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GATO POR LEBRE?

O primeiro-ministro diz que o governo não pode "comprar gato por lebre", sobre a refinaria de Sines.

Tenho pena que o primeiro-ministro e o (ainda) ministro da economia em Dezembro descaradamente tenham vendido gato por lebre aos portugueses.

É bom lembrar Manuel Pinho em Dezembro " trata-se de um investimento que representa cerca de 3% do PIB português. Qualquer coisa como duas Autoeuropa"

Em Dezembro ainda o promotor Patrick Monteiro de Barros dizia: " O Governo português deu uma extraordinária colaboração. Estou surpreendido com a celeridade do processo".

As rosas de Dezembro hoje são espinhos.

Já todos percebemos quem vendeu gato por lebre.

Só propaganda.

11 de Maio de 2006 pelas 00:57

Arquivado em: Política

6 comentários Adicionar agora

  • 1. Rui Ribeiro  |  11 de Maio de 2006 pelas 02:45

    Espantosa a mestria com que é feita a propaganda e espantosa também a suntileza com que a imprensa que massacrou Barroso e Santana Lopes se “esconde” atrás dos computadores das redações.
    Onde estão as investigações jornalisticas?
    Porque não se fazem agora as comparações entre o que se disse e o que se faz?
    Este caso que fala Hermínio Loureiro é gritante. Mas não é o único!
    Em Dezembro ia nascer uma refinaria que significaria um investimento de quatro mil milhões de euros. Foi anunciado com pompa!
    Passado este tempo esse anúncio foi reduzido a nada.
    Bem, dizer que foi reduzido a nada seria demasiado injusto para o Governo de Sócrates. É que ontem mesmo - e não foi coincidência acreditem - a GALP anunciou uma refinaria também em Sines onde vão ser investidos mil milhões de euros. É claro que corremos o risco desta refinaria ser reduzida a nada dentro de alguns meses mas, enquanto vai e vem, o povinho lá vai engolindo mais um bocado de marketing.
    Já agora, e por falar em marketing, vejam lá como foi vendida (e comprada!) a notícia sobre a refinaria da Galp:
    “GALP investe mil milhões de euros em refinaria que vai tornar Portugal auto-suficiente em gasóleo”.
    Ora bem… como eu acho que o gasóleo não se faz de vento certamente que finalmente se encontrou Petróleo no Beato. Isso sim nos faria auto-suficientes.

  • 2. Jdgonçalves  |  11 de Maio de 2006 pelas 09:50

    O país precisa de investimentos produtivos criadores de riqueza e promotores de postos de trabalho.
    E, numa economia de mercado é essencial que os investidores tenham níveis de confiança elevados na conjuntura económica nacional e internacional. E que confiem no governo.
    Acreditem na coerência das medidas e das atitudes deste. Seja um governo mais à direita ou mais à esquerda, não importa. O importante é confiarem. É acreditarem na estabilidade e no cumprimento de promessas eleitorais e nos acordos estabelecidos.
    Das palavras do Primeiro Ministro e do Ministro da Economia, deduzo que houve uma precepitação na avaliação do projecto feita pelo governo, em Dezembro.
    Das palavras de Patrick Monteiro de Barros, deduzo que o governo não foi capaz de cumprir com acordos e com as promessas feitas.
    Com a desconfiança que este episódio irá lançar nos investidores, não estou a ver quando se irá dar a retoma da economia nacional.
    Sem investimento, todas estas medidas tomadas pelo governo, de sacrifício das famílias portuguesas, terão sido tomadas em vão.

  • 3. Nuno Q. Martins  |  11 de Maio de 2006 pelas 13:59

    Erro de casting?

  • 4. Jorge  |  11 de Maio de 2006 pelas 17:35

    Prefiro o Festival de Anúncios!!!
    Sabemos para o que vamos!

  • 5. Helder Simões  |  12 de Maio de 2006 pelas 01:31

    Pois é, mas quem continua a subir nas sodagens é o PS e não o PSD de Marques Mendes… Vejam a Visão de Ontem…

  • 6. Rui Ribeiro  |  12 de Maio de 2006 pelas 02:10

    Este último comentário só pode ter sido escrito por alguém que pensa como José Sócrates - que pensa e age em função das sondagens.
    E até já sabemos que isso tem efeitos a curto e médio prazo. Mas não dura sempre.
    A memória de muita gente é curta mas há ainda quem se lembra da governação de António Guterres. Uma governação feita sempre a olhar para as sondagens. E correu bem. Pelo menos durante algum tempo (demasiado digo eu!) Mas não durou sempre e quando as coisas começaram a apertar o engenheiro Guterres foi o primeiro a fugir.
    Ora agora o que se está a passar é algo semelhante mas mais refinado. Mais sofisticado. Mas também é normal porque afinal também é natural aprender com os erros do passado.
    Já agora, eu se fosse ao Dr. Marques Mendes não me preocupava muito com as sondagens pois, como já disse o autor deste blog num post no dia 7 de Maio “a meta está instalada em 2009″ tratando-se de uma corrida de fundo e nao uma corrida de 100 metros.

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