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ONDE ESTÁ SR. MINISTRO?

Com a saúde das pessoas não se brinca, muito menos com a vida. Importa analisar com toda a ponderação e responsabilidade sobre o que está a acontecer após o encerramento precipitado e teimoso das maternidades. Como é demais evidente o senhor ministro da Saúde para tomar a decisão de encerrar ouviu pouco e falou muito. Triste o que aconteceu em Elvas. Perante as primeiras dificuldades pós-encerramento destes serviços o senhor ministro ainda nada disse. Lançar um inquérito para apurar os factos é muito pouco. Lembro os directos televisivos sobre os encerramentos, agora apetece perguntar, onde está  o Sr. ministro?

Infelizmente a sustentação apresentada falhou em toda a linha. Quem assume a responsabilidade?

Não podemos esquecer o despacho onde aponta a segurança da vida das parturientes e dos recém-nascidos como decisiva para o encerramento das maternidades.

Terá o Sr. ministro verificado as garantias de melhorar a prestação dos serviços antes de as ter prometido? Tenho muitas dúvidas.

Tive conhecimento de um caso no hospital de O. Azeméis onde a  transferência para S. Maria da Feira não estava devidamente acautelada. Felizmente após insistência dos bombeiros foram tomadas as medidas de segurança para que a transferência fosse feita em perfeitas condições.

Vamos aguardar pelo resultado do inquérito instaurado.  

19 de Junho de 2006 pelas 00:31

Arquivado em: Política

2 comentários Adicionar agora

  • 1. Ribeiro Cristovão  |  19 de Junho de 2006 pelas 18:08

    Será que o Sr. Ministro conseguiu dormir na noite de 13 para 14 de Junho?
    Ou não dormiu, com o peso na consciência?
    Ou será que já nem tem consciência para suportar pesos?

    “Ditosa Pátria que tais filhos tem”!…

  • 2. Paulo Oliveira  |  21 de Junho de 2006 pelas 13:18

    Há muita leviandade nas questões da saúde.
    Sujeitar uma grávida com dores a uma viagem entre Elvas e Portalegre superior a uma hora não me parece sensato. E aqui não estou a criticar o ministro por ter encerrado a maternidade de Elvas.
    Quem tomou a decisão de transferir a grávida?
    Quem decidiu que essa transferência era feita sem acompanhamento médico?
    A ausência desse acompanhamento foi motivada por falta de condições?
    Tudo questões que importa responder com rapidez e sem que aconteça o costume: a culpa morrer solteira.

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