mais gloriosos.
    A ele se devem as grandes alegrias vividas.

  • 16. Emanuel Rodrigues  |  21 de Setembro de 2006 pelas 01:17

    Também aproveito para fazer a minha homenagem a António Xará.
    Sei das angústias diárias que este senhor passou para manter de pé um sonho.
    Mas agora pergunto: e se a Oliveirense tivesse sido campeão na época passada, será que os esforços para que a modalidade continuasse não teriam sido maiores.
    Mais pergunto: quem é o senhor que está a frente da secçlão. Não o conheço de parte nenhuma.
    Sou da opinião que se devia ter eito um pressing para que António Xará a continuar à frente do barco.
    Mais alguns considerandos:
    1) Concordo quando Eduardo Costa diz que há falta de visibilidade ma Liga de Clubes de Basquetebol
    2) Mas também concordo quando o presidente da LCB diz que a visibilidade é a mesma da épica passada
    3) Registo, pela negativa, o aparecimento (tarde) da LCB a estimular a presença da Oliveirense. Até agora era tudo dificuldade e agora já é tudo facilidades. A LCB tem de tirar as devidas ilasõies deste processo e melhor a sua forma de pensar.
    4) Registo também pela negativa o não envolvimento do tecido empresarial oliveirense na ajuda de manter uma modalidade que só tem projectado o nome de Oliveira de Azeméis.
    5) O tecido empresarial aveirense também poderia ter ajudado. Afinal, neste momento só a Ovarense (eternamente apoiada pela a Aerosoles) representar o distrito de Aveiro.

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